29 de setembro de 2014

O Caso dos Dez Negrinhos

Imagem da Internet, a edição por mim lida
é diferente desta.
O Caso dos Dez Negrinhos
Agatha Christie (1890-1976). Trad. Leonel Vallandro. Rio de Janeiro. Record. 1988. 218 páginas.

Sinopse:
Dez pessoas são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam num barco local para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitável, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma trova infantil.

Ponderação:
Foi com essa história que comecei a gostar de mistérios, mas inteligentes. Carlos Ruiz Zafón pode ser considerado um discípulo.

Ponderação 2: em 11 de janeiro de 2016.
Todos desconhecidos entre si, porém com um crime nas costas. O Sr. Owen age de maneira misteriosa. Após a audição do "Canto do Cisne", todos são apresentados como num tribunal. Há uma certeza, todos possuem uma culpa. Há, sob a mesa da sala de jantar, um jogo de porcelana contendo dez unidades. A partir do momento que cada segredo é conhecido, todos em princípio acham-se inocentes, suas consciências vão cobrando sentido. Um outro item, uma cantiga infantil, que todos conhecem, enquadrada em cada quarto da casa. As mortes começam a ocorrer, seguindo os elementos citados na cantiga, ao mesmo instante, as peças de porcelanas vão sumindo uma a uma. Isso deixa os sobreviventes em alerta uns contra outros. O mais curioso em relação as mortes: - cada cadáver é colocado no referido quarto e coberto com um lençol; - os sobreviventes não são espertos o suficiente na revista aos pertences dos mortos em respectivos aposentos. Realmente, um deles era o louco varrido. O diálogo dos policiais da Scotland Yard é uma cena hilária. Seu final é surpreendente e memorável.

Aproveito para mencionar a existência de dois filmes, cujos roteiros foram adaptados dessa obra, um em preto e branco, produção de 1945, realizada no EUA. O Enredo é possível percebe o mistério envolto em um dos dez. Porém seu final não condiz com a obra. O segundo é de 1987, produção russa.






Ponderação 3: em 11 de novembro de 2016
O Grupo chamado ''politicamente correto' não conhece bem a História e seus usos e costumes, são citados no mundo literário como preservação dos meandros criativos de nossos escritores. Se você encontrar o livro intitulado "E não sobrou nenhum" de Agatha Christie, não vá pensar que uma nova ficção. Pois não é! É o novo título que alguns editores e editoras resolveram batizar o já conhecido "O caso dos dez   negrinhos". Pessoalmente, considero um absurdo!



Coleções

A imagem mostra uma parte do que chamo Coleções.


Livros mudam as pessoas, o seu entorno, a capacidade de sonhar e tantas outras possibilidades. Mas fico, aqui aventurando-me na analise de coleção atrás de coleção que são publicadas a cada ano no intuito de atrair leitor para o jornal ou revista. Com esses parâmetros, poder-se-a colocar neste rol as Enciclopédias com conteúdo generalizado/universal, mas falham no que dizem ser completa. E as especializadas? E, livros tipo, "Coleção Pensamento de Sabedoria" com subtítulos: 'A Essência de ...' (dos Anjos); "Coleção O Poder do Poder" em 'O Poder de ...' (da Fé, da Oração, das Plantas); "Série O Pensamento de ..." (Chaplin, Elvis, Elis Regina), esses últimos em forma de livro clipping. Servem a que público? São realmente informativos? Suas informações básicas, poderão abrir caminho para quem deseja iniciar-se no estudo detalhado de determinado assunto ou tema. Sabemos, de antemão ser impossível ler tudo a respeito de tudo e todos.
Nesse blog, busco colocar os livros lidos e comentar com a visão 'experiente' de anos de leitura e profissional de comunicação social. Porém, coleções temáticas como as apresentadas pela "Folha de São Paulo", só como exemplo, servem a quem? Ou será só para realização do ego de algum professor? Em alguns, vários, casos envolvem já títulos repetitivos com outras coleções, de outras editoras. E quem coleciona, não quer repetir. Já observei, assim, quando terminou a publicação de uma determinada coleção, encontrá-la toda em um sebo.
Em 09/09/2012, postei no allagumauskas.blog.uol.com.br uma pequena abordagem sobre o tema, hoje e futuramente, tentarei colocar mais indagações sobre os textos e leituras.

Coleção Folha de Música Clássica, 36 volumes, em 2005.

Coleção Folha Mestre da Música Clássica, 25 volumes, em 2014.  Pouquíssima diferença entre elas.

