23 de maio de 2014

Amigo: somos muitos, mesmo sendo dois

Amigo: somos muitos, mesmo sendo dois
Fábio de Melo. São Paulo. Gente. 2007. 14ª ed. 96 páginas.

Sinopse:
A vida fica muito mais bonita quando partilhada.Tanto as alegrias quanto as tristezas são realidades que não foram feitas para serem vividas na solidão.É na partilha do que é triste que nos preparamos para a superação,e é na partilha da alegria que nos tornamos capazes de prolongá-la no tempo.
Nós sempre precisamos de amigos;gente que seja capaz de nos indicar direções,despertar o que temos de melhor e ajudar a retirar os excessos que nos tornam pesados.
É bom ter amigos.Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos.

Ponderação:
O trabalho fotográfico de Juliana Andrade traz leveza ao texto filosófico do autor. A diagramação lembra aquelas colagens de adolescentes nos eternos cadernos de recordações. Fábio de Melo segue a mesma linha de evangelização de Marcelo Rossi, mas focando pela arte. Está fazendo um bom papel em levar a palavra de Deus aos quatro cantos do país.



20 de maio de 2014

El Símbolo Perdido

El Símbolo Perdido
The Lost Symbol. Dan Brown. Trad. Claudia Conde, Mari José Diez y Aleix Montoto. Barcelona. Planeta. 2009. 617 páginas.

Sinopse:
¿Existe un secreto tan poderoso que, de salir a la luz, sea capaz de cambiar el mundo? El experto en simbología Robert Langdon es convocado inesperadamente por Peter Solomon, masón, filántropo y su antiguo mentor, para dar una conferencia en el Capitolio. Pero el secuestro de Peter y el hallazgo de una mano tatuada con cinco enigmáticos símbolos cambian drásticamente el curso de los acontecimientos. Atrapado entre las exigencias de una mente perturbada y la investigación oficial, Langdon se ve inmerso en un mundo clandestino de secretos masónicos, historia oculta y escenarios nunca antes vistos, que parecen arrastrarlo hacia una sencilla pero inconcebible verdad.

Ponderação:
Enquanto leitor(a) o que se busca em uma leitura? – Claro! Distração. Conhecimento. Pode um livro despertar curiosidade? Resposta positiva. Sim! Bom, encontrei os três itens neste quarto romance de Dan Brown. Diga-se, lidos no idioma espanhol. Por incrível que pareça a questão da quebra de segurança, ele vem demonstrando em seus livros, a facilidade, de fato, na burla dos mais altos mecanismos de seguridade, provando que quando se quer fazer maldade, todo sistema acaba por tornar-se falho. Bem, por uma ótica diferenciada, estou em processo de análise, também do autor. Resgatando uma informação contida em um livro lido e já mencionado, aqui, no blog.
La Fortaleza Digital e La Conspiración, onde Robert Langdon não aparece, o grau da quebra de segurança é interna (dentro do organismo). El Código da Vinci, Ángeles y Demonios e El Símbolo Perdido a quebra de segurança é externa com indícios mórbidos.
Consequentemente há uma expressão que diz: - “O peixe morre pela boca.” Ou “Habla por los codos.”, pode ser facilmente empregados na pirâmide do saber, isto é, exibicionismo, daí a quebra na estrutura de segurança.
A terceira aventura de Robert Langdon que continua sendo ingênuo ao lidar com pessoas interessadas em destruição e não curou sua claustrofobia.
Capítulo 9 – Faz alusão a Inferno de Dante. Breve comentário sobre o efeito da história de El Código da Vinci. Faz referência a data de 21/12/2012.
“El conocimiento es una herramienta, y como todas las herramientas su impacto esta en manos del usuário.” Diga-se o escândalo de Julian Assange com o seu Wikileaks. Quem utilizou a ideia primeiro: ficção ou realidade?
Capítulo 47 – Apresenta uma descrição do melhor que há em matéria de caça entre gato e rato. Haja adrenalina, com pontuação favorável a Katherine Solomon, em primeiro momento.
Capítulo 77 – A questão ‘Leitura’ de determinado tema sem um acompanhamento adequado, poderá transformar o leitor em um fanático ou um assassino em potencial, resultando ter encontrado algo perto da perfeição, assim faz: Zachary Solomon transfigurado em: Mal’akh – Recluso 37 – Andros Dareios – Christopher Abaddon – o iniciado, promotor de que as aparências enganam e promovem a quebra e queda da alta segurança. Vingança contra os seus.
Capítulo 107 – Adrenalina pura! Misto da questão científica de ‘Admirável Mundo Novo’ com ritual de eutanásia científica e de magia negra evoluída.
Capítulos 111 e 112 – Ok! Esses capítulos fizeram-me lembrar ‘O Admirável Mundo Novo’. E de tudo que já li a respeito de torturas e inquisição. Alguém duvidará?
Capítulos 130 e 131 – Discorre sobre ‘a palavra perdida’ – chave do romance. A base está na Bíblia.
Robert Langdon e Yo encontramos o real poder de ‘El Símbolo Perdido’.

