6 de fevereiro de 2016

Solidão

Solidão: destino ou escolha?
Bernadete Toneto. São Paulo. Paulus. 2003. 62 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Solidão. Para uns, mal intrínseco à era eletrônica. Para outros, característica máxima do estilo de vida pós-moderno. O fato é que o homo solitarius procura fugir de sua condição por meio de relacionamentos virtuais, que lhe dão a sensação de intimidade sem o risco do contato real. A tecnologia, nesses casos, pode ser salvação ou armadilha: somente por meio do reencontro consigo mesmo o ser  humano poderá dizê-lo.

Primeiro, não sei como esse pequeno de 62 páginas, veio parar aqui em minha mãos. Entretanto, identifiquei-me imediatamente com Isabel, mas sem uso da sala chat, na internet. Esse processo solitário é dolorido, quando não há possibilidade de compartilhamento de pequenos detalhes vividos e vivenciados. Não é no outro que busco ser feliz. Tenho momentos felizes, mas nem sempre um livro, um pet, um filme são capazes de eliminar a solidão; justo naquele momento que é necessário um ombro, uma mão, um sorriso, um afago!
Me encantou a definição de José Ortega y Gasset: "Se meditássemos sobre saudade em português - como se sabe, saudade é a forma galaico-lusitana de solitudinem, de solidão - falaríamos mais desta e veríamos que a solidão é sempre saudade de alguém, ou seja, é um ficar sozinho e sentir falta. A tal ponto é assim, que a palavra que em grego define "meu" e "solitário", monos vem de moné, que significa ficar, ou seja, se subentende ficar "sem", sem os outros. Seja porque já se foram, seja porque morreram. Em todo caso, porque nos deixaram... sozinhos. Ou então, porque nós os deixamos, fugimos deles e vamos ao deserto e ao retiro fazer vida de moné (daí, monakhos, monastérios e monge. E, em latim, solus... solus vem de sed-us, ou seja, do que fica sentado quando os demais partem)."      
Um passeio pela filosofia, literatura, poesia, cinema e música, enfocando os diversos conceitos da solidão. Através dos séculos, ela vem vinculada aos hábitos sociais e religiosos; chegando a ser considerada como uma doença. Na atualidade, partindo do século XIX, com o advento das máquinas e tecnologias, a solidão passou a ser encarada como "normal", no universo globalizado e da web, ocorrendo o adiamento da sensação temática, sentimento de solidão.
Lá pela metade do livro encontro uma definição, ligando Solidão com parâmetro por mim sentido, no último Natal = Abandono = Solidão está intimamente ligado ao abandono = Você tem amigos reais, primos reais, mas por você possuir ideias e ideais um pouco diferenciados. você não dar valor a ficar igual a ovo frito numa praia, seus amigos reais te ignoram e vão ser ovo frito na praia, = Você simplesmente abandonado. Ou sua companhia é trocada por jogo de futebol pela televisão. Você fica e está mais para abandono do que solidão.

Solidão - Pensar
Solidão - Estudar
Solidão - Por ser diferente da maioria
Solidão - Abandono



29 de janeiro de 2016

Retornar com os pássaros

Retornar com os pássaros
Pedro Maciel. São Paulo. Leya. 2010. 100 páginas.

Sinopse:
Com uma maneira de escrever totalmente diferente, que mistura fatos científicos à profundos pensamentos filosóficos, Pedro Maciel, em seu livro “Retornar com os pássaros”, lançado pela editora Leya, nos leva à um descobrimento do “eu” profundo em um planeta cheio de mistérios.

Ponderação:
Hamlet? De novo esse cara! Existo ou Inexisto! Sou amadurecido ou imaturo. Sonho com um mundo, mas quando acordo vejo outro mundo. Mitologia ou irrealidade dos sinos tocando. Cortesia ou descortesia. Morri ou dormi. O que vejo sou eu ou a miragem do meu eu. Onde anda meu amor? Qual marca deixou o meu ser ou deixaram no meu ser. Que fizeram do meu futuro? Ah! tem um futuro com um presente. Presente só existe, porque houve descobertas e realizações no passado. O Livro constrói e desconstrói o ser humano e o cosmo... Se lê de uma sentada, mas cada sentada deverá ter uma pausa; refletir, sim. De volta para estante, com certeza vai ficar envolto numa névoa de dúvidas e sua mente vai se tornar um formigueiro...




