30 de abril de 2018

Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários

Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários 
True Love at the Lonely Hearts Boookshop. Annie Darling. Trad. Cecília Camargo Bartalotti. Campinas. Verus. 2018. 335 páginas.

Sinopse:
Este é mais um romance delicioso da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. É uma verdade universalmente conhecida que uma mulher solteira, em posse de um bom emprego, quatro irmãs mandonas e um gato carente, deve estar em busca do seu verdadeiro amor. Será? Verity Love — fã de carteirinha de Jane Austen e uma introvertida em um mundo de extrovertidos — está perfeitamente feliz sozinha, muito obrigada. E seu namorado fictício, Peter Hardy, é muito útil para ajudá-la a escapar de eventos sociais indesejados. Mas, quando um mal-entendido a obriga a apresentar um total estranho como namorado para suas amigas, a vida de Verity de repente se torna muito mais complicada. Uma namorada fictícia também pode ser bem útil para Johnny. Indo contra todos os instintos de Verity, ela se deixa convencer a fazer uma parceria com ele para um único verão recheado de casamentos, aniversários e festas no jardim, com apenas uma promessa: não se apaixonarem um pelo outro. Mas isso não tem nem chance de acontecer, pois Verity jurou nunca mais ter um namorado, e o coração de Johnny já tem dona...


Ponderação:
Não esperava ler tão rápido a sequência do "A Pequena Livraria dos Corações Solitários", aqui no blog em 28-01-2018. Posy Morland vive um casamento feliz. Sua livraria vendendo bem. Sebastian continua sendo grosseiro e, às vezes, insensível ao sentimento alheio. As demais personagens aparecem em conta gotas, dando enfase na vida amorosa de Varity Love. Bem, vida amorosa não é bem o termo correto, pois temos uns círculos de situações amorosas regadas ao ciúmes e citações de 'Orgulho e Preconceito'. Com senso de humor leve e moderno; comparativo com o cenário do livro e contemporâneo e seus dilemas reais enfrentados pelos adultos de hoje. Vários encontros e desencontros. Novas esperanças. Marissa é uma egoísta a toda prova. Com essa leitura, entendi bem o termo "Saber de livros sem ler",



27 de abril de 2018

A Maleta da Srª Sinclair

A Maleta da Srª Sinclair
Mrs Sinclair's suitcase. Louise Walters. Trad. Fátima Pinho. São Paulo. Planeta/Essência. 2015. 252 páginas.

Sinopse:
Roberta, uma solitária leitora voraz de 34 anos, trabalha na livraria The Old and New na Inglaterra. Ao encontrar uma carta dentro da uma velha mala desgastada da avó que nunca conheceu, ela descobre um segredo sombrio, e tudo o que sabia sobre a sua família irá desmoronar. Intercalando com a narrativa de Roberta, está a de sua avó, Dorothy, uma mulher de 40 anos, sem filhos, desesperada para engravidar, mas que vive um casamento infeliz com Albert, que está em um campo de batalha na Segunda Guerra Mundial. Após um encontro casual com um piloto de guerra polonês, Dorothy acredita que finalmente encontrou a felicidade, mas, ao contrário, terá que tomar uma decisão inimaginável, cujas consequências irão alterar para sempre a estrutura de sua família.
As histórias paralelas de Roberta e Dorothy desenrolam-se durante um período de oitenta anos, enquanto as duas buscam seu próprio caminho em meio a segredos, sacrifícios, mentiras e amor. O livro é uma história mágica de dois mundos, um abalado por segredos e o outro pela verdade.

Ponderação:
A vida fora do âmbito oficial da guerra. A vida fora da memória coletiva. Esposa dedicada e o sonho da maternidade. Frustração. É possível uma mulher passar nove meses e não perceber que estar grávida? Isso tem alguma lógica? Fator estranho, mesmo que a mulher seja ignorante nesta questão! A busca da felicidade! É necessário tomar cuidado em não esquecer money em meio às páginas dos livros, para que no futuro, não haja uma Roberta e tente descobrir se há um milionário perdido ou não. O livro é belo e, até, um pouco poético com histórias entrelaçadas de amor, desencontros, encontros, honra, egoísmo, vaidade, amizade, doação. Escolhas e consequências, expectativas e no fim o perdão.



16 de abril de 2018

O Jardim das Borboletas

O Jardim das Borboletas
The butterfly garden. Dot Hutchison. Trad. Débora Isidoro e Carolina Caires Coelho. São Paulo. Planeta. 2017. 303 páginas.

Sinopse:
Quando a beleza das borboletas encontra os horrores de uma mente doentia. Um thriller arrebatador, fenômeno no mundo inteiro. Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do FBI Victor Hanoverian e Brandon Eddinson, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.

