17 de outubro de 2014

Curso de Literatura

Este post é diferenciado, pois refere-se a segunda aula do Curso de Literatura, patrocinado pela Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, nos dias 16 e 17 e nos dias 20 a 24 de outubro.

Literatura, Política e História


Karina apresentando André Arruda

Nesta segunda aula, André Arruda apresentou Brasil Colônia: "O Mito fundador da Brasilidade nas narrativas coloniais", na primeira parte um geral, seguindo na experiência paulistana.


André Arruda

A literatura nos da uma ideia de Brasilidade através da "Carta" de Caminha. Nossa ficção literária vigente até o final do século XVIII, consiste em imitar a literatura europeia.


Parcial do público, fotografia de Autoria da Escola
do Parlamento, estou presente nela.

Análise da Carta de Caminha, tida como primeiro ato de literar o Brasil e sobre o país - escrito aqui por um europeu. Apresentando fragmentos de um ensaio, de Marilena Chauí, sobre a essência da formação continuada da nação brasileira. Talvez, a releitura, atenta, da primeira Carta, possamos nos descobrir como Nação e Nacionalidade. Há muito a ser descoberto e realizado.


Abordagem da formação da língua em São Paulo

Alguns documentos citam que, por volta de 1570 a 1650, o Tupi era a língua geral brasílica e doméstica na província de São Paulo. Do matriarcado e da catequese. No filme Desmundo, retrata um pouco da vida por aqui www.youtube.com/watch?v=oxQe_BeRba0 ...


Brasil Colônia: O mito fundador da Brasilidade 




16 de outubro de 2014

Romas Kalanta

O Sacrifício de Romas Kalanta
Jonas Jakatanvisky. São Paulo. 123 páginas. 2001. Edição alternativa, personalizada e limitada.

Sinopse / Ponderação:
Alguns fatos históricos devem ser, sempre, comentados e relembrados por historiadores para não serem repetidos. Tenho minhas dúvidas a respeito. Vejo muita coisas serem repetidas, principalmente, a questão do Oriente Médio e a constante tentativa de acabar com a liberdade. Esse dom maravilhoso de poder dado ao ser humano, onde alguns se acham no direito de coibir a livre escolha do ser humano.
Enquanto, vivíamos nossa própria censura, em 1972, o mundo girava e girava mesmo. Antes, iremos lá na frente, Pequim, 04 de junho de 1989, um grupo de estudantes resolvem lutar pela liberdade. Aquela imagem do rapaz em frente ao tanque de guerra varou o mundo e, ainda, hoje ela é reproduzida para marcar a ousadia estudantil chinesa para a libertação daquilo que é mais sagrado no ser humano - a liberdade; Massacre da Paz Celestial. Adiante, 2014, região da Crimeia, Ucrânia, a Russia tentando dominar o pequeno país, limitando a liberdade de nossos irmãos.
Retornando, O Sacrifício de Romas Kalanta Onde?... Como?... Por quê?... Revelações sobre a auto-imolação acontecida em Kaunas, Lituânia, em 1972. Ok! Não entenderam... Diferentemente, do que venho postando, desejo apresentar um  pequeno motivo: Há na Vila Zelina um grupo denominado por AMOVIZA, tentando apagar as memórias do bairro, tipicamente Lituano. Por quê? A resposta está sendo em forma de pé de guerra... Esse livro foi uma novidade para mim. A História do povo lituano, ainda, possui muitos fatos para serem descobertos e recontados de maneira não oficial.
A seguir, alguns trechos.

Página 12 - Dramatização baseada na entrevista concedida por Elena Kalantiene (mãe de Romas) ao jornalista Algis Petrulis, sendo publicada no semanário GIMTASIS KRASTAS edição nº 2 (1139) em Vilnius, 12 a 18 de janeiro de 1989, sob o título Romas Kalanta, Lauzas Atgimimo nakti.

