17 de agosto de 2014

Alma Cabocla

Alma Cabocla
Paulo Setúbal (1893-1937). São Paulo. Saraiva. 1964. 180 páginas. (Obras de Paulo Setúbal, v. 7).

Sinopse / Ponderação:
Fui pegar na Biblioteca do local onde trabalho Alma Cabocla de Paulo Setúbal, visando verificar as suas poesias na tentativa de encontrar um poema ou verso a serem aproveitados no blog Viento y Palabras.  Após rubricar na ficha de controle de saída do livro/biblioteca depare-me surpresa, a maioria das rubricas, ali, eram minhas. Conclusão: Havia esquecido de tê-lo lido várias vezes. Gosto de poesia, mas não as decoro como as pessoas fazem.
O estilo do poeta e de Alma Cabocla é da estética parnasiana e retrata a vida dos camponeses e caboclos do interior do Estado de São Paulo. Ainda nos dias atuais, continua um poeta regional. Esse livro foi publicado, originalmente, em 1920.



11 de agosto de 2014

O Fugitivo

O Fugitivo
J.M.Dillard. Trad. A.B.Pinheiros de Lemos. São Paulo. Klick. 1998. 1901 páginas.

Sinopse:
Richard Kimble é um médico. Julgado e condenado pelo assassinato da esposa, torna-se um fugitivo. Em sua captura está o delegado federal Samuel Gerard, um policial que não dá a mínima quando um condenado se diz inocente. Ele tem uma missão a cumprir: trazer Kimble de volta à prisão, vivo ou morto. Cada vez mais acuado, o Dr. Kimble avança naquele caminho sem volta, farejando a única prova capaz de inocentá-lo: o homem de um braço só, o verdadeiro assassino que ninguém acredita existir.

Ponderação:
O livro é bom, seu personagem principal é Richard Kimble, que no cinema  foi interpretado por Harrison Ford ou da série famosa dos anos 1960, quando ele sempre fugia no final de cada episódio. Realmente, ele foi vitima da inveja. 



Dona Flor e Seus Dois Maridos

Dona Flor e Seus Dois Maridos
Coleção de 13 volumes, Capa Branca (hoje envelhecida)
o título da Obra só na lombada
Dona Flor e Seus Dois Maridos
Jorge Amado (1912-2001). Rio de Janeiro. Record. 1978. 397 páginas.

Sinopse:
Num domingo de Carnaval, Vadinho parou de sambar e caiu duro. Uma vida de boemia chegava ao fim: cachaça, jogatina e noites de esbórnia arruinaram o jovem malandro. Dona Flor acorreu em prantos ao corpo do marido, fantasiado de baiana. Em sete anos de casamento, sofrera com as safadezas de Vadinho, mas o amava.
Viúva, Florípedes Guimarães concentra-se nas aulas de cozinha na escola Sabor e Arte. Um ano depois da morte de Vadinho, porém, o desejo do corpo lhe incendeia o recato da alma.
O farmacêutico Teodoro Madureira surge como pretendente. Do namoro e de um noivado pudico, eles passam ao casamento. Cerimonioso e equilibrado, o segundo marido é o oposto do primeiro. Dr. Teodoro vive para a farmácia e para os ensaios de fagote. Flor é feliz com ele, mas sente um vazio que não sabe definir.
Certa noite, depois de um ano de casada, dona Flor toma um susto: Vadinho está nu, deitado na cama, rindo e acenando para ela. O fantasma do malandro passa a viver com o casal.
No melhor estilo de crônica de costumes, Dona Flor e seus dois maridos descreve a vida noturna de Salvador, seus cassinos e cabarés, a culinária baiana, os ritos do candomblé e o convívio entre políticos, doutores, poetas, prostitutas e malandros.
Uma das mais conhecidas personagens femininas do autor, dona Flor encarna contradições bem brasileiras. Dividida entre o fiel e comedido Teodoro e o extravagante e voluptuoso Vadinho, ela decide viver o melhor de dois mundos.
A narrativa faz um retrato inventivo e bem-humorado das ambiguidades que marcam o Brasil, país dividido entre o compromisso e o prazer, a alegria e a seriedade, o trabalho e a malandragem.