Ponderação:
Leitor 1 - Alguém tem que fazer o serviço sujo. Fria e calculista. A cena na casa da avó é aterrorizante. 

Leitor 2 - Protagonista é seca, direta e desinteressada. Ou arrogante, bastante interessada? Quando Brandon a desafia, dizendo do sequestro da irmã. Depois a narrativa do Jardineiro contando como iniciou 'sua coleção', nós, leitores, vemos uma conexão. 

Leitor 3 - E aí, porque não houve rebelião. Tentativa de fuga. A servidão das garotas é um tanto irritante... 

Leitor 4 - História triste e perturbadora.

Leitor 5 - Suspense intrigante, doentio e eletrizante.

Leitor 6 - Abandono, estrupo e pedofilia. Além da beleza, desespero e medo eram tão comum quanto respirar.

Leitor 7 - Maya é, relativamente, parecida à Florence de "A Menina que não sabia ler" (aqui, no blog, em 17/01/2014). O relato dela sugere, ao leitor, uma reflexão, um questionamento não só nos acontecimentos, a protagonista, como a saúde mental do Jardineiro 'que acreditava estar protegendo-as do mundo exterior'.

Leitor 8 - Maya é uma personagem forte. Possui um sangue frio espetacular. O romance mostra-nos até onde a maldade humana pode ir, visando os próprios interesses. Quais são os limites que separam o amor da loucura. Que liberdade é um conceito muito, muito, muito vago depois de se ter seu corpo e sua alma quebrados.

Leitor 9 - História impactante. Uma leitura incômoda. Afinal, não é um livro feliz.

Leitor 10 - Se o Jardim possui 30 anos, como sugere o texto; quantos garotas "Ele" sequestrou e matou? Já que houve inconstância no tempo de cinco de cada uma? A motivação? O final é um tanto estranho e não esclarece muita coisa.

Mediador - Confesso que já, e agora mais, não gostava de tatuagem, depois dessa história ficarei em dúvida de a pessoa é, realmente, livre ou estará de alguma maneira presa em uma teia de aranha na vida! E vamos para um café...



15 de abril de 2018

Zorbás

Vida e Proezas de Aléxis Zorbás
Bio kai politeía toú Aléxi Zorbá. de Nikos Kazantzákis (1883-1957). Trad. Mariza Ribeiro Donatiello e Silvia Ricardino. SP. Grua. 2011. 381 páginas.

Sinopse:
A história é narrada por um intelectual grego que, depois de ser chamado de "roedor de papéis" pelo grande amigo Stavridákis , decide lançar-se em uma empreitada arrojada: explorar uma mina de linhito em Creta. Num bar do porto, pouco antes de embarcar, conhece Aléxis Zorbás, a quem contrata para chefiar os trabalhos. Ao chegar à ilha, instalam-se temporariamente na casa de Madame Hortense, uma velha atriz do amor francesa que vive de seu passado e que logo cede aos encantos do empregado-chefe. De dia, enquanto Zorbás comanda os operários na mina, o narrador se enfurna em sua jornada interna banhada pelo mar Líbio e materializada no manuscrito que escreve. À noite, enquanto come a sopa preparada por Zorbás, ele fica a escutar suas histórias, ouvindo-o tocar seu santir, vendo-o dançar as coisas que não consegue expressar com palavras. Suas mulheres, as guerras que viveu, suas certezas, suas dúvidas, suas loucuras. 
O conflito entre alma e corpo, ou espírito e carne, ou divindade e homem, é um dos pilares da obra de Nikos Kazantzákis. A ele, o narrador é lançado com força através de confrontos de visão de mundo que irão remodelar seu modo de pensar. O resultado é uma nova dimensão de compreensão da alma humana, algo infestado de vida, algo que os livros não puderam lhe dar. 
"Vida e Proezas de Aléxis Zorbás" consegue ser ao mesmo tempo um romance de aventura, que se lê com febre, e um romance de formação, que transforma. Como em todo grande livro, sua leitura não é apenas uma experiência literária de excelência, é uma experiência de vida.

Ponderação:
Zorbás é uma narrativa que mostra através de um realismo literário a identificação da realidade com temas da consciência da arte; o trivial e mesquinha da existência humana, na rotina rude, até inculta de um povo. A dramaticidade em algumas cenas, provém da influência mitológica dos gregos.
Zorbás é rude, mas é a  alma sábia no peito do intelectual roedor de papeis. Enquanto vai espalhando suas palavras, quando ao ponto de ebulição, começa uma dança levada a sério a ponto de sentir-se leve igual a um pássaro.
Aparentemente, não há uma tradição de ler uma mesma obra, mas com tradução diferente. Muita das vezes isso é fato comprovado, a tradução define ser agradável ou não a leitura de um romance. Embora, Zorbás, esteve mais harmonioso na edição de 2011, o processo tradutório foi mais poético do que a edição de 1974¹.
A comparação feita por Zorbás, de si próprio com Zeus, o deus namorador, é hilária. A celebração à liberdade e amizade.

