22 de dezembro de 2021

Dos Hermanas

Dos Hermanas
Deux soeurs. David Foenkinos. Trad. María Teresa Gallego Urrutia y  Amaya García Gallego. Barcelona. Alfaguara. 2020. 152 páginas.

Sinopse:
De un día para otro, la felicidad de Mathilde se derrumba cuando Étienne le anuncia «Voy a dejar el apartamento». No «Voy a dejarte». Pero Mathilde, profesora de literatura (en ese preciso momento está descubriendo La educación sentimental de Flaubert a sus alumnos), comprende lo terrible de la frase. ¿Cómo es posible que ese hombre al que ha amado locamente durante cinco años ya no la ame? ¿Cómo no hundirse frente a un vacío tan repentino como inaceptable? ¿Qué futuro le espera? Devastada, deja que su hermana Agathe la acoja en el pequeño piso que comparte con su esposo Frédéric y su hija Lili. Gradualmente, se empiezan a tejer nuevos lazos, insospechados, en este nuevo seno familiar donde todos luchan para encontrar un equilibrio. Hará falta muy poco para que todo dé un vuelco, porque Mathilde revela una nueva personalidad, tan peligrosa como inesperada.

Ponderação:
Dos hermanas é oposto aos romances La Delicadeza e Hacia la belleza. Um thriller psicológico fantástico. Étienne abandona Mathilde. Por quê? Íris? Essa questão não ficou sólida na narrativa, visto pela visão da protagonista como uma relação feliz? Será? Ao passo que entra na tormenta em aceitar o inevitável. Emerge uma personalidade diabólica, capaz de realizar o inesperado e o final nos parece suspeito até que se prove o contrário.


20 de dezembro de 2021

Uma outra história / Escritos negros : Textos contemporâneos

Uma outra história / Escritos negros: textos contemporâneos
Vários autores. Porto Alegre. TAG. 2021. 143 páginas cada.

Sinopse / Ponderação: 
- Zélia Amador de Deus com A língua é um pássaro em suas mãos, apresenta a obra.
- Itamar Vieira Junior narra Ler, escrever, voltar parra casa.
- Djamila Ribeiro narra As descobertas da escrita.
- Edwidge Danticat apresenta Marie Micheline: uma vida no Haiti, tradução de Lígia Azevedo. Um pouco da História do Haiti.
- Cultura preta, periférica, diaspórica: uma conversa entre Allan da Rosa e Marcelo D'Salete. A questão 'diaspórica' não é uma expressão exclusiva para negros/afrodescendentes, qualquer etnia está sujeta aos desmando do mundo.
- Alain Mabanckou expõe Elogios das fronteiras, tradução de Leo Gonçalves. "Reivindicar uma 'africanidade' é uma atitude fundamentalista e intolerante."

- Luiz Maurício Azevedo em As cores da fé apresenta a obra.
- Teresa Cárdenas Angulo apresenta Afro-cubana: identidade e memória através da escrita, tradução de Nina Rizzi. Como sobreviver em Cuba na era Castro.
- Nadifa Mohamed apresenta Filsan, tradução de Lígia Azevedo.
- Jeferson Tenório narra As confissões de um romancista negro.
- Arte e estética negra: uma conversa entre Allan da Rosa e Marcelo D'Salete.
- Cidinha da Silva em Como me tornei escritora.

- Saiba mais, nos dois volumes, apresenta nomes citados pelos autores no decorrer de seus textos, nos  dando o mais importante deles dentro da História da Humanidade.

Mágoa é o resultado final da leitura desses dois volumes de contos, curtíssimos. A literatura é como a alma, não produz cores. As cores são produzidas pela nossa vivência no ambiente geográfico que nascemos. Em nossa vivência sempre tivermos contato com todas as etnias, jamais discriminando, porém estamos sendo discriminados por autores negros, autoras negras. Com 'racismo' próximo do ódio. Nenhuma etnia tem o poder de desprezar uma outra, por não se adequar aos níveis de submissão rancorosa movida pelo andamento histórico passado. 
A arte não tem cor. Ela é bela ou feia de acordo com os olhos de quem a vê. O mesmo ocorre com a leitura, ela é boa ou ruim conforme a identificação magica de quem a lê.
Foi possível observar o conceito 'História' registrado desses humanos privilegiados pelo universo da escrita, literatura e leitura dentro da universalidade das ações humanas. O prazer encontrado na leitura, abrindo caminho da consciência sábia do mundo do conhecimento.
A literatura não pode criar racismo! Não pode criar preconceito! Não pode ser rotulada!

