19 de junho de 2014

Um Olhar Diferenciado

Um Olhar Diferenciado com proposta interdisciplinar: Dirigido aos pesquisadores da educação
Ivete Maria Rocha Ferreira. São Paulo. Joim. 2006. 103 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Ops! Quero dizer algo, esse livro é um daqueles em que foi feita a leitura antes de sua publicação oficial. Edição pequena. E, até hoje, não entendi o prefácio, pareceu-me sem conexão com o conteúdo exposto no tema central.
O conteúdo deste livro não é novidade na revolução cultural, na educação e na comunicação. há alternância na linha de raciocínio, usando palavras chave dentro da 'linguística', escrevendo sobre técnicas de treinamento ou técnicas de ensino, tecendo comentários sobre alguns fundamentos sobre ideias e artigos sólidos, agindo estudiosos, grandes mestres na arte de ensinar, cada um com sua técnica e seu brilhantismo, na profissão, mais antiga na arte de transmitir conhecimento e a mais bela, na carreira de qualquer pessoa, ouvir as primeiras letras ou palavras, pronunciadas por um ex-analfabeto, não importando a sua idade, se é criança, adolescente ou adulto.
Depois, não sei qual foi a reação das leitoras e dos leitores, do trabalho da autora e do meu trabalho  na Coordenação Editorial.



Sorte ou azar?

Sorte ou azar?
Jinx. Meg Cabot. Trad. Ivanir Alves Calado. Rio de Janeiro. Galera. 2008. 285 páginas.

Sinopse:
A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá — e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro... Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá.

Ponderação:
Meg Cabot quer evidenciar que a história se repete? OU está fazendo sátira dos romances ditos "espiritualistas"? Sempre dou boas risadas com a maneira de escrever e narrar os fatos da autora. Vale lembrar o trabalho tradutório que facilita a trajetória da leitura.



Com licença, eu vou à luta

Com Licença, Eu vou a luta
Eliane Maciel. São Paulo. Círculo do Livro. 1983. 260 páginas.

Sinopse:
Em Nilópolis Eliane, uma jovem de 15 anos que é filha de um casal de classe média baixa, se apaixona por Otávio, um desquitado com 33 anos. Ao saberem do namoro Eunice e Mílton, os pais de Eliane, a proíbem de ver Otávio. Porém Eliane continua o namoro e fica grávida. Seus pais descobrem a situação, tendo início pressões psicológicas acrescidas de prisão domiciliar imposta pela família, que tinha levado o caso à justiça e o juiz ordenara que Eliane e Otávio podiam regularmente se ver até que a situação deles se legalizasse. Além disto uma agressão do pai a faz abortar. Eliane procura ajuda legal e descobre que sem a presença dos pais não pode reclamar por seus direitos. Desta maneira o casal decide fugir, pois esta é a única saída que resta.

Ponderação:
Li esse livro após ter assistido ao filme e a entrevista da autora, quando do lançamento do livro. Bem, o texto parece ser de amador, mas em primeira hipótese é, pois deixa claro uma denuncia para a sociedade, quando os parâmetros dos bons costumes são quebrados. Até hoje, pais da classe média sentem-se envergonhados quando sua filha de quinze anos namora um homem bem mais velho e divorciado (desquitado, então). Esse é o fio da meada do livro, tem momentos confusos, pois a autora escreve com emoção. E denuncia os padrões de ajuda legal (da época) para seguir sua liberdade de escolha. Ao fugir de casa, com o homem amado, nunca mais olhou para trás. Esse homem deu a ela o que não tinha dentro de casa, compreensão, afeto e liberdade de opinião. Também foi um alerta ao preconceito de opiniões e padrões vigentes.



15 de junho de 2014

Fernão Capelo Gaivota

Busquei a imagem da capa na Internet,
mas não é aquela lida por mim há anos...


Fernão Capelo Gaivota
Richard Bach. Trad. Antonio Ramos Rosa e Madalena Rosalez. São Paulo. Nórdica. 152 páginas.

Sinopse:
Para as pessoas que inventam suas próprias leis quando sabem ter razão; para quem tem um prazer especial em fazer as coisas bem feitas, nem que seja só para elas; para as que sabem que a vida é algo mais do que aquilo que os nossos olhos vêem.

Ponderação:
Tomei contato com Richard Bach, em 1982, justo com Fernão Capelo Gaivota, que li em dois dias, dentro do ônibus, no percurso de casa até a faculdade. Mas precisou do espaço temporal de 32 anos para a segunda leitura e compreender a filosofia do texto.
Gostaria de mencionar a tradução, a edição anterior fora outro tradutor, não tenho em mãos, foi-me emprestado. Seria um bom exercício de crítica e, quizás, o não entendimento anterior. Porém, as entrelinhas possam dizer mais - comparativamente.
- A repressão, sociedade impõe-se a regras, não permite o desenvolvimento individual de seus membros. - Hierarquia  - Ancião - Reunião do Conselho - Julgamento sumário. Torna-se um Pária, ousou pensar e desafiar a Lei do Bando (algo perto de "Admirável Mundo Novo"). E nada é mais do que o próprio pensamento. A liberdade está na fé (algo bem próximo das conversas de Jesus Cristo com seus discípulos, no Novo Testamento).
O voo está na certeza do livre pensar, acreditando na sua própria capacidade de aprender até tornar-se uma luz de ida e volta.