Coleção Folha Grandes Óperas, 25 volumes.

Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura, 20 volumes. Leitura parcial em todos os volumes, exceto o volume 1, referente a Van Gogh (tenho mais dois livros a respeito, mas pertencentes as outras coleções). 

Coleção Folha Livros que Mudaram o Mundo, 20 volumes. Parcialmente lido, são leituras filosóficas e necessitam de uma releitura: O Capital de Marx ou Discursos que Mudaram o Mundo. A grande piada, se é possível dizer ‘grande piada’ é a carta renuncia de Jânio Quadros como discurso. Último volume dedicado aos discursos, que não mudaram o mundo, mas provocaram uma grande confusão na mente de muita gente. O discurso ‘I have a dream’ de Martin Luther King é o mais belo dos 31 constantes deste. 

Coleção Folha 50 anos de Bossa Nova. 

Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira. Aula básica a respeito dos compositores e seus intérpretes.  

Coleção Folha Grandes Vozes, 20 volumes, 2012.

Biblioteca da Folha, Literatura Universal, 30 volumes. Começa com Lolita; desta somente consegui ler, por completo, A Revolução dos Bichos, post em 27/05/2014. 

Coleção Folha Grandes Escritores Brasileiros, 20 volumes, 2008,  Para Viver um Grande amor, Vinicius de Moraes, post em 05/08/2014; Vestido de Noiva, Nelson Rodrigues. post em 03/11/2013.

Coleção Folha Literatura Ibero-Americana, 20 volumes, 2012.  Sonetos do Amor Obscuro e Divã do Tamarit, Federico Garcia Lorca, edição bilíngüe, post em 22/03/2014.

O texto da última capa destes livros (quando não é música) tem um teor, um tanto, idiota! Para quem se destina? – O leitor comum ou aquele que já conhece autor e sua obra. Livros objetos vão ao leitor-objeto, pega o livro, lê e não entende, tirou o plástico e pronto, vai para a estante... 

Cinemateca Veja, 50 volumes,  2008.

Coleção Folha Cine Europeu, 25 volumes, 2011.

Coleção Folha Grandes Astros do Cinema, 25 volume, 2014.

Coleção Folha Clássicos do Cinema, 2009.

Coleção Folha Charles Chaplin, 20 volumes, 2012. Pergunta, nestas coleções com alvo 'Cinema', alguém conseguiu ler o texto completo de cada volume, sem ter que ficar pulando as falas de outras pessoas? A diagramação dos volumes é caótica, não há uma coerência lógica das informações. 


Bem, minha intenção era prosseguir no elencar mais "Coleções" discorrendo sobre cada tipo e, conceituação. Pretendo, então, dizendo que formamos várias coleções de maneira inconsciente, a partir do momento do conhecimento de uma obra, levando-nos a buscar as demais de determinado autor.
Dois exemplos simples: - No idioma português (as traduções) os livros de Dan Brown não chamaram minha atenção, mas a partir do momento que iniciei a leitura de "O Código de Da Vinci" no idioma espanhol, fiquei tentada a ler todos os demais e já estão postados por aqui, agora só falta Inferno.
Outro autor é Carlos Ruiz Zafón, descoberto por acaso, em "A Sombra do Vento", que não consegui conclui a leitura em português, mas no original, o mundo maravilhoso do mistério e descobrir que há escritores, na atualidade, com a mesma característica de Victor Hugo, Cervantes, Alexandre Dumas e Agatha Christie. Fora outros autores de tendência mais comercial.




A Perseguição

A Perseguição
Sidney Sheldon (1917-2007). Trad. Pinheiro de Lemos. São Paulo. Círculo do Livro. 1994. 157 páginas.

Sinopse:
Com a morte dos pais nos Estados Unidos, em terrível acidente aéreo, o jovem Masao Matsumoto torna-se herdeiro de uma imensa fortuna. Viaja imediatamente para lá e acaba descobrindo que alguém quer se apossar da herança e que pretende por isso eliminá-lo. Suspeitando do perigo que corre, Masao começa uma fuga desesperada por um país que lhe é totalmente desconhecido e onde uma nova ameaça o aguarda a cada momento.
Para escapar da implacável perseguição e ficar atento a todo lance do inimigo, o rapaz precisa de muita coragem e esperteza. Nesse jogo de vida e de morte, Masao sabe que qualquer indecisão pode ser fatal.
 