Capítulo 4
[ ... ]   - O que é afinal essa água vermelha, patrão?  Pode me dizer? Um cepo ordinário da brotos, nele ficam pendurados uns badulaques ácidos, o tempo passa, o sol os faz amadurecer, tornam-se doces como mel, e então os chamamos de uvas; pisamos essas uvas, tiramos se suco, colocamos em barris, ele fermenta sozinho, abrimos em outubro, na época de São Jorge Bebedor², e sai vinho! Que prodígio é esse, afinal? Bebemos o suco vermelho, e a alma cresce, não cabe mais em sua carcaça ordinária, desfia Deus para a luta. O que é isso tudo, patrão? Pode me dizer?
[ ... ] 


Capitulo 4¹
[ ... ]  - O que é essa água vermelha, patrão? me diga! Uma velha videira deita ramos, tem uns penduricalhos ácidos que pendem, passa o tempo e o sol os amadurece; eles ficam doces como o mel e então passam a chamar uvas; são apanhados, esmagados, o suco é colocado em tóneis, ele fermenta sozinho, são abertos no dia de São Jorge-Beberrão, e virou vinho! E o que é ainda esse prodígio: você bebe esse suco vermelho e eis que sua alma cresce, não cabe mais na velha carcaça, e desfia Deus para a luta. O que é isso, Patrão? Me diga?
[ ... ]






¹ - Zorba, o Grego (Zorba, the Greek) de Nikos Kazantzakis. Trad. Edgar Flexa Ribeiro e Guilhermina Sette. São Paulo. Abril Cultural. janeiro de 1974. 1ª edição. 369 páginas. {trecho extraído da página 69}

² - Santo Cretense, informação encontrada à página 73, de onde foi extraído o trecho.




29 de março de 2018

Só Garotos

Só Garotos
Just Kids. Patti Smith. Trad. Alexandre Barbosa de Souza. São Paulo. Cia. das Letras/TAG. 2018. 310 páginas.

Sinopse:
Antes de se tornar famosa, a cantora e poeta Patti Smith dividiu a cama, a comida e o sonho de ser artista com o fotógrafo Robert Mapplethorpe, a quem prometeu escrever esse livro, pouco antes que ele morresse.
Nesta autobiografia afetiva, cativante e nada convencional, Patti reúne fotos, bilhetes e histórias extraordinárias para narrar os anos de aprendizado do casal que atravessou altos e baixos na efervescente Nova York dos anos 1960 e 1970 e se tornou ícone de muitas gerações.

Ponderação:
Algumas questões sempre são emblemáticas... Dois seres e mais um grupo de seres que estavam ou, quem sabe, ainda estejam fora de seu tempo, muito além de seu tempo.

Leitor 1 - A história de amor, nada convencional, possibilitou-me uma viagem, perfeitamente, nas memórias da autora, por Nova Iorque dos anos 1960/1970, cheia de dificuldades, perigos, transgressão. Mas, por outro lado, cheia de alegrias, ousadia, liberdade, arte e beleza criativa. 

Leitor 2 - Uma história incrível e repleta de comprometimento ... com a vida, com o amor, com a amizade, com a arte. Retrato íntimo e honesto da relação Autora X Robert é cativante. A lealdade entre eles é comovente do início ao fim.

Leitor 3 - É, assim, gostoso e bizarro. Identifiquei-me um pouco com Patti, no tocante á bagunça, dar-nos uma sensação de liberdade no processo criativo.

Leitor 4 - O estilo de vida de um artista não tem nada a ver com a minha realidade, mas considerei muito rico poder vivenciar, em palavras, como era a busca por uma identidade artística.

Leitor 5 - Não gosto de biografias que trazem uma enorme quantidade de nomes que se referem a pessoas que não faço a menor ideia de  quem se tratam ou sejam.

Mediador - Parece-me que você não pretende pesquisar sobre essas pessoas citadas.

Leitor 5 - O que você quer dizer?

Mediador - Vamos fazer de conta que estejamos numa sala de aula! Poderá ser uma aula de História Contemporânea da Arte ou Aula de Leitura ou Jornalismo Cultural. Essa biografia permite uma infinidade  de possibilidades de estudo. 

Leitor 5 - Ah! Não sei não! 

Mediador - Se eu fosse professor de leitura, os alunos iriam gostar de trabalhar todos os níveis de entendimento da história. Principalmente, no referente ao campo musical. Além do mais, Biografia serve de estudo sociológico de um grupo de pessoas, para conhecermos como eram as suas vivências. Tente olhar uma Biografia como um estudo.