A Título de Curiosidade:
Constantino Brumidi (Roma, 26 de julio de 1805 - Washington D.C. 19 de febrero de 1880) fue un pintor ítalo-estadounidense, conocido por sus murales en interiores, especialmente por la cúpula del edificio del Capitolio de los Estados Unidos en Washington D.C..

Ciência Noética - Noética (do grego nous: mente) é uma disciplina que estdua fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida a partir do ponto de vista da ciência. Como conceito filosófico, em linhas gerais define a dimensão espiritual do homem.




19 de maio de 2014

Dicionário de Propaganda e Jornalismo

Dicionário de Propaganda e Jornalismo
Mário Erbolato (1919). Campinas. Papirus. 1985. 344 páginas.

Sinopse:
O grande incremento da comunicação de massa é experimentado ao se fomentar o desenvolvimento da informação, com o consequente avanço tecnológico dos novos recursos de comunicação. Esta expansão aumenta o público, as fontes e os recursos de informação e entretenimento.
O jornalismo e a propaganda são dois dos mais importantes setores da comunicação social que capitalizam o interesse de uma vasta e heterogênea audiência, exigindo uma obra que facilite penetrar nos meandros do linguajar técnico-profissional empregado nessas áreas. 
Apresenta Legislação, Termos técnicos e definições de cargo e funções, abrangendo as atividades das agências de Propaganda e Jornalismo Impresso, Radiofônico e de Televisão.

Ponderação:
Estava em dúvida! Parece-me estranho encontrar jovens jornalistas e estudantes que desconhecem alguns autores de livros sobre a profissão de Jornalista. Confesso que preocupou-me essa questão. Quando iniciei esse blog, decidi ao mencionar o autor ou autores, colocar a informação fechada de vida ou não, melhor explicando, como os livros lidos por mim são de edições anteriores, na sua maioria, ao ano de 2000, sendo muitos dos escritores já falecidos (1900-1999). Estou só mencionando o fato de o escritor já não está entre nós, mas sua obra permanece assim como as primeiras edições. Aqui, cabe uma informação, a sua busca na Rede 'Internet' configura algo que falho, pois não estou encontrando informações a respeito da pessoa Mário L. Erbolato além do que já tenho conhecimento. Dados não tão profissionais. Como ele nasceu em 1919, resta uma hipótese de não está contribuindo com o desenvolvimento da teoria da comunicação no setor de jornalismo, mas sua obra permanece.
O Dicionário possui alguns trechos desatualizados e àqueles 'Símbolos para revisão de provas' serão ainda utilizados com o advento do computador e da editoração eletrônica/computadorizada?



Um Amor de Cão

Um Amor de Cão / Um Amor de Gato
What Dogs Teach Us / What Cats Teach Us
Glenn Dromgoole. Trad. Diego Salermo Rodrigues. São Paulo. Publifolha. 2002. 112 páginas.

*Lições para quem leva a vida com alegria.*


Sinopse:
Fotos coloridas, trazendo capítulos sobre a convivência com os outros, a auto-estima, as atividades do cotidiano, o desenvolvimento pessoal e uma vida mais saudável. Frases e imagens se combinam e se complementam, transmitindo idéias ao leitor de forma impactante. Pode ser apreciado por aqueles que simpatizam com os animais e por leitores que procuram frases diárias de encorajamento.