 

18 de dezembro de 2021

Hacia la belleza

Hacia la belleza
Vers la beauté. David Foenkinos. Trad. Regina López Muñoz. Ciudad de México. Alfaguara. 2019. 197 páginas.

Sinopse:
Antoine Duris es profesor en la Academia de Bellas Artes de Lyon, pero, de un día para otro, decide dejarlo todo para convertirse en un guarda del Museo de Orsay; en concreto, de la sala que alberga el retrato de Jeanne Hebuterne, de Modigliani. Mathilde, su jefa en el museo, se encuentra tan perpleja como atraída por su extraña personalidad y el enigma de su vida. Algo terrible le ha sucedido, pero ¿qué? De momento, para sobrevivir, Antoine solo ha encontrado un remedio: dirigirse hacia la belleza.

Ponderação:
Quando terminamos a leitura deste, começamos a questionar o que é beleza? Como encarar a beleza encontrada na pintura ou outra manifestação artística. Seria a beleza a sensibilidade do artista? Como vemos a beleza em uma obra?
O romance descreve a devastação de almas, sua recuperação através da arte. É ao mesmo tempo luminoso e obscuro. Um manual sobre as relações amorosas cheias de humor e filosofia, onde a sensibilidade na observação da beleza converge a  uma verdade relativa.



17 de novembro de 2021

Deve Ter algo errado comigo

Deve Ter algo errado comigo
Sorrow and Bliss. Meg Mason. Trad. Laura Folgueira. São Paulo. Universo de Livros. 2021. 320 páginas.

Sinopse:
Um retrato verdadeiro, brilhantemente engraçado e curiosamente sombrio sobre relacionamentos amorosos e familiares, transtornos psicológicos e desventuras do amor.
Todos dizem a Martha Friel que ela é inteligente e bonita, uma escritora brilhante que foi amada todos os dias de sua vida adulta por seu marido, Patrick. Então, por que tudo parece fora de lugar? Por que Martha – à beira dos 40 anos – está sem amigos, praticamente sem emprego e frequentemente triste?
Talvez ela seja muito sensível, alguém que acha mais difícil estar viva do que a maioria das pessoas. Ou talvez – como ela sempre acreditou – haja algo errado com ela.
Com o casamento em crise, Martha encontra uma última chance de descobrir se sua vida está muito destruída para ser consertada – ou se, talvez, começando de novo, ela conseguirá escrever um final melhor para si mesma.

Ponderação:
"... "Meu pai deu a volta para sentar-se em sua cadeira e  ajustou uma folha de papel na máquina de escrever, depois esfregou as palmas das mãos. Antes, sempre que ouvia o som dele digitando de outra parte da casa ou passava pela porta fechada do escritório ao sair de casa;"..." (o grifo é nosso, trecho da página 40).
O verbo digitar não combina com máquina de escrever. O correto seria: - "Antes, sempre que ouvia o som dele datilografando de outra parte da casa ..."  Não sabemos se a autora desconhece o fator histórico ou nunca viu uma máquina de escrever. Mas, acreditamos que não pela sequencia narrativa do parágrafo em questão. Portanto, o erro poderá está ligado ao ato tradutório e/ou revisão. 
Basicamente, uma história boba de alguém com transtorno psicológico não tratado devidamente. Não encontrou uma pessoa  sensível, que pudesse entender/compreende-la como ser humano. Não surtiu efeito os sintomas de um pseudo distúrbio mental. Acreditamos mais em 'depressão', aliado ao preconceito parental em não aceitar uma possível hereditariedade, em também, nos pontos negativos - o transtorno da mente, visto que não herdamos, somente, o positivo de nossos antepassados. 


15 de novembro de 2021

La Delicadeza

La Delicadeza
La délicatesse. David Foenkinos. Trad. Isabel González-Gallarza. Barcelona. Seix Barral. 2020. 218 páginas.