Ponderação:
Não lembro se assisti o filme primeiro ou li o romance. A ordem não importa, a cultura brasileira, principalmente a baiana está tão impregnada na obra, que pensamos ser real os acontecimentos fictícios da obra. Ri bastante com as traquinagens de Vadinho e Flor.



Antes que me esqueçam

Antes que me esqueçam
Daniel Filho. Rio de Janeiro. Guanabara. 1988. 252 páginas.

Sinopse:
Os primórdios da televisão brasileira recheados das investigações arqueológicas e as fofocas de bastidores da TV Globo.

Ponderação:
Há quem não gosta de ler biografia e/ou autobiografia. Eu aprecio e muito. Neste livro, o Autor descreve sua vida e seus amores, mas é a sua parte profissional que nos interessa bastante, como ator ou diretor da escola hollywoodiana das novelas da Globo e da novelista Janete Clair. O livro é valioso pela história de nossa evolução tecnológica em nossa maior indústria de entretenimento popular.



9 de agosto de 2014

Hook

Hook: A Volta do Capitão Gancho
Terry Brooks. São Paulo. Círculo do Livro. 1991.

Sinopse:
Peter Pan cresceu. Ele agora é um yuppie, o advogado Peter Banning, que numa viagem a Londres, em visita a idosa Wendy, vê ressurgir o passado. Livro que transita pelo mundo adulto e infantil.

Ponderação:
Não sei dizer se gostei ou não. A sensação que ficou foi que a perda da imaginação, aquela que nos move pela vida, ser esquecida e continuamente represada e estagnada do mundo adulto. Só, quando essa imaginação volta a ser livre, a vida passa a ter sentido e progrede harmoniosamente.



5 de agosto de 2014

Para Viver um Grande Amor

Para Viver um Grande Amor
Vinicius de Moraes (1913-1980). Rio de Janeiro. Mediafashion. 2008. 208 páginas. {Coleção Folha Grandes Escritores Brasileiros, vol. 9}

Sinopse:
"Esta coletânea de crônicas, se bem que mesclada a poemas de fato e de circunstância, é o primeiro livro de prosa do A.* Tendo exercido o mister de cronista em várias épocas, nos últimos vinte anos, resolveu ele selecionar algumas delas, a instâncias, também, de seus Editores, e vir a público. Há, para o leitor que se der ao trabalho de percorrê-las em sua integridade, uma unidade evidente que as enfeixa: a de um grande amor. Foram elas publicadas em jornais e revistas vários, de alguns dos quais o A. perdeu o rastro. A maioria, no entanto, saiu em Última hora, no período que vai de 1959 a nossos dias. Os poemas, muitos dos quais escritos nesse mesmo interregno, visam a amenizar um pouco a prosa: dar-lhe, quem sabe, um "balanço" novo. E situam-se, quase todos, nessa fase do A. que vai de seus últimos dias de Paris, em 1957, onde foi escrito, em julho, "O amor dos homens", até o fim do seu estágio em Montevidéu, em 1960. Dentro, portanto, da experiência do grande amor. Copiar e ordenar mais de mil crônicas, do que resultou esta seleção, foi obra de D. Yvonne Barbare, secretária do A., cuja competência e dedicação não pode ele deixar de louvar aqui". [* A. = Autor]