Páginas 15 e 16 - "Quando o saudoso padre Pranas Gavenas me pediu que rezasse pela libertação da Lituânia, rezei por rezar.
Já havia lido os 'Cânticos do Martírio lituano', estava muito comovida com o clamor dos poetas deportados para a Sibéria, mas era tempo de guerra fria, tempo do muro de Berlim, e a própria violência e crueldade com que o comunismo se instalara no país e fazia descrer que fosse possível à pequena Lituânia recobrar muito breve suas fronteiras, sua bandeira, seu hino, seu idioma, sua  nacionalidade própria.
Estava enganada. Não sabia que em 1972, um jovem chamado Romas Kalanta havia ateado fogo em seu próprio corpo, em local público, clamando por liberdade para Lituânia. E que seu gesto, fosse causado por mente doentia, ou por exacerbado patriotismo, havia acordado na mente do povo já descontente, um ardoroso anseio de liberdade.
Só através deste livro, escrito por meu amigo Jonas Jakatanvisky, está sendo capaz de avaliar o que realmente se passava por lá.
Agora eu rezo, pedindo a Deus que o sacrifício de Romas Kalanta, tenha a causa que tiver, reverta em benefícios para aquele povo tão sofrido.
Campinas, 16 de abril de 2001, Ana Suzuki."

Página 19 - Expostos os fatos desde o nascimento de Romas, foram acrescentados outros estudos e considerações para que o leitor pudesse formar a sua própria opinião quanto ao por quê?... da sua fatídica decisão de se imolar em praça pública.

Página 21 - A intenção deste trabalho foi não ir além de procurar expor fatos acontecidos na Lituânia, um dos 15 países que ainda formavam a ex-URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, na década de 70, quando um jovem se imolou. Na época, os fatos divulgados eram suspeitos por estarem sujeitos a se enquadrarem nas normas de segurança do socialismo.
Considerando-se que muitos descendentes de lituanos não dominam a língua dos pais, este trabalho serve para, de alguma forma informa-los sobre aquilo que aqui no Brasil somente pode ser encontrado em lituano e em inglês.

Página 33 - Romas tinha a mania de desenhar cruz, fogo e gente. Por que sentiria prazer nisso? Era uma obsessão, uma compulsão. Assim como uns gostam de pintar paisagens, outros preferem retratos, outros mulheres nuas, outros...

Página 34 -  Quando na 11ª série, em resposta à pergunta:
- Kuo galvoji buti?
Respondeu:
- Kunigu!
Traduzindo:
- O que pretende ser?
- Padre!
Ele responde de forma seca e categórica, sem meios termos.
Como poderiam os diretores e professores aceitar tais idéias? O que poderiam fazer para isolar tais influências de propaganda religiosa considerada "nociva" sobre as crianças?
Sobrava para o pai de Romas:
- Ka tu, tevai, isauklejai?
O que quer dizer:
- O que é que você, pai, educou?
A pergunta ficava sem resposta.
O tempo iria passar e ele ouviria sempre a mesma pergunta. E ele ficava sempre sem resposta que agradasse aos interrogadores. O mais curiosos é que jamais iria entender por que achavam que o seu filho era um "subversivo" Nessa idade?... 

Páginas 38 - Romas protestava contra a falsidade. Achava que todos se "camuflavam" quando falavam, como se vestiam e se olhavam. Fosse ele, filho de um alto funcionário do partido, da cúpula, seria considerado como um garoto extremamente inteligente, extrovertido e para rimar, até mesmo divertido. Mas, não era esse o seu caso. Por isso, não passava de um "doido americanófilo".

Páginas 40 e 41 - Resumo: A namorada de Romas se chamava Lina, namoro não durou muito. Fragmentos do que poderia ser um desabafo: Não culpem ninguém pela minha morte. Eu sabia que mais tarde ou mais cedo teria que fazer isso. Não suporto o sistema socialista. Eu não sou útil para ninguém. Para que viver mais. Para que este sistema me mate? É melhor que eu mesmo... Vejam, ele havia nascido dentro da vigência do sistema socialista.

Página 46 - Inspira profundamente e, como num ritual, cuidadosa e decididamente se encharca de gasolina diante do olhar dos transeuntes surpresos e atônitos que procuram se aproximar sem saber que atitude tomar.
- Meu Deus, o que está acontecendo? - exclama um perplexo.
O primeiro palito de fósforo não acende...
Tremendo, desajeitadamente, pois o odor da gasolina o sufocava, risca o segundo.
Este não falha.
A chama sobe alto, envolvendo-o em tons amarelos, verdes e vermelhos, como se estive rodeado por ninfas flamejantes a bailar.
Ainda de pé, os braços erguidos com os punhos fechados, ele brada conscientemente:
LAI-SVE LIE-TU-VAI!...
(LI- BER-DA-DE À LI-TU-Â-NI-A!...)