Sinopse:
Nathalie es una mujer afortunada. Felizmente casada con François, pasa los  días rodeada de risas y libros. Un día la pena llama a su porta: François muere inesperadamente. Nathalie languidece entonces entre las paredes de su  casa y se vuelca en la oficina. Pero jussto cuandoha dejado de creer en la magia de la vida, ésta vuelve a sorprenderla y reverse en su forma más maravillosa.
La delicadeza es la novela de la esperanza y la imaginación, la novela de ese Paris fascinante en el que el dolor y la vulgaridad se transforman en poesía. Un libro que querrás tener siempre cerca, para deleitarse de nuevo con su elegancia literaria o sonreír con su mordaz ingenio, pero, sobrre todo, para recordar que siempre, incluso en los momentos más inesperados, cualquier cosa es posible.

Ponderação: 
Boa narrativa no tocante ao assédio de  Charles em relação a Nathalie. Ela  soube colocar a situação criada por Ele no devido lugar. Uma boa lição social e trabalhista. Markus é uma figura, sua simplicidade  desarmar qualquer um. O jantar com Charles rende boas risadas e por outro lado, uma boa reflexão: - o estar apaixonado e ser o perdedor no terreno da conquista pelo amor a quem acreditamos ter encontrado.
Em princípio, não damos muito crédito a romance que alcance algum prêmio; depende do humor de quem está realizando o julgamento do concurso. Mas, esse mereceu a premiação.
Beijos e felicidade rimam com sofrimento e tristeza/luto. A vida é cheia de magia. Magia essa que transforma em esperança e imaginação. Resumindo: é um deleite de elegância sorrir como um ingênuo apaixonado, o inesperado poderá ser qualquer coisa possível. 


13 de novembro de 2021

Céu de Origamis

Céu de Origamis
Luiz Alfredo Garcia-Roza (1936-2020). Companhia das Letras. São Paulo. 2009. 217 páginas no formato digital.

Sinopse:
Cecília é uma secretária competente. Depois que seu patrão sai do consultório dentário ela guarda todo o equipamento, desliga os aparelhos, tranca a porta e vai embora. Doutor Marcos é um homem tranquilo, e o trabalho com ele é sem sobressaltos. Hoje ele e a mulher vão jantar em casa de amigos. Fato raro, pensa a secretária. Em geral, doutor Marcos e a mulher ficam em casa. Estranho, para um casal jovem como eles…
Cecília gosta de trabalhar no consultório. Tudo é sempre tão perfeitamente previsível que Cecília jamais poderia imaginar que no dia seguinte receberia a visita da polícia em busca de informações sobre seu patrão. Na véspera, doutor Marcos desaparecera sem deixar sinal. Não havia registro de acidentes de trânsito nem de nenhum tipo de ocorrência policial. Só que ele simplesmente não chegara em casa.
E, como se não bastasse, havia um detalhe absurdo: o carro de doutor Marcos estava estacionado exatamente onde deveria estar, em sua vaga na garagem do prédio onde morava. O que teria acontecido com doutor Marcos? Sobre ele, Cecília explicaria a Espinosa: “Sempre foi atencioso e gentil, nunca alterou a voz, nunca reclamou com mau humor de alguma coisa. Ele parece irreal”.

Ponderação:
Lasanhas congeladas, o kibe da galeria Menescal, a caminhada da Delegacia, na rua Hilário de Gouveia, para casa, no Bairro Peixoto, os interlúdios amorosos com Irene, enfim, a atmosfera em torno do policial torna-se mais importante do que a trama, sua imagem interior das investigações. Sedutor de sempre, o aparecimento do filho Júlio. Um rocambolesco caso, envolvendo o desaparecimento de um pacato dentista joga Espinosa em uma narrativa bem instigante. Mas seu final deixa muito a desejar...


Enquanto houver luz

Enquanto houver Luz
White the light lasts. Agatha Christie (1890 - 1976). Trad. Jaime Rodrigues. Rio de Janeiro. Record. 2000. 7ª ed.   127 páginas no formato digital.

Sinopse:
"Enquanto Houver Luz" reúne textos curtos de Agatha Christie que nunca haviam sido publicados em livros — apenas em obscuras revistas de contos policiais das décadas de 20 e 30. São nove relatos que incluem duas aventuras inéditas do detetive Hercule Poirot, o primeiro conto escrito por ela e outras tramas de crime e terror.

Ponderação:
Temos pavor, quando nos deparamos com um volume/exemplar de contos. Sempre há um ou dois já lidos, anteriormente, em outras coletâneas. Neste da famosa escritora de mistérios policiais, uma autêntica rainha, nos é apresentado nove contos. Contos que serviram de base para outros contos e/ou romances posteriores. O posfácio deu uma boa descrição para cada um deles.