25 de janeiro de 2016

Amores Improváveis

Amores Improváveis: Histórias reais do reino animal para aquecer seu coração.
Unlikely lovers. Jennifer S.  Holland. Trad. Claudia Gerpe Duarte e Eduardo Gerpe Duarte. São Paulo. Pensamento. 2014. 240 páginas.

Sinopse:
Amores Improváveis oferece-nos uma visão reconfortante de animais que têm um apego profundo e amoroso um pelo outro. Será que existe mesmo amor fora do reino humano? Embora alguns etologistas possam se opor a essa ideia, os 43 relacionamentos impressionantes apresentados neste livro repleto de histórias comoventes apontam para um enfático sim. Aqui estão histórias de espécies de animais muito diferentes que não querem se separar de jeito nenhum. De animais que fariam qualquer coisa para proteger aquele que eles amam. E de animais que oferecem o amor inabalável de um pai ou mãe a um filho de sangue. Escritas por Jennifer S. Holland, e documentadas com encantadoras fotos coloridas, estas belas histórias provam que o amor não conhece fronteiras.Você vai conhecer a história da dálmata que cuida de um carneiro órfão recém-nascido - um carneiro que por acaso tem as mesmas pintas da mãe adotiva! A dedicação de Chendra, uma elefanta resgatada da Indonésia, que cumprimenta os seus amados bodes e leões-marinhos, entre outros animais, em cada passeio que dá no zoológico de Oregon. Ou a história da raposa e do cão de caça - um verdadeiro conto de fadas da vida real - que são tão afetuosos quanto irmãos de sangue.

Ponderação:
Mantendo uma tradição familiar de ler "Almanaque do Pensamento" da Editora Pensamento, defrontei-me com dois textos abordando as ações e atividades animal, principalmente, dos cães. motivou-me na busca dos livros, um deles é esse.
Não há muito o que dizer, a não ser que temos que aprender muito com animais de uma forma geral. São mestres. 
Uma coleção de histórias de vivências entre animais, improváveis de unir-se harmoniosamente. São textos de leitura fácil, apresentando um pequeno quadro das características básicas de cada animal retratado.




Michel Foucault

Foucault em 90 minutos
Foucault in 90 minutes. Paul Strathen. Trad. Cassio Boechat. Rio de Janeiro. Zahar.

Sinopse:
Depois de muito pensar e pesquisar, Michel Foucault (1926-1984) chegou à conclusão de que poder e saber estão intimamente ligados. Como se não bastasse, argumentou que não existe uma verdade absoluta, somente diferentes verdades sobre a realidade em diferentes momentos – verdades que atendem às necessidades do poder.

Ponderação:
Foucault? Quando o cinema promove questionamento. Do momento de assistir "Mensagem para você" (You've got mail, de 1998) com Tom Hanks e Meg Ryan, fiquei curiosa, quando dois personagens fazem referência ao pensador. O tempo passou, adquiri "O que é um autor" de Roger Chartier, sendo nada mais, nada menos que na orelha do capa do referido livro tem uma citação ao nome Foucault. Pronto! Parei a leitura! Encontrei essa breve biografia, para ler em 90 minutos, como diz a coleção, isso sem a preocupação do questionamento puro e simples. Acabei por fazer questionamentos. Agora, sei/entendi o que significa mundo ao mundo acadêmico/filosófico; partiu  a definir saber;poder e desconstrução de muitos pensadores. Por quê esses filósofos odeiam a burguesia?  Se eles nasceram no seio da burguesia...



12 de janeiro de 2016

Os Relógios

Os Relógios
The Clocks. Agatha Christie (1890-1976). Trad. Carmem Prudente. Rio de Janeiro. Bestbolso. 2012. 180 páginas digitais.

Sinopse:
Um homem desconhecido é encontrado morto na casa de uma cega. Na cena do crime, quatro relógios parados na mesma hora: quatro e treze. Sem qualquer pista do assassino ou da identidade da vítima, o detetive Colin Lamb, do Serviço Secreto inglês, pede ajuda a Hercule Poirot. Ao iniciar a investigação, o detetive afirma que o caso é simples, mas ele logo percebe que a solução não é tão óbvia, principalmente quando outros dois assassinatos são cometidos em circunstâncias misteriosas.