Não resistiu, falece em 15/05/1972.

Página 57 - LIBERDADE PARA A LITUÂNIA!!!!
Eram essas as palavras de ordem em todos os órgãos de divulgação num ostensivo desafio à censura. Assuntos adormecidos, mantidos sob controle pela força policial, foram despertados: ideais de humanismo, direitos humanos, além de... liberdade para a Lituânia e para os lituanos.
A inusitada tocha humana chamada Romas Kalanta serviu para recrudescer o que jamais havia sido definitivamente erradicado. O anseio pela liberdade que estava latente veio à tona. O nacionalismo se manifestava.



Hoje, 07 de outubro de 2016, papai do céu mandou buscar o autor desse livro e quem através  de seu conhecimento, pode divulgar para as novas gerações, como era viver sem liberdade.



Curso de Literatura

Este post é diferenciado, pois refere-se a primeira aula do Curso de Literatura, patrocinado pela Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, nos dias 16, hoje, e 17, amanhã, e nos dias 20 a 24 de outubro.

Literatura, Política e História

Alexandre Huady e Membros da Escola do
Parlamento, Karina e Camila


Alexandre Huady, Karina anunciado no início da palestra

Alexandre Huady, professor da PUC apresentou "A literatura e engajamento social." Disse que não há literatura menor ou literatura maior, é uma questão pessoal, se gostarmos de um autor, o resto não interessa.

Soneto da Fidelidade de Vinicius de Moraes, fala nos de amor.

PalavraMundo de Paulo Freire = A Leitura do mundo precede a leitura da palavra.

A literatura não tem a obrigação de ser real ou de fala da realidade, ela retrata a realidade.

Música é uma forma de literatura.

Fotografia é uma forma de literatura.

Literatura é mais conotativa e menos  denotativa.

Literatura é dar cor as palavras, em destaque a poesia.

Literatura procurar decifrar os fatos sócias - Crítica Social.

Índio - Herói de nossa literatura tem a mesma configuração estética do Cavaleiro Medieval da literatura europeia.

A nossa Iracema de José de Alencar representa a América e Martins a Europa.


Alexandre Huady num momento de empolgação

Aula A literatura e engajamento social


Momento da apresentação do Lado Social e Duro da poesia de Vinicius de Moraes, <Balada dos mortos dos campo de concentração>.

Balada dos mortos dos campos de concentração         



Cadáveres de Nordhausen Erla, Belsen e Buchenwald!
Ocos, flácidos cadáveres
Como espantalhos, largados
Na sementeira espectral
Dos ermos campos estéreis
De Buchenwald e Dachau.
Cadáveres necrosados
Amontoados no chão
Esquálidos enlaçados
Em beijos estupefatos
Como ascetas siderados
Em presença da visão.
Cadáveres putrefatos
Os magros braços em cruz
Em vossas faces hediondas
Há sorrisos de giocondas
E em vossos corpos, a luz
Que da treva cria a aurora.
Cadáveres fluorescentes
Desenraizados do pó
Que emoção não dá-me o ver-vos
Em vosso êxtase sem nervos
Em vossa prece tão-só
Grandes, góticos cadáveres!
Ah, doces mortos atônitos
Quebrados a torniquete
Vossas louras manicuras
Arrancaram-vos as unhas
No requinte de tortura
Da última toalete...
A vós vos tiraram a casa
A vós vos tiraram o nome
Fostes marcados a brasa
Depois voz mataram de fome!
Vossa peles afrouxadas
Sobre os esqueletos dão-me
A impressão que éreis tambores —
Os instrumentos do Monstro —
Desfibrados a pancada:
Ó mortos de percussão!
Cadáveres de Nordhausen Erla, Belsen e Buchenwald!
Vós sois o húmus da terra
De onde a árvore do castigo
Dará madeira ao patíbulo
E de onde os frutos da paz
Tombarão no chão da guerra!



