13 de julho de 2014

A Metamorfose



Essa imagem é da Internet, pois não lembro,
 exatamente, como era a edição que li. A única
lembrança refere-se ao formato e a editora.
A Metamorfose
Franz Kafka (1883-1924). Ediouro. 1971. 171 páginas.

Sinopse:
A Metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. O texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

Ponderação:
Enquanto leio Versos Satânicos e o humor que o autor diz ter a respeito do mundo, aliado a uma frase dita por uma amiga: - 'Há livros que possuem uma determinada época para serem lidos.' Com isso, lembrei-me de ter lido A Metamorfose de Kafka, lá na segunda série do 2º Grau, como leitura obrigatória e, até hoje estou a busca do entendimento do inseto. De lá para cá, tentei ler novamente, mas tal qual livros machadianos, não cativa para tal.
Nestes anos todos, ouvi centenas de interpretações em que possamos visualizar o mundo da perspectiva do inseto e suas implicações na vida de cada um de nós. É só olhar o site Skoob, rede social de leitores, para se ter uma noção clara e do domínio do que A Metamorfose exerce em cada leitor. Particularmente, não senti nenhum humor na história da transformação humana em inseto.




7 de julho de 2014

A Menina que Semeava


A Menina que Semeava: é preciso noite para surgir o dia
Blue. Lou Aronica. Trad. Maria Angela Amorim de Paschoal. Ribeirão Preto. Novo Conceito. 2013 414 páginas.

Sinopse:
Chris Astor é um homem de seus quarenta e poucos anos que está passando pelo mais difícil trecho de sua vida. Ele tem uma filha, Becky, de 14 anos, que já passou imensas dificuldades até chegar a se tornar uma moça vibrante e alegre, mas que parece que terá que enfrentar mais um grande problema em sua vida. Quando Becky era pequena e teve câncer, Chris e ela inventaram um conto de fadas, uma fantasia infantil que adquiriu vida e tornou-se um terrível, provavelmente fatal, problema. Agora, Chris, Becky e Miea (a jovem rainha da fantasia criada por pai e filha) terão que desvendar um segredo: o segredo de por que seus mundos de fantasia e realidade se juntaram neste momento. O segredo para o propósito disso tudo. O segredo para o futuro. É um segredo que, se descoberto, irá redefinir a mente de todos eles.A menina que semeava é um romance de esforço e esperança, invenção e redescoberta. Ele pode muito bem levá-lo a algum lugar que você nunca imaginou que existisse. Uma fantasia que trabalha assuntos densos como a separação dos pais, oncologia infantil, separação de filha e pai, adolescência. A menina que semeava não é um livro sobre adolescentes comuns. É sobre uma que se deparou prematuramente com a ameaça do fim e teve de tentar aprender a lidar com ele. 

Ponderação:
Mais uma leitura com duas histórias paralelas e desta feita, sem uma linha divisória clara. A clareza se dá mais ou menos no meio do livro. Marasmo da vida. / Sexta-feira. Noite. DVds ou livros. / Solidão. / Uma técnica que havia aprendido num livro. Ele existe há mais de mil anos, pai. Deve ter alguma coisa nele. / Às vezes, a vida pede um atalho inesperado (a situação fica negra e sem luz). / Talvez um modo de se reconectar com sua origem. / A imaginação cria coisas infinitas. / Precisavam abraçar a essência. / Eu desisto.
Desistir, há momento da desistência! Perdas fazem com que desistimos de nós mesmos. Estou um pouco com a síndrome da leitura mágica, em sentido de descreverem sobre perdas e perdas. Perdas, no caminho das perdas. A capa do livro sugere tudo, menos do que uma cura. A perda maior não está na morte, mas na capacidade doentia que há em alguns humanos de acreditarem não existir vida com imaginação ou viver dentro dela, não é privilégio somente das crianças com menos de dez anos. Os adultos que conseguem imaginar e compartilhar suas experiências, neste campo, são mais felizes e, por, assim, dizer, suportam melhor a perda do ente querido em qualquer momento de sua existência.




