29 de março de 2014

O Garoto da Casa ao Lado

O Garoto da Casa ao lado
The boy next door. Meg Cabot. Trad. Celina Cavalcante Falck. Rio de Janeiro. Record. 2004. 394 páginas.

Sinopse:
Escrito em forma de mensagens de e-mail, O garoto da casa ao lado revela a história de Melissa Fuller, uma jornalista de celebridades que está prestes a perder o emprego. Numa certa manhã, Mel está 68 minutos atrasada para o trabalho, completando assim seu 37º atraso no ano. Um recorde. O departamento de Recursos Humanos já lhe mandou um memorando oficial sobre o assunto, seu chefe duvida seriamente do seu compromisso com o jornal e, além disso, até sua melhor amiga anda preocupada com seu bem-estar psicológico. Contudo, dessa vez, ela tem uma desculpa de verdade - estava socorrendo Helen Friedlander, sua vizinha de oitenta anos, que entrou em coma após levar um golpe na cabeça, em conseqüência de um misterioso atentado.

Ponderação:
Talvez a parte mais, literalmente, interessante do livro encontra-se a página 306 a 310, quando da vingança de Melissa, mostrou que podemos agir com inteligência para atingir àqueles que nos fazem mal de maneira propositalmente consciente de que estejam fazendo o mal para levar vantagem em tudo por tudo.



28 de março de 2014

Uma Casa na Floresta

Uma Casa na Floresta
Little House in the Big Woods. Laura Ingalls Wilder (1867-1957). Trad. Constantino Paleólogo. São Paulo. Círculo do Livro. 135 páginas.

Sinopse:
Descrição com minúcias dos primeiros anos da vida de Laura e sua convivência com a mãe Carolina (que ela chamava de Ma, por ser costume naquela época),com o pai Charles (Pa), com a irmã mais velha Mary e com o bebezinho Carrie, sua irmã caçula. Fala também de seu cachorro Jack (um buldogue já idoso e muito querido).

Ponderação:
Hoje, costumo ler alguns capítulos de vez em quando, só para lembrar da série "Os Pioneiros", que assistia e apreciava a interpretações de Melissa Gilbert, no papel de Laura. Serve, também, de guia de estudo da colonização da América.



O Mágico de Oz

O Mágico de Oz
The Wizard of Oz. Lyman Frank Baum (1856-1919). Trad. Patrícia Cenacchi. São Paulo Círculo do Livro. 156 páginas.

Sinopse:
Dorothy, que é levada por um ciclone à fantástica Terra de Oz, onde entra em contato com o Homem de Lata, o Espantalho, o velho mágico e uma série de outros personagens fabulosos, em uma jornada de pura magia e beleza. 

Ponderação:
Clássico equiparado ao nosso Sítio do Picapau Amarelo. Possui centenas de versões: - teatro, cinema, jogos, histórias em quadrinhos, especial de TV etc... A versão cinematográfica de 1939, estrelada por Judy Garland, no papel de Dorothy, sem comentários. As Bruxas de Oz, são referências até no seriado a Feiticeira. No final houve uma dúvida, caminho inverso, a leitura foi após assistir o filme. 
Dorothy, a menina. Totó, o cão da menina, sempre feliz. O Espantalho sem cérebro. O Leão medroso. O Homem de Lata sem coração. e Oz que só se ouve sua voz. Cada um com seu defeito, juntos se apresentam completos. Sai com menos dúvidas, mas sinto que falta algo no final, não sei ao certo, uma visão mais aberta, resumindo: Uma lição de vida. Filosofia. Ensinamentos. A estrada de tijolos amarelos segue em direção a realização dos desejos, que finalmente são por nós mesmos realizados porque assim os queremos.



23 de março de 2014

Eu lhe desejo um Amigo

Eu lhe desejo um Amigo
Ich wünsch' dir einen Freund. Anselm Grün. Trad. Edgar Orth. Petrópolis. Vozes. 2003. 2ª ed. 102 páginas.