9 de outubro de 2014

O Príncipe e o Mendigo

O Príncipe e o Mendigo
Mark Twain (1835-1910). Trad. Ganymédes José. Editora Tempo Cultural. 1989. 144 páginas. {Essa edição foi traduzida do espanhol e pertence 'Coleção Grandes Aventuras'}

Sinopse:
A história passa-se na Inglaterra, no século XVI. Tom Canty, um menino muito pobre e cheio de imaginação, consegue entrar no palácio real. Encontra Edward, o príncipe de Gales, e ambos descobrem que são bastante parecidos. Trocam de roupas e vêem que não há diferença entre eles. Edward, então, sai do palácio com as roupas de Tom, mas não consegue voltar, pois ninguém o reconhece. O mendigo passa a ocupar seu lugar como príncipe. Qual será o final dessa aventura? Alguém os reconhecerá?

Ponderação:
Bom, nos divertimos com as atrapalhadas de Mickey, na adaptação da obra pela Disney. Nos emocionamos com o filme de 1977. Temos que ter em mente o seguinte: Adaptações de obra literárias constituem uma releitura - a visão do roteirista e do diretor de nova obra. Livro é uma obra! Filme é outra obra! - Ponto final.
Mas, no Capítulo 7 - O almoço de Tomás no Palácio segue bem o esquema: 'Aquilo que você vê, nem sempre é aquilo que se vê.' Complicado, mas é isso mesmo, enquanto o verdadeiro príncipe passa pela mesma situação, na pobreza absoluta. Estão dizendo a verdade, porém ninguém está com os olhos bem abertos para ver o correto. Convenhamos, todas as adaptações feitas da obra não conseguem impor o sentido exato dado pelo autor. Todo sonho só pode ser realizado em sonho (meio propício) em outra circunstância, torna-se um pesadelo. E para sair dele, deve-se vivenciar todas as amarguras da vida.
Já no Capítulo 17 - A leitura atenta desse capítulo, fez-me lembrar de dois fatos: o mendigo (hoje, morador de rua ou sem teto) é merecedor de nossa caridade e simpatia? O tal deficiente é, realmente, deficiente de fato.
- Uma vez, foi-me narrado o seguinte: - o cidadão bem apresentado, olha para um lado e outro lado; levantou a tampa de inspeção da Sabesp, no meio da rua, retirou um saco plástico dentro contendo roupas. Trocou de roupa, passou algo no rosto e nos braços e pernas para parecer está a mais de um mês sem tomar banho. Ensacou a roupa boa, colocando-o no local aberto, recolocando a tampa. - Conclusão: Pergunta: - Mendigo virou profissão?
Quem teve o prazer de assistir "Candinho", filme de 1954 com Mazzaropi, vai lembrar do professor Pancrácio (Adoniram Barbosa), na fazenda um ilustre professor. Na capital de São Paulo, um ilustre mendigo (marador de rua). 
Bom, o Príncipe e o Mendigo é uma história de ficção passada no reinado de Henrique VIII, mas a real história era bem pior. A História se repete ou o ser humano é preguiçoso mesmo?!...




5 de outubro de 2014

Aviso 9

Aviso 9


Estou, mais uma vez, dando um Aviso, querido leitor, querida leitora! Sempre há um que está chegando pela primeira vez. Portanto: - Não sigo a tendência da moda literária, possuo meus próprios parâmetros de indicação de leitura. Visto que a memória é minha grande aliada nesta empreitada, porque estou postando sobre os livros lidos desde os meus 12 anos, quando já cursava a 5ª série do 1º Grau, com a chamada leitura obrigatória curricular. Quer dizer já somam quarenta anos de leitura e as mais recentes. Neste ínterim, ficaria, imensamente, feliz com maior número de comentários, se gostaram dos livros ou do que eu escrevi.
O descrito em "Ponderação" pode e poderá ser considerado, sim, como uma visão e vivência de leitora comum, a consumidora e devoradora de livros e leituras. Não reflete opiniões pré-definidas de Direção de Redação ou Empresa Editorial. A maioria não estão, propriamente, em estilo jornalístico ou acadêmico. Abrange um rigor peculiar e particular em relação a memória. A leitura contemporânea, atual, virá com maiores ingredientes ou não. Muitas delas são frutos de indicações sugeridas no processo de leitura ou frase mencionada ou que corrobore com algum conceito exposto na convivência diária com outras pessoas.
Depois da confusão e contratempo da informática, o pavor já foi embora, chego ao último trimestre do ano mais confiante. Pequenas surpresas estão acontecendo. Realmente, Estou bastante Curiosa, isto sim, pois um livro de Título - Diário da Morte, A Tragédia do Cessna 140 - está sendo visitado e já consta com 25 indicação de leitura, interessante, pois é um livro fora do parâmetro literário. Gostaria de obter informações desses leitores, eles não postaram nenhum comentário. Pergunto-me o que há de tão importante neste livro. A não ser, simplesmente, o relato da eterna burocracia brasileira e paraguaia, o motivo de não chegar a tempo de salvar o piloto com vida.