6 de julho de 2014

Aviso 8

Aviso 8


Estou, mais uma vez, dando um Aviso, querido leitor, querida leitora! Sempre há um que está chegando pela primeira vez. Portanto: - Não sigo a tendência da moda literária, possuo meus próprios parâmetros de indicação de leitura. Visto que a memória é minha grande aliada nesta empreitada, porque estou postando sobre os livros lidos desde os meus 12 anos, quando já cursava a 5ª série do 1º Grau, com a chamada leitura obrigatória curricular. Quer dizer já somam quarenta anos de leitura e as mais recentes. Neste ínterim, ficaria, imensamente, feliz com maior número de comentários, se gostaram dos livros ou do que eu escrevi.
O descrito em "Ponderação" pode e poderá ser considerado, sim, como uma visão e vivência de leitora comum, a consumidora e devoradora de livros e leituras. Não reflete opiniões pré-definidas de Direção de Redação ou Empresa Editorial. A maioria não estão, propriamente, em estilo jornalístico ou acadêmico. Abrange um rigor peculiar e particular em relação a memória. A leitura contemporânea, atual, virá com maiores ingredientes ou não. Muitas delas são frutos de indicações sugeridas no processo de leitura ou frase mencionada ou que corrobore com algum conceito exposto na convivência diária com outras pessoas.
Nestes dez meses de vida, tenho recebido pequenas manifestações de carinho e pequenas surpresas, como no último domingo, dia 29/06/2014, quando da verificação da Estatística, constava 32 visitas, sendo 29 vindas do EUA e 3 da Rússia, considerando que o blog é escrito em português, eles devem fazer uso de um bom tradutor ou devem conhecer o meu idioma nativo.

Sentindo-me contente!!!

Agradeço a visita e seu comentário...






29 de junho de 2014

Por que os cães são assim?

Por que os cães são assim?
Why dogs do that. Tom Davis. Trad. Otacílio Nunes. Ilustr. Peter Ring. São Paulo. Publifolha. 2003. 95 páginas.

Sinopse:
Por que os cães adoram roer móveis? Por que eles insistem em dormir na cama com você? Por que andam em círculos antes de se deitar? Este livro oferece fascinantes explicações sobre o comportamento dos cães, respondendo a diversas dúvidas com um texto bem-humorado e desenhos detalhados.

Ponderação:
Na primeira leitura foi de forma aleatória, desta vez possibilitou fazer avaliações e comparações. Fico me perguntando se John Grogan chegou a ler para entender melhor o seu Marley? Já estou conformada, não poderei mudar a Perrita, mas dará para tentar acalmá-la. 
O livro é composto de 42 perguntas e suas 42 respostas. Da página 8 a 95, compreende a seguinte diagramação: páginas pares - Ilustração e nas ímpares - Texto formatado em duas colunas com informação básica da herança genética dos cães no seu comportamento remonta ao lobo. Quer dizer: o básico científico.
A ilustração da página 94 corresponde, humoristicamente, aquela pessoa que tem horror ou odeiam cão. Algumas explicações encontradas neste livro, proporcionou-me lembranças relacionadas ao Babalú (como no dia em que ele correu atrás do Pe. Franco - virou fato hilário.).



Las Luces de Septiembre

Las Luces de Septiembre
Carlos Ruiz Zafón. Barcelona. Planeta. 2010. 317 páginas.

Sinopse:
Un misterioso fabricante de juguetes que vive recluido en una gigantesca mansión poblada de seres mecánicos y sombras del pasado... Un enigma en torno a extrañas luces que brillan entre la niebla que rodea el islote del faro. Una criatura de pesadilla que se oculta en lo más profundo del bosque... Estos y otros elementos tejen la trama del misterio que unirá a Irene e Ismael para siempre durante un mágico verano en Bahía Azul. Un misterio que los llevará a vivir la más emocionante de las aventuras en un laberíntico mundo de luces y sombras.