Sinopse:
O autor assume algumas vozes que se manifestaram sobre a amizade e faz uma belíssima reflexão sobre a arte de ser e ter um amigo.

Não me alegro tanto pela andorinha que me traz a mensagem da primavera e que à renovação eterna canta hinos, mas alegro-me bem mais pela mensagem do amigo que me traz o que preciso para a vida.

Ponderação:
A diagramação deste livro foi-me uma surpresa. Quem já leu livro publicado pela Vozes, deve está familiarizado com o estilo gráfico, por vezes, um tanto cansativo. Desde da aquisição, não tinha tido a oportunidade de ler na íntegra. Sempre fora fragmentada. Agora, concluída.
O autor leva-nos ao e no caminho da valorização do amor à amizade. A profundidade no sentimento numa viagem através da filosofia, teologia, ética, moral, religião, sociedade, literatura... falando da necessidade de encontrar e ter um amigo. Para que isso possa ser viável, antes de tudo, amamos a nós mesmos, sejamos amigos de nós mesmos, em seguida poderemos amar ao próximo, incluso a natureza e os animais. É necessário Cativar como expressa Saint-Exupéry em "O Pequeno Príncipe". 



Só o Amor é Real

Só o Amor é Real
Brian Weiss. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro. Salamandra. 1996. 208 páginas.

Sinopse / Ponderação:
O livro Só o Amor é Real conta um dos casos mais extraordinários que o Dr. Brian Weiss presenciou em sua carreira: o encontro de duas almas gêmeas. Tudo aconteceu de forma inesperada. A jovem Elizabeth buscou a terapia de regressão para superar as decepções em seus relacionamentos amorosos. Simultaneamente, Dr. Weiss tratava de Pedro, que passava por sérios conflitos emocionais e esperava encontrar nas vidas passadas a origem de seus problemas. À medida que o tratamento de Elizabeth e Pedro evoluía, o médico começou a notar uma estarrecedora semelhança entre os relatos feitos por eles durante as sessões: a mesma época e os mesmos fatos vistos de pontos de vista diferentes. Seus problemas emocionais seriam conseqüência da dificuldade de se reencontrarem?
Chega o momento crucial, como resolver e colocar Pedro e Elizabeth frente a frente? "O destino determina o encontro de almas gêmeas. Mas o que decidimos fazer depois desse encontro depende de livre-arbítrio. Uma opção errada ou uma oportunidade perdida pode resultar em solidão e sofrimento. Escolhas certas podem trazer-nos profunda satisfação e felicidade." - explica Weiss.
O que mais chamou-me a atenção, não foi só o teor espiritualista da obra, mas sim a abordagem de vivência histórica de cada um, mostrando a violência dos antigos romanos com brincadeiras, que hoje consideramos diversão, eles a faziam com os seres humanos e achavam normal. A visão da colonização do continente americano. O amargo sabor da história contada do outro lado da esfera oficial.



22 de março de 2014

Pequenos Milagres

Pequenos Milagres: coincidências extraordinárias do dia-a-dia
Small Miracles. Yitta Halberstam e Judith Leventhal. Trad. Waldéa Barcellos. Rio de Janeiro. Sextante. 3ª ed. 1998. 177 páginas.

Sinopse:
Um avião cujo embarque você perdeu sofre um acidente. Um encontro absolutamente inesperado traz a solução para um problema que o angustiava. Um objeto que parecia perdido para sempre é misteriosamente encontrado. Todo mundo, em algum momento, já passou situações em que um acontecimento aparentemente casual teve uma importância decisiva em sua vida. Quem sabe não é um pequeno milagre? Fruto de entrevistas e de extensa pesquisa em jornais, revistas, livros e televisão, Pequenos milagres é uma coletânea de histórias extraordinárias e comoventes. Sua leitura ajuda o leitor a ficar atentos para perceber esses momentos, entender seu significado e usufruir mais plenamente seus ensinamentos. Quando incorporamos à nossa vida o sentido dessas “coincidências”, estamos nos abrindo para as possibilidades enriquecedoras, as bênçãos e a sensação de harmonia com o universo que elas proporcionam.