Agradeço a visita...






29 de setembro de 2014

O Caso dos Dez Negrinhos

Imagem da Internet, a edição por mim lida
é diferente desta.
O Caso dos Dez Negrinhos
Agatha Christie (1890-1976). Trad. Leonel Vallandro. Rio de Janeiro. Record. 1988. 218 páginas.

Sinopse:
Dez pessoas são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam num barco local para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitável, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma trova infantil.

Ponderação:
Foi com essa história que comecei a gostar de mistérios, mas inteligentes. Carlos Ruiz Zafón pode ser considerado um discípulo.

Ponderação 2: em 11 de janeiro de 2016.
Todos desconhecidos entre si, porém com um crime nas costas. O Sr. Owen age de maneira misteriosa. Após a audição do "Canto do Cisne", todos são apresentados como num tribunal. Há uma certeza, todos possuem uma culpa. Há, sob a mesa da sala de jantar, um jogo de porcelana contendo dez unidades. A partir do momento que cada segredo é conhecido, todos em princípio acham-se inocentes, suas consciências vão cobrando sentido. Um outro item, uma cantiga infantil, que todos conhecem, enquadrada em cada quarto da casa. As mortes começam a ocorrer, seguindo os elementos citados na cantiga, ao mesmo instante, as peças de porcelanas vão sumindo uma a uma. Isso deixa os sobreviventes em alerta uns contra outros. O mais curioso em relação as mortes: - cada cadáver é colocado no referido quarto e coberto com um lençol; - os sobreviventes não são espertos o suficiente na revista aos pertences dos mortos em respectivos aposentos. Realmente, um deles era o louco varrido. O diálogo dos policiais da Scotland Yard é uma cena hilária. Seu final é surpreendente e memorável.

Aproveito para mencionar a existência de dois filmes, cujos roteiros foram adaptados dessa obra, um em preto e branco, produção de 1945, realizada no EUA. O Enredo é possível percebe o mistério envolto em um dos dez. Porém seu final não condiz com a obra. O segundo é de 1987, produção russa.






Ponderação 3: em 11 de novembro de 2016
O Grupo chamado ''politicamente correto' não conhece bem a História e seus usos e costumes, são citados no mundo literário como preservação dos meandros criativos de nossos escritores. Se você encontrar o livro intitulado "E não sobrou nenhum" de Agatha Christie, não vá pensar que uma nova ficção. Pois não é! É o novo título que alguns editores e editoras resolveram batizar o já conhecido "O caso dos dez   negrinhos". Pessoalmente, considero um absurdo!



Coleções

A imagem mostra uma parte do que chamo Coleções.


Livros mudam as pessoas, o seu entorno, a capacidade de sonhar e tantas outras possibilidades. Mas fico, aqui aventurando-me na analise de coleção atrás de coleção que são publicadas a cada ano no intuito de atrair leitor para o jornal ou revista. Com esses parâmetros, poder-se-a colocar neste rol as Enciclopédias com conteúdo generalizado/universal, mas falham no que dizem ser completa. E as especializadas? E, livros tipo, "Coleção Pensamento de Sabedoria" com subtítulos: 'A Essência de ...' (dos Anjos); "Coleção O Poder do Poder" em 'O Poder de ...' (da Fé, da Oração, das Plantas); "Série O Pensamento de ..." (Chaplin, Elvis, Elis Regina), esses últimos em forma de livro clipping. Servem a que público? São realmente informativos? Suas informações básicas, poderão abrir caminho para quem deseja iniciar-se no estudo detalhado de determinado assunto ou tema. Sabemos, de antemão ser impossível ler tudo a respeito de tudo e todos.
Nesse blog, busco colocar os livros lidos e comentar com a visão 'experiente' de anos de leitura e profissional de comunicação social. Porém, coleções temáticas como as apresentadas pela "Folha de São Paulo", só como exemplo, servem a quem? Ou será só para realização do ego de algum professor? Em alguns, vários, casos envolvem já títulos repetitivos com outras coleções, de outras editoras. E quem coleciona, não quer repetir. Já observei, assim, quando terminou a publicação de uma determinada coleção, encontrá-la toda em um sebo.
Em 09/09/2012, postei no allagumauskas.blog.uol.com.br uma pequena abordagem sobre o tema, hoje e futuramente, tentarei colocar mais indagações sobre os textos e leituras.

