16 de outubro de 2016

Liberdade de Imprensa

Liberdade de Imprensa: O cinema de intervenção: 40 anos do documentário
Renata Fortes e João Batista de Andrade. São Paulo. Imprensa Oficial. 2008. 154 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Liberdade de imprensa, documentário dirigido por João Batista de Andrade em 1967, rompeu cânones do gênero e reafirmou a resistência à ditadura militar. A Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, publica Liberdade de Imprensa - O cinema de intervenção, que traz o roteiro do filme – um documento importante sobre a construção de uma nova dramaturgia no gênero – e vários textos críticos.

"Cineasta/documentarista" tem compromisso com a história, sobretudo ao momento vivido/político em que as obras nascem.
A obra em questão possui já  47 anos, sendo o tema "Liberdade de Imprensa", atual! Transcrevo um trecho que considerei interessante:
"JCB
Tem uma coisa que eu queria retomar. O Trevisan disse que não é  um filme só sobre liberdade de imprensa. Eu acho que isso é básico, quer dizer, não é um olhar de sociólogo ou de historiador, que pega o assunto externo, mas é um filme que trabalha para construir a liberdade de imprensa. Não é o olhar distanciado do observador. Então a ideia de que o filme não seja sobre a liberdade de imprensa para mim é fundamental. Por outro lado há, sim, um discurso, talvez não haja um discurso verbal, um discurso politicamente e sociologicamente organizado verbalmente, a ação é um discurso."   [página 89. - JCB = Jean Claude Bernadet]





A Rosa do Inverno

A Rosa de Inverno
Where Roses Grow wild. Patrícia Cabot. Trad. Cecilia Gouvea Dourado. Editora Essência. 2008. 305 páginas no formato digital.

Sinopse:
Acostumado a conseguir qualquer mulher, Lord Edward Rawlings enlouquece com a sensualidade de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões além de mudar-se, pelo bem de seu sobrinho, para a mansão dos Rawlings na Inglaterra. No entanto, ao chegar lá, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward?
A Rosa do Inverno é um romance leve, com boa dose de romantismo, forte aroma de sensualidade e uma pitada de suspense. Fala de paixão arrebatadora e indevida, de destino e escolha. Mas, sobretudo, é uma história que acende o debate sobre a condição feminina, o papel, os desejos, os temores da mulher. Ao confrontar o instinto de se entregar a um homem e a decisão de manter a independência, a Patricia Cabot faz do livro um espelho dos dilemas femininos.

Ponderação:
A edição, por mim lida, possui alguns probleminhas de revisão, felizmente deu para concluir a leitura sem grandes dúvidas. É um romance instigante e bom ler-se para quem gosta do gênero. A autora mostra-nos que em qualquer época, sempre houve 'pais' mais abertos na educação das filhas e dos filhos. Peggen é tida por liberal, porque é possuidora de uma audácia e rebeldia fora do comum para o momento vitoriano em vigor, no inverno rigoroso de 1860. Ela é levada mais pela razão do que sentimento, enfrentou a vida de cabeça erguida até encontrar o Lord Edward, o "Destruidor de Corações". Os segredos nos são apresentados gota a gota, até o equilíbrio da razão e do sentimento ser o vencedor. Dei gostosas risadas e felizmente o li antes de dormir no aconchego de minha cama.




12 de outubro de 2016

Os imigrantes lituanos

Os imigrantes lituanos em São Paulo (Brasil): O início 1880-1931
Jonas Jakatanvisky (25-07-1931 * 07-10-2016). São Paulo. All Print Editora. 2006. 302 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Poxa, a vida é engraçada mesmo! Estava relutando em colocar esse livro, simplesmente por não ser, digamos propriamente, uma leitura normal. Agora, me vejo na obrigação de fazer uma homenagem, pois foi o autor a me proporcionar um conhecimento, até então desconhecido de mim mesma e que vem de encontro a tudo que buscava saber.
Obrigada, Jonas Jakatanvisky por seu conhecimento e pela oportunidade de uma breve convivência.
Transcrevo o prefácio por mim assinado.

"Quando fui convidada para prefaciar este livro, senti-me profundamente honrada, pois sou descendente de lituanos e há tempos venho buscando conhecer melhor a cultura desse povo.
Quando os primeiros lituanos fincaram suas raízes em terras brasileiras, jamais imaginaram que essas raízes se transformariam, mais tarde, em uma árvore frondosa cujos frutos perpetuariam sua existência.
Através da leitura de "Os imigrantes lituanos em São Paulo", você, amigo leitor, fará uma viagem pela história dos imigrantes lituanos em São Paulo, desde o início do século 20. Descobrirá por que nós, seus descendentes, fazemos questão de divulgar e preservar a fé e os costumes de nossos antepassados, buscando o respeito de outras etnias e um convívio pacífico entre todos.
Neste livro, Jonas Jakatanvisky vem buscar justamente isso: resgatar as tradições lituanas e torná-las presentes no cotidiano das pessoas."




27 de setembro de 2016

Bete Mendes

Bete Mendes: O Cão e a Rosa
Rogério Menezes. São Paulo. Imprensa Oficial. 2004. 272 páginas no formato digital. (Coleção Aplauso)

Sinopse:
Guerreira, participante da guerrilha urbana, atriz de alto nível, Bete é um exemplo de vida. Aqui, ela conta tudo sobre sua jornada de agonia e êxtase. Humilde, linda, nenhuma ameaça jamais destruiu sua coerência e seu caráter.