Ponderação:
Quando a autora faleceu, estava indo para o Segundo Grau e sua obra ganhou realce com inúmeras reedições. Lá  li o Caso dos 10 Negrinhos (postagem de 29/09/2014, com atualização de 11/01/2016), foi com princípios didáticos. Recentemente, uma segunda leitura surpreendeu-me a narrativa, fazendo-se necessária calma ao entendimento completo no final. Portanto mostra-nos que a inteligência da autora na criação de seus casos.
O presente livro, temos um Hercule Poirot já "aposentado". Os acontecimentos tinham tudo para seguir o caminho incerto de um final feliz. Crime simples com fórmula de ficção, mesclado ao momento histórico da Guerra Fria. Leia-se 61 de cabeça para baixo. E descobrirá que o quê você vê não é o  que você vê. Simples assim.




4 de janeiro de 2016

Aviso 13


  • Aviso novíssimo! Primeira postagem do Ano Novo, querido leitor, querida leitora! Sempre há um que está chegando pela primeira vez. Portanto: - Não sigo a tendência da moda literária, possuo meus próprios parâmetros de indicação de leitura. Visto que a memória é minha grande aliada nesta empreitada, porque estou postando sobre os livros lidos desde os meus 12 anos, quando já cursava a 5ª série do 1º Grau (hoje, Ensino Fundamental), com a chamada leitura obrigatória curricular. Quer dizer já somam mais de quarenta anos de leitura e as mais recentes. Neste ínterim, ficaria, imensamente, feliz com maior número de comentários, se gostaram dos livros ou do que eu escrevi.
  • O descrito em "Ponderação" pode e poderá ser considerado, sim, como uma visão e vivência de leitora comum, a consumidora e devoradora de livros e leituras. Não reflete opiniões pré-definidas de Direção de Redação ou Empresa Editorial. A maioria não estão, propriamente, em estilo jornalístico ou acadêmico. Abrange um rigor peculiar e particular em relação a memória. A leitura contemporânea, atual, virá com maiores ingredientes ou não. Muitas delas são frutos de indicações sugeridas no processo de leitura ou frase mencionada ou que corrobore com algum conceito exposto na convivência diária com outras pessoas.
  • Também, haverá novas informações em algumas postagens antigas, em virtude de uma segunda leitura, uma outra visão, com o amadurecimento do conhecimento das obras literárias ou não.
  • Por fim as pequenas surpresas continuam acontecendo. Realmente, sentindo-me bastante Curiosa, pois o livro de Título - Diário da Morte, A Tragédia do Cessna 140 - está sendo visitado. Gostaria de obter informações desses leitores, eles não postaram nenhum comentário. Pergunto-me o que há de tão importante neste livro. A não ser, simplesmente, o relato da eterna burocracia brasileira e paraguaia, o motivo de não chegar a tempo de salvar o piloto com vida. Outro livro, de Título - Aleluia, a Cigana - de Gilda de Abreu vem recebendo mais acessos, mas em comentário foi possível conhecer a fã. Nadja, Obrigada!



29 de dezembro de 2015

O Natal de Poirot

O Natal de Poirot
Hercule Poirot's Christmas. Agatha Christie (1890-1976). Trad. Jorge Ritter. Porto Alegre. L&PM. 2011. 167 páginas. 

Sinopse:
Simeon, o patriarca dos Lee, resolve convidar todos os filhos para comemorar o Natal na luxuosa mansão da família. É hora de eles deixarem os ressentimentos de lado e visitarem o velho pai. Mas aparentemente as intenções de Simeon não são nobres. Ele quer se divertir às custas do ganancioso grupo de familiares. Tudo começa com algumas alterações em seu testamento… e termina com um assassinato, em um quarto trancado por dentro. 

Ponderação:
Todos tinham um motivo, mas a personalidade do morto foi a chave da investigação: pequenos detalhes, pequenas conversas/confissões levam a um improvável desfecho, num feriado de Natal.