Ponderação:
Ah! Mas é uma pena não poder dizer, de boca cheia e cara a cara que o 'poeta' R.B. é um mero lucubrador de versos, perto de Vinicius de Moraes, Olavo Bilac, Guilherme de Almeida, R.B. é sem rimas e apático.
Sempre  que leio livros  de contos e poesias, não é na íntegra, imediata, da primeira a última página. Em se tratando de Vinicius de Moraes, o ler torna-se música e declamação. Mas, esse, resolvi colocar na ordem do dia, lendo no percurso ao trabalho e voltando à casa; as palavras tomam outro sentido, suas histórias parecem sair  da boca do autor sentado numa poltrona, próximo a uma lareira numa tarde de inverno à um grupo de jovens ávidos por conhecer sua história de vida e como fazer poesia.
Profeta Urbano que texto atualíssimo! Em Morte de Um Pássaro, lembrando García Lorca, visão política que ainda persiste, quando da destruição da poesia. Os Elementos do Estilo é uma aula de redação. O texto Para Viver um Grande Amor que empresta ao título do livro, é uma verdadeira aula de relacionamento sério como dizer por aí, na atualidade, os jovens que acreditam que amam. Não! A felicidade no amor é una, única e eterna, constituindo a universalidade de homens e mulheres.
Na  construção poética-contista centrada na primeira pessoa ultrapassa os anseios do homem Vinicius. Suas interpretações do cotidiano, limitado entre 1913 a 1980, seus interesses profissionais, o mundo das artes, a efervescência cultural, ditando palavrão musicalizado, alguns prognósticos históricos futuros - hoje! E temos uma história em poesia. Ah! se todos os poetas fossem iguais a ti, Vinicius de Moraes...



3 de agosto de 2014

Amor nas Entrelinhas

Amor nas Entrelinhas
Love Letters. Katie Fforde. Trad. Marilene Tombini. Rio de Janeiro. Record. 2014. 399 páginas.

Sinopse:
Prestes a ficar desempre-gada, Laura Horsley acha que o convite para ajudar na organização de um festival literário veio bem a calhar. Mas quando recebe a missão de convencer o famoso escritor Dermot Flynn a comparecer ao evento, ela é dominada pelo pânico. Dermot é temperamental, nunca sai de casa e enfrenta um bloqueio criativo. É também o escritor favorito de Laura, além de extremamente atraente e dono de uma longa lista de conquistas amorosas. Por isso, não é de surpreender quando ele diz que só vai participar do festival se ela concordar com uma única condição, que pode colocar em risco não só o sucesso do evento, mas também o coração de Laura.

Ponderação:
Amei a capa! Comprei por essa razão, não sendo a primeira vez que faço isso, pela capa e não pelo conteúdo. São 400 páginas de emoção e humor. Embora, possuo 40% de afinidade com Laura Horsley. - Uma boa história.
Deliciosamente divertida, tive que contém minhas risadas (lendo madrugada a dentro). Mas enquanto a leitura era desenvolvida, lembrei-me de obras, não literárias, envolvendo escritores e fãs. Não sei qual seria minha reação a defrontar-me com Carlos Ruiz Zafón? Talvez agiria como Marta ou Stephanie ou Kathleen? Ah! Nada disso, sou uma profissional da comunicação, terei que comportar-me como manda o protocolo.
Essas três personagens fazem parte de dois filmes e uma peça teatral: - Um homem inesperado conta a história de Paul Brodsky, escritor e Marta, sua fã número 1, em um trem, frente a frente. No Brasil, escritor e fã foram Paulo Goulart e Nicete Bruno.
Na verdade, Laura possui traços de Marta pela admiração cega ao escritor. A Stephanie* na atuação da Oficina Literária e a Kathleen** pelo conhecimento e entendimento do mundo literário. Mesmo quando sua harmoniosa vida vira de cabeça para baixo, jogando-a no mundo real realíssimo. Laura é um encanto de mulher.
Dermot Flynn é o tipo grosseiro e mulherengo de plantão, encanta as mulheres como Paul Brodsky e Owen Waterbury*. Porém estabelece uma nova maneira de se comportar ao conhecer Laura.
Não deixando de lado, o romance mostrar-nos o lado sombrio das que é feito na publicação de novos escritores. Eleonora está bem próxima da tirania de Joe Fox**.
Duas cenas hilárias merecedoras de destaque: a reunião do grupo de leitura de Jocasta e o livro Os salgueiros e Dermot na casa dos pais de Laura.



* Minha Querida Secretária (My Dear Secretary): - Owen Watrbury (Kirk Douglas), escritor; Stephanie Gaylord (Laraine Day), escritora aspirante.
** Mensagem para você: - Kathleen Kelly (Meg Ryan), dona da livraria; Joe Fox (Tom Hanks), empresário e dono da Mega livraria, que destrói as pequenas.