Ponderação:
Eu esperava mais deste livro. Esperava mais enfoque sobre sua vida profissional. Ficou muito enrolado...




Leonardo Villar

Leonardo Villar: Garra e Paixão
Nydia Licia. São Paulo. Imprensa Oficial. 2005. 248 páginas no formato digital. (Coleção Aplauso)

Sinopse:
O mundo artístico está repleto de talentos que são popularizados através de arquétipos nos quais a vaidade se destaca como valor fundamental. Este livro-depoimento demonstra que Leonardo Villar, o grande vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1962 no papel de Zé do Burro, é um ator absolutamente singular sem quaisquer clichês. Este profissional com uma história de sucessos no cinema, teatro e televisão amado por seu público e por seus amigos é antes de mais nada um apaixonado por sua arte. Independentemente do gênero e do palco, Leonardo Villar faz questão de dizer que "os papéis bem escritos trazem a emoção, trazem tudo." A obra é ricamente ilustrada com fotografias que contam a longa trajetória dos seus trabalhos.

Ponderação:
25 de julho de 1923 = com 93 anos.
Guardo na memória a sua interpretação em "Estupido Cupido", muito boa, como viúvo que se apaixona pela desquitada. Apresenta sua contribuição ao TBC - Teatro Brasileiro de Comédia - e o convívio com os monstros sagrados do nosso teatro, cinema e televisão. Sua atuação em "Pagador de Promessas" e toda a premiação internacional.


Nota:
25/07/1923 a 03/07/2020 com 96 anos...


21 de setembro de 2016

Paddy Clarke



Paddy Clarke Ha Ha Ha

Paddy Clarke Ha Ha Ha. Roddy Doyle. Trad. Lídia Cavalcante-Butler. São Paulo. Estação Liberdade. 2016. 2ª ed. 2016. 288 páginas.

Sinopse:
Paddy Clarke Ha Ha Ha é uma memorável história de meninos. Uma viagem ao final da década de sessenta que deixará qualquer leitor nostálgico de uma época em que era possível (e necessário) para todo menino de 10 anos torcer por árabes ou israelenses, se perguntar por que os ianques implicavam tanto com os "gorilas" do Vietnã, num dos trechos mais hilários do livro, e obviamente tomar partido pelos "gorilas" contra os aviões e tanques, encenar jogos de guerra —às vezes levados a sério — ou de índios em quintais de escola ou em canteiros símbolos do crescimento urbano ladrão de campos de aventura, inventar Grande Prêmios através de jardins, garagens e cercas vivas, roubar revistas de futebol (alguns milhões de anos no purgatório) em lojinhas de velhas detestadas. Tudo isso e mais as rivalidades na escola e o professor sádico-paternalista, as leituras escondidas sob as cobertas, a febre pelo futebol e pelo ídolo George Best, o suplício do rato na privada da casa, as brincadeiras com o coitado do irmão que vivia engolindo sapos e lagartos - e até labaredas, enquanto as irmãzinhas eram tão inúteis que nem chamavam a atenção de nosso aprendiz de macho, que por outro lado se contorcia de medo, assim como toda a classe, em pânico coletivo na fila conduzindo à jovem enfermeira que os examinaria (passagem inesquecível).

Ponderação:
Paddy Clarke Ha Ha Ha é uma fábula urbana, infantil, visto com os olhos de menino. De qualquer recanto. Autor e personagem possuem a minha idade, isso me foi incrível. 1968 foi um ano emblemático, em todo o mundo, alguns lugares houve menos truculência que em outros. 1968 foi o ano do começo da perda da pureza, da inocência de crianças e adultos. Sim, há violência, mas é uma que se resolve através da conversa. Há uma certa inocência na violência, ela só vale no exato momento da ação, depois, esquece-se. A descoberta do mundo e o valor familiar em confronto.
"As vezes havia minhocas saindo dos nacos de terra e relva.", com essa frase, lembrei-me de que adorava pegar minhocas, quando meu avô ou meu pai mexiam na terra de nosso quintal. Eu adorava colocar na palma de minha mão e ir mostrar para minha avó, que tinha horror de minhoca. Paddy não existe mais, não há mais espaço para sermos crianças como antes.




Caminho Estreito

O Caminho Estreito para os Confins do Norte
The Narrow Road to the Deep North. Richard Flanagan. Trad. Celso Mauro Paciornik e Augusto Pacheco Calil. São Paulo. Globo. 2015. 430 páginas.

Sinopse:
O romance narra a história de Dorrigo Evans, um jovem que vai para Melbourne estudar medicina e se alista no exército. Capturado pelo exército japonês, é obrigado a trabalhar na construção da Estrada de ferro de Thai-Bhurma, também conhecida como a Ferrovia da Morte. 
A narrativa não linear alterna o presente, no qual Evans é um cirurgião estabelecido assombrado pelas lembranças da guerra, e passado, quando viveu uma história de amor que marcou sua vida. O médico, que parecia ter um futuro promissor e um relacionamento sério com sua namorada Ella, tem sua vida transformada ao se apaixonar pela misteriosa Amy, a esposa de seu tio.
O livro mistura elementos históricos e ficção. O relato da guerra é inspirado na vida do pai do autor, um dos sobreviventes dos trabalhos forçados na “Linha”. Idealizada pelo Império japonês para dar suporte às tropas na campanha da Birmânia, a ferrovia tem 415 km de extensão e mais de 14 mil homens morreram durante a construção.

Ponderação:
Eis o protagonista: A Guerra! Agora, gostaria de saber como estava o estômago dos tradutores no momento do ato tradutório.