Ponderação:
O que eles, cão ou gato, podem nos ensinar? Muita coisa. Primeiro: Amor. Segundo: Paciência. Terceiro: Amizade. E assim por diante. Ou simplesmente achar graça de cada fotografia.




16 de maio de 2014

Diário da Princesa

Diário da Princesa / A Princesa Apaixonada / A Princesa sob os Refletores / A Princesa à Espera / A Princesa de Rosa-Shocking / A Princesa em Treinamento / A Princesa na Balada
The Princess Diaries / Princess in Love / Princess in the Spotlight / Princess in Waiting / Princess in Pink / Princess in Training / Party Princess
Meg Cabot. Trads. Ruy Jugmann/Maria Cláudia de Oliveira/Celina Cavalcante Falck/Ana Ban. Rio de Janeiro. Record. 2004/2005/2006. 
Vol. 1 a 7. Número de páginas varia entre 230 a 300 por volume.

Sinopse:
Mia Thermopolis, uma garota nova-iorquina comum, descobre, de repente, ser a herdeira de um reino europeu. Ela, então, precisa aprender a agir como a verdadeira nobre que é e deseja continuar anônima. Mas sua avó, a velha princesa de Genovia, acha que ela tem muito a aprender antes de poder subir ao trono.
No segundo volume, novas aventuras da esperta e adorável Mia. Depois de tantas reviravoltas, Mia acredita que as coisas estão acalmando-se. Ela continua tendo aulas de bons costumes com a avó aristocrata, ou “sessões de torturas”, como diz, vê a avó vestindo seu bichinho de estimação com casacos de pele de chinchila e usando delineador permanente tatuado nos olhos. Até que, um dia, é informada que será a atração principal de um dos programas de entrevista mais populares dos Estados Unidos. Para completar, sua mãe está grávida de seu professor de álgebra e a própria Mia não consegue mais esconder sua paixão pelo irmão de sua melhor amiga, Michael.
A princesa Amélia Mignonette Grimaldi Thermopolis Renaldo, de Genovia, nas suas aventuras entre aulas de álgebra, lições de etiqueta e a fama repentina, é a vez de testemunharmos seus primeiros passos no universo da paixão.
Os congestionamentos de Manhattan, em Nova York, e as elaboradas desculpas para escapar de Kenny, seu namorado. Afinal, Mia, na verdade, está apaixonada por outro rapaz.
Mia, depois de finalmente ter conquistado o coração do rapaz por quem era apaixonada, Michael Moscovitz, precisa passar as férias na Genovia, a milhares de quilômetros de seu amado.
Ela precisa convencer o namorado Michael a vestir um smoking, comprar um belo buquê e alugar uma limusine para o evento.
Mia Thermopolis, princesa de Genovia, está pronta para mais um ano letivo. Ou quase. É que as coisas não andam muito bem. Durante as férias de verão, período em que assume suas atividades como integrante da realeza, Mia tem a brilhante idéia de mandar jogar na baía de Genovia, infestada por algas-assassinas, dez mil lesmas sul-americanas. Mas o que deveria ser uma boa idéia acabou se tornando um enorme problema, e agora Genovia corre o risco de ser expulsa da União Européia.
A trama é deliciosa e divertida, repleta de referências à cultura pop americana.

Ponderação:
Tá aí, acabei por me encantar com a autora, Meg Cabot. Seus livros são uma delícia! A série “Diário da Princesa” comecei a ler, mais precisamente, por causa da produção dos estúdios Disney, com Julie Andrews e Anne Hathaway. Apaixonei-me pela bela frase – ‘Você não pode se demitir de quem é.’Outro fato interessante, numa história seriada como essa, é a referência aos filmes produzidos, da adaptação feita dos dois primeiros volume da série, de forma sutil. Mas quem assistiu aos dois filmes, poderá ter uma visão mais abrangente, eles englobam os dez volumes.




