21 de outubro de 2017

O Visitante Inesperado

O Visitante Inesperado
The Unespected Guest. Agatha Christie (1890 - 1976). Com Charles Osborne. Trad. Flávia Villas-Boas. Record. Rio de Janeiro. 2001. 122 páginas no formato digital.

Sinopse:
Não se deve confiar no óbvio. Pelo menos quando o assunto é Agatha Christie. Em O Visitante Inesperado — peça teatral transformada em romance por Charles Osborne — a velha dama do suspense mostra porque é considerada mestre no assunto e já vendeu milhares de exemplares em todo o mundo. O mistério é o personagem principal numa trama repleta de reviravoltas, diálogos tensos, diversos suspeitos e com final surpreendente.
O Visitante Inesperado pode ser definido como um mistério disfarçado de não-mistério, pois começa aparentemente com a resolução de um caso de assassinato. O engenheiro Michael Starkwedder atola seu carro numa vala num frio fim de tarde de novembro. Ao procurar ajuda numa casa das imediações, dá de cara com um cena bizarra. Uma mulher, segurando uma arma ao lado do cadáver do marido, se confessa culpada. Mas nada é tão simples quanto parece. O morto — o deficiente físico Robert Warwick — era um sádico de caráter irascível, odiado por muitos.
A cada virada de página, ao se descortinarem as idiossincrasias de Warwick, fica mais difícil acreditar que ele tenha sido morto pela esposa. Satarkwedder encarna o detetive amador e começa a investigar o caso. A ele logo se junta um inspetor de polícia com inclinações poéticas — sempre citando autores famosos, entre eles Keats. Os dois suspeitam que a viúva está tentando encobrir alguém. Talvez o pai de um menino.

Ponderação:
O morto como sempre era o vilão. Todos tinham um motivo para vê-lo fora de circulação. Isto é: - Morto. O capítulo 10, dar-nos uma perspectiva do provável autor do crime, na ingenuidade de Jan, as peças começam a serem juntadas, porém há uma ideia. Já nos capítulos 18 a 20 todos se acusam e temos mais uma morte. O último capítulo é espetacular, numa manobra ou re-manobra, desvendando o único improvável de acontecer. 



15 de outubro de 2017

Além da Magia

Além da Magia
Furthermore. Tahereh Mafi. Trad. Mauricio Tamboni. São Paulo. Universo dos Livros. 2017. 368 páginas. Com ilustrações de Juliana Fioresi.

Sinopse:
Há apenas três coisas importantes para Alice Alexis Queensmeadow, de 12 anos: sua mãe, que não sentiria sua falta; magia e cor, os quais parem escapar dela; e seu pai, que sempre a amou. No dia em que seu pai desapareceu de Ferenwood, ele levava consigo apenas uma régua. Já se passaram quase três anos e Alice está determinada a encontrá-lo. Ela o ama tanto quanto ama aventura, e está prestes a embarcar em um para encontrar o outro.
No entanto, trazer seu pai para casa não será tão fácil. Alice precisa viajar através da mística e perigosa Terra de Furthermore; onde para baixo pode ser para cima, papel está vivo e esquerda pode ser direita. Sua única companhia é um garoto chamado Oliver, cuja habilidade mágica é mentir e enganar – e com um mentiroso em uma terra onde nada é o que parece ser, requisitará de Alice toda sua concentração para encontrar seu pai e conseguir voltar para casa sã e salva. Em sua jornada, Alice precisa se encontrar- e se agarrar à magia do amor diante da perda.

Ponderação:
Em dado momento de nossa vida, o nosso amado estoque de vivência e experiências literárias, cinematográficas e, até mesmo, acadêmicas, poder-se-a ler um mero livro e resgatar outras histórias, que a maioria de quem ler ou leu o atual, não terá a mesma capacidade de opinar.
Há, sim, alguns pontos com Alice no país das maravilhas de  Lewis Carroll. Alice: Curiosa; Margaridas e Aventuras.
Também há semelhança com a temática do 'Patinho Feio'. Sim, quando assumimos o 'Cisne Real' dentro de nós, motivado e orientado pela fé em si próprio, no final ganhamos o pote de ouro.
A grandeza e importância da família, relação com autoridade, uma segunda chance; a luta para sobreviver e sobressair no meio das inverdades. Ser si próprio é a melhor maneira de sermos felizes.




14 de outubro de 2017

Ragtime

Ragtime
Ragtime. E.L. Doctorow (1931 - 2015). Trad. A. Weissenberg. Rio de Janeiro. Record.  2017. 336 páginas.

Sinopse:
No início do século XX, o ragtime era o mais popular “idioma” musical dos Estados Unidos. O termo originou-se da expressão ragged time, referindo-se ao ritmo sincopado e de contratempo do rag. É com esta estrutura melódica e original que Doctorow descreve a vida de uma família fictícia, cujos membros são designados como Papai, Mamãe, Meninazinha, Irmão Mais Novo de Mamãe e Vovô. O autor movimenta personagens históricos, intercalando o cotidiano da família com figuras e acontecimentos marcantes: o mágico Houdini, a rotina do arquimilionário J. P. Morgan, o genial inventor Henry Ford, as lutas da anarquista Emma Goldman, o poder da imprensa, o nascimento do cinema, as greves trabalhistas. Em meio a tudo isso, a figura silenciosa do Irmão Mais Novo de Mamãe é o elemento criador da conexão entre capítulos, retratando o dinamismo, a riqueza e a miséria de um país ainda em formação.