Leitor 5 - Ah! Prefiro ficção.

Mediador - Vou te emprestar uma biografia sobre Platão, você vai gostar, ele cita pessoas que você não sabe quem é, mesmo assim continuará com sua preferência?

Leitor 5 - Só você!

Todos deram uma boa risada da cena... Continuando...

Leitor 6 - História emocionante. Cativante, que nos desperta o valor de uma verdadeira amizade.

Leitor 7 - Narrativa que demonstra todo o afeto que nutriu por Robert, amigo/amante, e que não se perdeu pelo caminho, sem ressentimento, onde delineia a construção de um amor verdadeiro que perpassou pouco mais de 20 anos e o qual nós, comumente, chamamos de amizade, mas que aqui se mostra tão elevado que não podemos encontrar uma palavra com definição pela qual contemple a plenitude de relacionamento.

Leitor 8 - Livro fundamental para entender a história - dos anos 1960 e 1970, da arte, da música, da poesia, da literatura, da moda - um tratado pleno dos sentimentos e acontecimentos de uma geração, não focalizada pela mídia de então.

Leitor 9 - Quando a autora descreve o processo de criação da capa do álbum 'Horses' como sendo produto de arte, minha memória trouxe a lembrança da discussão, acalorada, envolvendo meu amigo José Carlos, cantor, e o pessoal  da sala de aula, dizendo ser a fotografia de capa de disco "ser obra de arte". Lendo, agora, não saberia definir se é ou não obra de arte. Nem saberia definir fotografia como arte.

Mediador - Uau! Chegamos ao final da reunião e vamos para um café...



28 de março de 2018

La Belle Sauvage: O Livro das Sombras

O Livro das Sombras: la Belle Sauvage
La Belle Sauvage. Philip Pullman. Trad. José Rubens Siqueira. Rio de Janeiro. Suma. 2017. 400 páginas. (Vol. 1, 1ª ed.)

Sinopse:
Phillip Pullman volta ao mundo da trilogia Fronteiras do Universo, para outra aventura eletrizante envolvendo daemons, aletiômetros, o Magisterium e, claro, o Pó. La Belle Sauvage é o primeiro volume de uma nova trilogia chamada O Livro da Sombras, e se passa dez anos antes dos acontecimentos de A Bússola de Ouro, se centrando em Lyra e Pantalaimon, ainda bebês. Apesar de ser uma história diferente, os fãs de Fronteiras do Universo vão reconhecer muito do mundo e dos personagens que povoam La Belle Sauvage. Enquanto o protagonista, Malcolm, se envolve em uma assustadora aventura para tentar salvar a pequena Lyra das garras do Magisterium, outros mistérios e vilões surgem para complementar a trama que já conhecemos tão bem.

Ponderação:
Não há elementos que sirva para emocionar. O espaço temporal é muito confuso, ora apresenta ligações diretas com o século XX, ora não há definição, levando a uma mescla da série 'Além da Imaginação'. Talvez o tradutor não tenha conseguido se apaixonar pelo texto original.



18 de março de 2018

Verano Del 86

Verano del 86
Paloma Corredor. No hay nombre de la Editorial. Impreso en USA. Enero de 2018. 173 páginas.

Sinopse:
Rafa e Cristina tienen 15 años y están pasando el mes de agosto con sus familias en un pueblo de la costa. Él está castigado por haber suspendido seis. Ella, resignada a compartir apartamento con su madre y su tía. Estamos em 1986 y aún no existe Internet. Mientras el padre de Rafa e la madre de Cristina se entienden sospechosamente  bien, ellos ssueñan con un futuro perfecto en Londres mientras buscan la manera de sobrevivir a esas vacaciones solitarias e interminables. Y aunque a Cristina le gustaría compartir las noches de verano con Rafa, él solo piensa en Laura, la chica de sus sueños. ¿Lograrán llegar a septiembre sin desesperarse?

Ponderação:
Há uma lei invisível! De quando há sol, todos correm a praia. Parece 'ser'  universal. Tocava todos a mim, que seria coisa exclusiva do Brasil.
Embora, não tem graça nenhuma alugar um apartamento na praia e passar os 30 dias de férias, - dormindo, comendo, na frente da televisão, dormindo, ...! Basicamente é isso que se passa com Rafa e Cristina. Os segredos familiares que vem a tona, quando a mãe de um vai exigir uma definição do pai do outro, pois são amantes em férias na mesma localidade. Encenam suas felicidades e infelicidades; alegrias e tristezas; segurança e insegurança; dúvidas e certezas, sanidades e insanidades uns aos outros, cara a cara sem nenhum pudor. O ritmo narrativo é ágil, possibilitando uma ou duas noites para a leitura.