Coleção Folha de Música Clássica, 36 volumes, em 2005.

Coleção Folha Mestre da Música Clássica, 25 volumes, em 2014.  Pouquíssima diferença entre elas.

Coleção Folha Grandes Óperas, 25 volumes.

Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura, 20 volumes. Leitura parcial em todos os volumes, exceto o volume 1, referente a Van Gogh (tenho mais dois livros a respeito, mas pertencentes as outras coleções). 

Coleção Folha Livros que Mudaram o Mundo, 20 volumes. Parcialmente lido, são leituras filosóficas e necessitam de uma releitura: O Capital de Marx ou Discursos que Mudaram o Mundo. A grande piada, se é possível dizer ‘grande piada’ é a carta renuncia de Jânio Quadros como discurso. Último volume dedicado aos discursos, que não mudaram o mundo, mas provocaram uma grande confusão na mente de muita gente. O discurso ‘I have a dream’ de Martin Luther King é o mais belo dos 31 constantes deste. 

Coleção Folha 50 anos de Bossa Nova. 

Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira. Aula básica a respeito dos compositores e seus intérpretes.  

Coleção Folha Grandes Vozes, 20 volumes, 2012.

Biblioteca da Folha, Literatura Universal, 30 volumes. Começa com Lolita; desta somente consegui ler, por completo, A Revolução dos Bichos, post em 27/05/2014. 

Coleção Folha Grandes Escritores Brasileiros, 20 volumes, 2008,  Para Viver um Grande amor, Vinicius de Moraes, post em 05/08/2014; Vestido de Noiva, Nelson Rodrigues. post em 03/11/2013.

Coleção Folha Literatura Ibero-Americana, 20 volumes, 2012.  Sonetos do Amor Obscuro e Divã do Tamarit, Federico Garcia Lorca, edição bilíngüe, post em 22/03/2014.

O texto da última capa destes livros (quando não é música) tem um teor, um tanto, idiota! Para quem se destina? – O leitor comum ou aquele que já conhece autor e sua obra. Livros objetos vão ao leitor-objeto, pega o livro, lê e não entende, tirou o plástico e pronto, vai para a estante... 

Cinemateca Veja, 50 volumes,  2008.

Coleção Folha Cine Europeu, 25 volumes, 2011.

Coleção Folha Grandes Astros do Cinema, 25 volume, 2014.

Coleção Folha Clássicos do Cinema, 2009.

Coleção Folha Charles Chaplin, 20 volumes, 2012. Pergunta, nestas coleções com alvo 'Cinema', alguém conseguiu ler o texto completo de cada volume, sem ter que ficar pulando as falas de outras pessoas? A diagramação dos volumes é caótica, não há uma coerência lógica das informações. 


Bem, minha intenção era prosseguir no elencar mais "Coleções" discorrendo sobre cada tipo e, conceituação. Pretendo, então, dizendo que formamos várias coleções de maneira inconsciente, a partir do momento do conhecimento de uma obra, levando-nos a buscar as demais de determinado autor.
Dois exemplos simples: - No idioma português (as traduções) os livros de Dan Brown não chamaram minha atenção, mas a partir do momento que iniciei a leitura de "O Código de Da Vinci" no idioma espanhol, fiquei tentada a ler todos os demais e já estão postados por aqui, agora só falta Inferno.
Outro autor é Carlos Ruiz Zafón, descoberto por acaso, em "A Sombra do Vento", que não consegui conclui a leitura em português, mas no original, o mundo maravilhoso do mistério e descobrir que há escritores, na atualidade, com a mesma característica de Victor Hugo, Cervantes, Alexandre Dumas e Agatha Christie. Fora outros autores de tendência mais comercial.