Ponderação:
Enquanto lia esse volume que é a complementação da Trilogía de la Niebla, foi necessário fazer uma pausa e ler as anotações feitas durante a leitura dos cinco livros anteriores de Zafón. O nome Andreas Corelli não pareceu-me estranho, o que de fato ele seria utilizado mais tarde e com certa importância em 'El Juego del Ángel'.
Bom, para quem está pegando o bonde agora, vale lembrar que as postagens feitas: Em 14/09/2013, "A sombra do vento" e "La Sombra del Viento"; em 19/09/2013, "El Juego del Ángel" e "El Prisionero del Cielo" são considerados da fase adulta ou amadurecimento do autor. Em 27/10/2013, "El Príncipe de La Niebla" e "El Palacio de la Medianoche", obras tidas como juvenis.
Em contrapartida, no blog allagumauskas.blog.uol.com.br, em 27/10/2013, "Zafón duplo"; em 03/03/2013, "Jogo do Angel"; em 09/06/2013, "Prisioneiro do Céu"; em 15/07/2012, "Livros Esquecidos" há mais algumas considerações.
Agora, a considerar,  o fato de o autor gostar de aventuras, mistérios e segredos, parecendo conjugar com a imortalidade, poder e riqueza próximo de um Dorian Gray. Diz que não devemos fazer pacto a cegas como mostra essa trilogia e só é possível eliminar a malignidade com orações e o sinal da cruz, fator que os nossos personagens não se habilitaram a fazer e nem o autor conduz a isso. Poderá-se-ia concluir que o verdadeiro amor, também, leva a destruição da negatividade humana.



Brasil: Histórias, costumes e lendas

Montagem do principal que há no
livro, pois a Capa original ficou
estragada.
Brasil: Histórias, costumes e lendas
Alceu Maynard Araújo. São Paulo. Editora Três. 1973. 326 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Brasil, histórias, costumes e lendas possui ilustrações de José Lanzellotti. É o tipo de livro que você adquiri semana a semana e, neste caso, formou um único volume. Na verdade, deseja apenas que você saiba mais sobre sua terra ou simplesmente conferir aqui seu conhecimento de Brasil.
É um livro, este, que procuramos mostrar o homem, o seu ambiente, seu trabalho, as suas diversões, as suas crenças, região por região, pedaço por pedaço deste Brasil.
São histórias, costumes e lendas que tem a idade de nossa terra e do  homem que fez a nossa terra. Tipos e costumes que muitas vezes somente sobrevivem no nosso folclore ou na nossa fantasia.
Olhando e verificando as imagens e texto, penso no que foi perdido e esquecido nesta terra, com a desculpa de integrar o mundo globalizado. Pequenas coisas que faziam a diferença do cotidiano deste meu país-continente. Que cresceu, mas tudo morreu...



23 de junho de 2014

Estorvo

Estorvo
Francisco Buarque de Hollanda (Chico Buarque). São Paulo. Companhia das Letras. 1991. 142 páginas.

Sinopse:
Primeiro romance do compositor, aclamado pela crítica como a grande revelação de nossa literatura. A campainha insiste, o olho mágico altera o rosto atrás da porta e o narrador inicia uma trajetória obsessiva, pela qual depara com situações e personagens estranhamente familiares. Narrado em primeira pessoa, Estorvo se mantém constantemente no limite entre o sonho e a vigília, projeções de um desespero subjetivo e crônica do cotidiano. E o olho mágico que filtra o rosto do visitante misterioso talvez seja a melhor metáfora da visão deformada com que o narrador, e o leitor com ele, seguirá sua odisseia. 

Ponderação:
Na onda de Chico Buarque há cinco dias, já que o escrito, aqui, tem muito haver com memória das leituras, de mais longe e de mais perto. O distanciamento da crítica e de outros leitores, promove uma abordagem diferenciada. Portanto: A percepção foi completamente diferente apesar de eu ter experimentado a mesma sensação de confusão mental gerada pela leitura de Ópera do Malandro. A narrativa na primeira pessoa acompanha um ritmo que pareceu ser o das ideias, sem muitas explicações, como se já estivéssemos na mente do protagonista e pudéssemos saber exatamente quem eram aquelas pessoas, o que faziam, que lugar era aquele e o que havia sido o passado; o legal no livro é não ter dado nome a ninguém e lugares.