Ponderação:
Uma cena marcante para mim é quando Masao encontra-se em uma lanchonete, tentando desesperadamente comprar algo para comer e não consegue entender o Inglês falado pela atendente, ele que sabia o idioma muito bem.
 
 

28 de setembro de 2014

Como Escrever Bem

Imagem da Internet
Como Escrever Bem
Osmar Barbosa (---- ----). Rio de Janeiro. Edições Ouro. 1970. 200 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Assunto é que não falta. Leitura de bons livros é o ingrediente para uma boa escrita.
Sabe aquele manual que ganhamos para aprender a escrever, com todas as dicas ou, melhor, quase todas. E que você precisa tomar cuidado ao manuseá-lo, Até descobrir que pode encaderná-lo com capa dura e preservar mais  um pouco e, mesmo, desatualizado em alguns pontos da gramática normativa por causa de pequenas reformas na língua. É esse, sempre pronto a sugerir ideias...




A Máquina de Contar História

A Máquina de Contar História
Maurício Gomyde. Ribeirão Preto. Novas Páginas. 2014. 191 páginas.

Sinopse:
Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias, o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.

Ponderação:
Se  a metalinguagem é uma linguagem que fala da própria linguagem. Então, Maurício Gomyde na pele de Vinícius Becker passa a obra ditando as qualidades e as não qualidades de escritor - best seller, suas regras e motivações na criação de perfeitas histórias de amor. Contudo, repassa, apresenta-nos o seu drama de viuvez, a culpa pela ausência no cotidiano das três mulheres de sua vida. A redescoberta do valor da família na vida de cada ser humano.
"Por exemplo, eu não consigo criar uma tempestade agora, mas num livro eu posso alterar todo o curso de uma cena que precise desesperadamente de uma tempestade para seguir para determinado lado. Na vida real, jamais vou conseguir colocar na boca de alguém as palavras exatas que eu gostaria de ouvir, já num livro..." (página 127)



27 de setembro de 2014

Usos da Linguagem

Usos da Linguagem, problemas e técnicas na produção oral e escrita.
Francis Vanoye. Trad. & Adapt. Clarisse Madureira Sabóia. São Paulo. Martins Fontes. 4ª ed. 1983. 240 páginas.

Sinopse:
Neste trabalho, serão encontrados conselhos práticos, diretamente utilizáveis, e também, assim esperamos, os meios de tomar uma consciência clara dos mecanismos da linguagem.
E aqui não são os "modelos" culturais que conduzirão à compreensão dos fatores da expressão; ao contrário, é a reflexão sobre tais fatores que permitirá analisar e interpretar os sistemas contemporâneos de expressão. Dessa forma é que se justifica o apelo feito a certas noções de linguística geral e de semiologia, campos de conhecimento que fornecem meios de análise rigorosos e simples e que constituem a única via de abordagem científica dos fatos de expressão e comunicação. Ensinar a ler escrever, entender (ouvi+compreender), falar: esses foram os objetivo almejados na elaboração do presente livro.

Ponderação:
Meu primeiro contato foi durante o curso de Comunicação Social, para entendimento textual de originais que chegassem a uma editora. Livro técnico e não deixa de se fazer presente, quando o assunto é metalinguagem. Sim, parece que todos nós estamos nos utilizando da metalinguista em tudo e para todos.



O Meu pé de Laranja Lima


O Meu Pé de Laranja Lima
José Mauro de Vasconcelos (1920-1984). São Paulo. Melhoramentos. 101ª ed. 190 páginas.

Sinopse:
Na obra juvenil mais conhecida de José Mauro, a pobreza, a solidão e o desajuste social vistos pelos olhos ingênuos de uma criança de seis anos. Nascido em uma família pobre e numerosa, Zezé é um menino especial, que envolve o leitor ao revelar seus sonhos e desejos, por meio de conversas com o seu pé de laranja lima, encontrando na fantasia a alegria de viver.

Ponderação:
Não gosto muito de mencionar, por aqui, as adaptações que foram realizadas dos livros, mas vale lembrar, não dar para esquecer as cenas melhoráveis de Zezé e o Portuga (Haroldo Botta e Cláudio Corrêa e Castro) e a Laranjeira, na novela de Ivanir Ribeiro, em 1970 pela TV Tupi de São Paulo.
De fato só fui ler mesmo o livro, em 2003, quando tentei fazer um trabalho de leitura com minha afilhada, tentando mostrar a ela que podemos ser pessoas sensíveis em meio a rudeza e a pobreza.
A descrição do Natal de Zezé é emocionante.
Agora, estou me preparando para ler a obra no idioma espanhol.