Ponderação:
As mudanças, sobreviver ou vegetar, és o ritmo. Orgulho de ser um 'astro' com ou sem luz ofuscante. Mas quando ultrapassamos o décimo mandamento e não se têm nada a perder; é melhor não provocar. Será que 'Agosto' de Rubens Fonseca foi inspirado em Ragtime?!...




15 de setembro de 2017

Uns e Outros

Uns e Outros: Contos Espelhados
Org.: Helena Terra e Luiz Ruffato. Vários autores. Porto Alegre. Dublinense, 2017. 272 páginas.

Sinopse:
A ideia do livro foi que dez autores lusófonos escolhessem um conto cada, de um autor considerado clássico, para servir de inspiração para uma releitura original. Desta forma, o debate vai girar em torno das influências literárias, do processo de recriação de obras clássicas e dos efeitos do espelhamento resultante dessa experiência.

Ponderação:
Pare! Quero descer! Todas as vezes que deparo com coletânea de contos, exaspero-me! Sempre nestas, ditas, coletâneas há pelo menos um conto que em algum momento desta estrada, já tenha lido. Neste volume, também, dois já lidos. Um deles foi citado no livro A Camélia Branca – 1882 de Nelson Câmara, aqui no blog, em 27/12/2013.
Ok! temos, aqui, 20 contos, dez são originais e clássicos e dez são suas versões atualizadas do tema de cada clássico. Considerei interessante a perspectiva do "conto espelho", ser a visão de um determinado ponto/personagem ser a narrativa ao contrário do original. Bem claro em; O fim de algo de  Ernest Hemingway e Inicio de Alguma coisa de Luiz Antonio de Assis Brasil; O desastre de Sofia e Simplício. Já em Teoria do Medalhão e O Futuro Político denigre a profissão de Advogado nas entrelinhas, mostrando que só fazem esse curso, quem deseja, somente, ser político e nada mais.



13 de setembro de 2017

Os Irmãos Sisters

Os Irmãos Sisters
The Sisters brothers. Patrick deWitt. Trad. Marcelo Barbão. São Paulo. Planeta. 2017. 258 páginas.

Sinopse:
Dois irmãos são contratados para assassinar um garimpeiro em plena corrida do ouro no oeste americano. Eli, o narrador da história, é um homem algo ingênuo e cheio de compaixão. Charlie é um executor pragmático e brutal. Em meio ao humor negro e à violência, brotam emoções intensas e reflexões profundas sobre a honra, amizade, amor, misericórdia, família.

Ponderação:
- Bem! Pessoal, a frase no contexto da página 88: - "Para mim, sorte era algo que você recebia ou inventava através da força do seu caráter. Era preciso chegar a ela honestamente, não dava para enganar ou blefar."
- Filosofia!
- O livro todo é uma filosofia com humor negro.
- Haja humor negro, nele!
- Há muito clichets.
- Narração em primeira pessoa, passado vivido.
- Reflexão sobre ambição e família.
- Remorso e bom coração.
- Questões existenciais.
- Educação e gentileza.
- Eli!  -  Divide o bem do mal, ele quer ir para o bem, não sabendo se impor segue o mal. E por fim, ganha a possibilidade de ser feliz, indo para o lado bom.
- É realista e ao mesmo tempo um absurdo.
- Um tanto farsesco e muito atual. Mostra a luta desigual na busca de um poder e ganância. Terminando por tudo perder.
- É de fácil leitura, envolvente, exigente com belos momentos como os terríveis.
- Um momento! Vamos entender: - Dentro do humor negro e à brutalidade, há, o que se pode dizer de, emoções intensas e reflexões profundas sobre a honra, amizade, amor, misericórdia, a importância da família.
- Condição humana e sua crise moral, amor e ódio na forma fraterna que é, um fator, profundamente humano e atemporal.




12 de setembro de 2017

Assassinato do Beco

Assassinato no Beco
Agatha Christie (1890-1976). Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 202 páginas no formato epub.

Sinopse:
Afinal, pergunta o inspetor Japp, quem poderia ouvir o som de um tiro em meio aos fogos de artifício que estouravam nas escuras ruas de Londres? Horas depois, uma jovem viúva aparece morta, um mistério que caberá ao lendário Hercule Poirot desvendar em "Assassinato no Beco", história que dá nome à coletânea.
Nos contos aqui reunidos, o detetive belga terá ainda de usar seus neurônios para encontrar os planos secretos de um submarino em "O roubo inacreditável", vingar um cliente em "O espelho do homem morto" e tentar impedir o perigo que ronda um jovem casal em "O triângulo de Rodes". Quatro histórias envolventes, para serem lidas de um só fôlego.

Ponderação:
Quatros contos - 'Assassinato no Beco'; 'O Roubo Inacreditável'; 'O Espelho do Homem morto' e 'O Triângulo de de Rhodes'... 
" - Eh! Bien! ... Encontramos um Hercule Poirot humorístico, sarcástico, em continuação de sua sábia inteligência no conduzir seus interrogatórios, levando ao verdadeiro autor do crime. E, até, um pouco galante. Realmente, surpreendente a narrativa da autora.





11 de setembro de 2017

Aviso 17


  • Seis meses hiper complicados, onde um fora ausência necessária; os demais cinco com pequenos números de postagens e leitura. Agosto foi o retorno a normalidade. Também, outra experiência, positiva, possibilitando a concretização do nosso desejo, ter sempre, de duas a três leituras adiantadas, terminadas ao desenvolvimento de nosso trabalho, aqui, no blog.