Ponderação:
Quando iniciei esse blog, atendendo a sugestão de alguns amigos, tinha em mente só mencionar a leitura de livros nestes mais de quarenta anos de kilometragem literária, técnico-científico e lazer.
Porém, ficou provado, já no decorrer do segundo mês, a impossibilidade de só focar a leitura, necessariamente, além do prazer, traz-nos recordações de vivências, comentários e outras relações emblemáticas do processo de leitura.
O 'Milagre' aqui, é buscar na memória os livros, autores e motivo para o enriquecimento de nosso ser. Nem todos os livros lidos em português - meu idioma natural - consegue ser agradável, isto se for traduzido, no caso, a maioria. O processo tradutório retira o dom e o tom impresso do autor na obra. Também há a questão da diagramação. E, talvez, o corte - censura - do Editor, por medo ou economia.
Já aconteceu de ler um livro traduzido, e ter achado graça em alguns trechos e, quando fui ler o mesmo livro no idioma original, ter ficado decepcionada.
Porquê? Agora, no sétimo mês de vida e na segunda trilogia, fiquei em choque. A memória está falhando. Os livros que encontro-me em leitura não serão lidos totalmente até dia 28, completando os vinte livros do mês. Eis, que ao entrar no meu quarto, vejo 'Pequenos Milagres' sobre a minha cama. Já realizou o desejado!
Conforme minha amiga, quem deu-me de presente: - Sabe, eu estava na livraria, tentando encontrar um livro e todas as três vezes que passava perto da pilha que estava este livro sempre um caia ao chão. Então! Pensei, não dá mais, é esse! Parecia que o livro me dizia para trazê-lo para você.
Li, com muito carinho. Sempre faço pequenos comentários sobre alguns trechos bem interessantes como o caso dos trigêmeos que separados, adotados por famílias de locais diferentes e reencontram-se já adultos de forma inesperada. (páginas 46-50).
Bem! É necessário deixá-lo mais a vista: '- As lembranças deveriam ser preservadas, não esquecidas - respondeu Bob.' (página 29).
Já houve dois pequenos milagres, vou conseguir colocar os vinte deste mês e os demais...



Sonetos do Amor Obscuro

Sonetos do Amor Obscuro e Divã do Tamarit
Sonetos del Amor Oscuro; Divan del Tamarit. Federico García Lorca (1898-1936). Trad.  William Agel de Mello. São Paulo. Media/Folha. 2012. 88 páginas.: Coleção Folha 'Literatura Ibero-Americana'. vol. 2.

Sinopse:
Há poemas-filme, poemas-manifesto, poemas-jogo, poemas-cérebro, poemas-biografia, poemas-música, poemas-pintura, poemas-geladeira, poemas-lista-telefônica, poemas-analgésico, poemas-digestivo, poemas-almofada, poemas-sex-shop, poemas-obituário, poemas-etc. Federico García Lorca (1898-1936) escreveu poemas-poema. Seu lirismo não pede desculpas por ser o que é. No livro que o leitor tem em mãos, estão alguns dos pontos mais altos que essa lírica atingiu, como o atormentado soneto "O Poeta Pede a Seu Amor que lhe Escreva" e o maravilhoso "Gazel do amor imprevisto", em que constam os versos "Mil caballitos persas se dormían/ en la plaza con luna de tu frente" (aqui traduzidos por "Mil cavalinhos persas dormiam/ na praça com luar de tua fronte"), de delicadeza e perfeição incomparáveis. Não sei se a arte pode mudar o mundo. Sei que diante da poesia de Lorca é preciso mudar de vida, texto de Fabrício Corsaletti, Colunista da Revista Sãopaulo, na quarta capa.

Ponderação:
Edição bilíngue – espanhol/português. Sem sombra de dúvida, li em espanhol. Seja o que for, amor, estaria o poeta prevendo o seu fim trágico: Granada é nomeada em três poemas. Teria sido vitima da própria ansiedade?