10 de maio de 2014

O Príncipe

O Príncipe
Niccoló Machiavelli (Maquiavel) (1469-1527). Trad. Torrieri Guimarães. São Paulo. Hemus. 1977. 186 páginas.

"O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta."

Ponderação:
A frase acima, do próprio autor dispensa a sinopse. Faz 37 anos que li esse livro!. Leitura obrigatória, não lembro para qual matéria. Clássico do ensinamento, crítica, filosofia e sociologia do poder e da política. De lá para cá, já tentei fazer uma nova leitura, visto ter ouvido as mais diversas interpretações a quem fora dirigido esse texto de Maquiavel. Uma boa dose de nota de rodapé (nota de final de página) com mais de 600. Hoje, vejo, que O Príncipe deveria ser lido com o auxilio das biografias de cada personagem histórica citada. Quizá, tivéssemos uma outra interpretação da História.



O Inventário das coisas Ausentes

O Inventário das Coisas Ausentes
Carola Saavedra. São Paulo. Companhia da Letras. 2014. 122 páginas.

Sinopse:
Como começa o amor? À primeira vista, num encontro casual, depois de anos de convivência? Qual é a distância entre dizer “eu te amo” e amar alguém? O que resta quando o tempo passa, as pessoas mudam e o amor acaba? Nina tem vinte e três anos quando ela e o narrador se conhecem na faculdade. Os dois têm um envolvimento amoroso, mas certo dia ela desaparece sem deixar notícias. A partir da reconstrução ficcional dos diários deixados por Nina, o narrador conta a história de seus antepassados e assim vai delineando seus contornos, numa tentativa de recriar a mulher amada. Mas como falar do outro sem falar de si? E como falar de si quando a sua própria vida é marcada pelo abandono, pelo impalpável? Essas são algumas das questões que O Inventário das Coisas Ausentes lança ao leitor e à sua própria estrutura narrativa. Com uma abundância de tramas paralelas que por vezes se entrelaçam e por vezes seguem independentes, o mais recente romance de Carola Saavedra investiga o fazer literário, a memória, o amor e as marcas deixadas pela ausência do outro. 

Ponderação:
O texto a seguir é o resultado de um exercício feito para o Curso "Jornalismo Cultural". Como todo exercício tem seus pontos positivos e negativos. Neste caso, teve um pouco mais de pontos positivos. Como ponto negativo, esqueci de mencionar que a autora é premiada em categoria de jovem autor e Jabuti. Não gostei do enredo.


Inventariar o que não há

Prêmios não capacitam escritores a escreverem sempre seus futuros bons textos. Seriam mesmos, os prêmios merecidos? Estar ou ser o ‘queridinho’ da mídia a outra via de não capacitação? O prêmio mais valioso para um escritor é o reconhecimento, que sua obra seja lida. Afinal, o escritor escreve para matar a morte.
Matar a morte é a ação da personagem central, sem nome, persegue no enredo a sua história em O Inventário das Coisas Ausentes de Carola Saavedra (Companhia das Letras, 122 páginas, R$ 34,50). Esse Narrador poderá ser você, eu ou ele nas diversas dimensões da vida. Tentar resgatar através da memória e, através, de anotações dele próprio e de outros uma história não vivenciada. Tem uma fixação no amor por uma mulher, Nina, não pertencente ao seu presente, deixando dúvidas sobre sua presença em seu passado. Tudo converte em decepções, rancores, projetos irrealizados.
O Inventário das Coisas Ausentes possui duas narrativas, - convenhamos, esse tipo de proposta literária esta cansando -, duas histórias e suas histórias paralelas, que se entrelaçam sem apresentar conexão entre elas: Narrador/Mundo – Narrador/filho – Narrador/pai – Narrador/mulher-Nina.
Carola Saavedra (1973, chilena, radicada no Brasil desde os 3 anos) utilizou nesta sua obra o questionamento: o que é inventado e o que é autobiográfico num romance? Porém, há algo de autobiográfico - Chile. E há o inventado – um Chile que não viveu. O resultado final ter-se-á uma pálida sensação de assistir Bill Murray em Feitiço do Tempo (Groundhog Day), não tão engraçado, nas calçadas de Copacabana e Ipanema.