13 de junho de 2014

Você tem Sete Mensagens

Você tem Sete Mensagens
You Have Seven Messages. Stewart Lewis. Trad. Claudio Blanch. Belo Horizonte. Gutenberg. 2013. 251 páginas.

Sinopse:
Luna é uma adolescente que perdeu a mãe em um acidente há cerca de um ano, atropelada por um táxi nas ruas de Nova York. Ela, o pai e o irmão ainda estão vivendo a dor e tentando superar o luto. Quando Luna vai ao estúdio em que sua mãe trabalhava para recolher seus pertences, surpreende-se ao encontrar o celular dela com sete mensagens de voz não ouvidas.
A jovem começa a ouvir as mensagens uma a uma. Depois de escutar a primeira, fica intrigada e decide investigar. Com a ajuda de seu vizinho Oliver – por quem sempre nutriu uma paixão secreta –, vai ouvindo as outras mensagens e descobre segredos chocantes e fatos inesperados, reconstruindo, assim, um quebra-cabeça que revelará algo que ela nunca sonhou existir.
Seu coração, porém, experimenta um turbilhão de sentimentos. Pode a dor de uma perda tão importante conviver com o nascimento do primeiro amor? As descobertas sobre seu passado, que mudam o que ela sabia em relação a si mesma, devem ser um obstáculo para a intensa paixão que ela ousa sentir?

Ponderação:
Quatro noites e uma tarde! O Tempo da leitura. A sinopse foca no primeiro amor, mas a temática esta na perda e como enfrentar. Quando se tem 14 para 15 anos, torna-se difícil encarar as percas, mas as suportamos no momento que encontramos apoio emocional num pai, numa mãe. Sim, temos um alento e a vida segue em frente.
Luna esta há um ano sobrevivendo a perda de sua mãe. Uma morte envolta em mistérios. Ela resolve fazer uma faxina no studio que sua mãe usava, fechado desde então. Descobre o celular da mãe e outras coisas. Ao ouvir a primeira mensagem, Luna percebe algo estranho e vai a cada mensagem reconstruindo os últimos passos da mãe e descobrindo a fragilidade da relação existente entre seus pais. Um mundo imperfeito com heróis humanos e falíveis, mas solidários. A garota tenta afastar seu irmão dos problemas, talvez por ter vivido algum tempo com a avó, o menino assimilou melhor a perda, como bem mostra: - "A Borboleta Prateada" - porque quem partiu é e será sempre parte de nós numa ausência sempre presente.
O livro apresenta o lado obscuro, básico, do cinema, das modelos profissionais e das exposições disso ou daquilo. E, nem todo adolescente de classe média alta é fútil e alienado.



12 de junho de 2014

Castro Alves

Castro Alves
Marisa Lajolo e Samira Campedelli.
São Paulo. Nova Cultural. 1988. 2ª ed. 159 páginas. [Literatura Comentada]


Poesias de Castro Alves
Rio de Janeiro. Editora Conduta. 1972. Três volumes com 135 páginas cada. 



Oh! Bendito o que semeia 
Livros... livros à mão cheia... 
E manda o povo pensar! 
O livro caindo n'alma 
É germe — que faz a palma, 
É chuva — que faz o mar.

Ponderação:
Sempre gostei de poesia, mas nunca decorei nenhuma. Meus poetas preferidos são: Castro Alves, Olavo Bilac, Vinicius de Moraes, Guilherme de Almeida, Paulo Bonfim e outros menos conhecidos. Em 1998, realizei um trabalho como complemento do término do curso de Letras – Espanhol-Português com o poema de Castro Alves intitulado “O Livro e a América”, não saiu exatamente como planejei, mas foi aprovado pela mestra de então. Nas últimas semanas, lembrei-me do trabalho e do poema como também da história de vida de Castro Alves. Aí, me dei conta de como o poeta foi um contestador e nunca precisou usar de greve e depredação para conseguir o desejado, infelizmente não viveu para ver suas palavras de ordem serem usadas na forma da lei, dando liberdade àqueles oprimidos e desfavorecidos que trazidos a força, conquistaram a nossa terra. Só com o uso correto do livro e suas palavras, teremos progresso e harmonia.



7 de junho de 2014

O Amigo Fiel

O Amigo Fiel: Verdades simples de um cãozinho sabido
Dogmas Simple Truths from a Wise Pet. Bill Zirmmerman. Trad. Alípio Correia de Franca Neto. São Paulo. Pensamento. 1999. 95 páginas.

Sinopse:
Deleite-se com as experiências que a vida tem a oferecer seguindo alguns conselhos de nossos amigos caninos. Repleto de desenhos divertidos e de mensagens revigorantes, este livro se concentra nos prazeres simples da vida - do ponto de vista canino. Ache tempo para brincar mais, questione os fatos e olhe bem à sua volta para descobrir as coisas boas da vida.

Ponderação:
Já mencionei, aqui, em um dos seis livros sobre histórias caninas, que sempre há um dono disposto a narrar as peripécias dos pets. Pois bem, esse o autor homenageou o cão adotado por sua filha. É divertido, com o bom trabalho de Tom Bloom como ilustrador. Na verdade, usa momento do cotidiano colocando-se na 'possível' maneira de um cão pensar. Acredito que um cachorro pense, mas não como nós, os humanos.