22 de fevereiro de 2014

O Retorno do Jovem Príncipe

O Retorno do Jovem Príncipe
The Return of the Young Prince. Alejandro Guillermo Roemmers. Trad. Paulo Afonso. Rio de Janeiro. Objetiva. 2011. 109 páginas.

Sinopse:
Como tantos que leram O Pequeno Príncipe, eu também captei a simplicidade de sua mensagem e compartilhei a tristeza de Saint-Exupéry quando o herói-criança, que alcançara as profundezas de meu coração, foi obrigado a retornar a seu asteroide. Muitas vezes perguntei a mim mesmo, o que aconteceria a essa criança tão especial se continuasse a viver entre nós. Como seria sua adolescência? Conseguiria preservar a inocência de seu coração?", indaga o poeta argentino A. G. Roemmers.Roemmers retoma no livro discussões éticas sobre a experiência humana e aborda temas ainda cruciais à humanidade, como guerras, crises econômicas, fome e consumismo. "Durante o percurso da viagem fictícia, o Jovem Príncipe pergunta se há muitos caminhos no planeta Terra e se não ocorre aos homens procurar no céu a orientação. Sempre há problemas e os caminhos para superá-los", afirma o autor, também influenciado pelo personagem em sua infância.

Bruno d'Agay, parente de Antoine de Saint-Éxupéry, disse: "Este livro nos faz lembrar tudo o que não convém esquecer: o amor, a fraternidade, a educação, a família, os valores que são os alicerces das sociedades civilizadas e humanas."

Ponderação:
No post anterior, mencionei que "O Pequeno Príncipe" esta se tornando ou já era uma obra Aberta. Pois bem, esse livro, aqui, pode ser uma interpretação do que teria ou seria daquele principezinho questionador do qual adoramos.



O Pequeno Príncipe

Montagem de imagens tiradas da Internet.
O Meu exemplar em Português está com a capa danificada.
O do exemplar em Espanhol é uma cópia xerográfica,
pois foi leitura obrigatória. 
O Pequeno Príncipe
Le Petit Prince. Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944). Trad. Dom Marcos Barbosa. Agir. 1974. 96 páginas.

Sinopse: 
Livro de criança? Com certeza! Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi. O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retorna os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino, a mulher-menina: - o ser humano-criança.

El Principito
Le Petit Prince. Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944). Trad. Bonifacio del Carril. Emecé. 1985. 93 páginas.

Sinopse:
El Principito  un relato considerado como un libro infantil por la forma en la que está escrito pero en el que en realidad se tratan temas profundos como el sentido de la vida, la soledad, la amistad, el amor y la pérdida.

Ponderação:
Ganhei quando completei 15 anos. A cada leitura descubro algo novo. Já perdi a quantidade de vezes que o li. Quando cursava Letras: Espanhol-Português, foi dado como leitura obrigatória. Hoje, tento aventurar no idioma Inglês, quem sabe? E, pelo andar da carruagem, O Pequeno Príncipe segue a mesma temática na interpretação que ocorre com O Príncipe de Maquiavel, visto sua publicação ter sido durante o conflito da Segunda Guerra Mundial. Uma Obra Aberta, interpreta-se como bem quiser.



21 de fevereiro de 2014

Diários de um Magro

Diário de um Magro
Mário Prata. São Paulo. Globo. 2000. 159 páginas.

Diário de um Magro 2
Mário Prata. Objetiva. 2004. 152 páginas.

Sinopse:
Um livro divertido e sensível, que conta a experiência de um magro que cai de pára-quedas num reduto de gordos e saí de lá com diversos bons amigos. Um texto irônico, descontraído e muito bem-humorado.

Spa vicia. Quem vai, quer mais – como afirma Mario Prata, um magro de carteirinha. Em Diário de um Magro 2 ele volta ao batente da malhação para saber o que mudou e o que não mudou num spa. O resultado não poderia ser mais divertido. Com seu texto ágil e aguçado senso de humor, Mario Prata constrói um saboroso repertório para nossas pequenas privações e reúne uma seleção impagável de histórias sobre gordinhos e gordinhas, de todos os estilos e centimetragem, que cometem as maiores loucuras pelo simples prazer de comer.
No spa todo mundo é igual. Não importa se o sujeito é político, artista ou funcionário público. É uma democracia calórica. Neste pequeno paraíso, o que importa é perder peso e ganhar outros quilos – de bem estar, alegria, juventude. Um lugar onde todo mundo ri o tempo todo. Não se sabe ainda se é sintoma de crise de abstinência, ou se é a descoberta que viver é muito bom – ainda que a comida seja pouca.
Tem gente capaz de subornar alguém em troca de um pedaço de pizza. Outros comercializam fotos proibidas por uma folha de rúcula, há quem invente missa só para comer hóstia. Não há limite para o desejo. Vale tudo para conseguir algo diferente para comer – seja uma jabuticaba, um chiclete, ou um punhado de orégano.
Magro assumido, de prestígio alto e peso baixíssimo, Mario já contabiliza 49 idas ao spa. Basta o estresse bater, que sai em busca de purificação. Especialista no assunto, ele radiografa o mundo em que gordinhos e gordinhas se encontram – e com todos se solidariza em histórias ternas e engraçadas.

Ponderação:
Gosto de ler, também, dentro do ônibus. Em São Paulo é uma boa maneira de você não ficar com 'stress'. Só quem já passou três horas dentro de um coletivo com o trânsito travado, sabe o que é 'stress'. Mas quando se ler uma obra de Mário Prata em público, fica-se um tanto constrangido, porque é impossível soltar o riso como manda o figurino.



Os Velhos Marinheiros

Os Velhos Marinheiros
Jorge Amado (1912-2001). São Paulo. Martins. 1972. 295 páginas.

Sinopse:
Capitão de Longo Curso
A morte e a morte de Quincas Berro D'água
Num belo dia de 1929, chega à estação de trem de Periperi — um pacato vilarejo de veraneio na periferia de Salvador — um personagem singular, vestindo túnica de oficial da marinha mercante: comandante Vasco Moscoso de Aragão, capitão- -de-longo-curso. Aos sessenta anos, ele se declara cansado de navegar mundo afora e diz que veio para ficar. Logo se torna figura de destaque na comunidade local, composta quase exclusivamente de aposentados, encantando a todos com seus relatos de aventuras românticas e exóticas. Ou a quase todos. Um grupo de cidadãos enciumados com o prestígio do recém-chegado questiona a veracidade das histórias e até mesmo sua condição de comandante. O fiscal aposentado Chico Pacheco, líder dos questionadores, empreende uma investigação implacável em Salvador e volta com a bombástica notícia de que Aragão é uma fraude: não passa de um velho boêmio, que torrou nos bordéis e cabarés o patrimônio do avô português, comerciante de secos e molhados. Seu título de capitão-de-longo-curso fora obtido por meio de corrupção e malandragem. Quem estará com a razão? O comandante ou seus detratores? O tira-teima definitivo se apresenta na forma de uma última missão para a qual o comandante é convocado: levar ao porto de chegada um navio cujo capitão morrera em alto-mar. 

Ponderação:
Não posso afirmar com a certeza de que estou certa na minha lembrança, mas tenho a nítida sensação de que eu o li para as aulas de Português-Leitura. Depois de O País do Carnaval, esse é um livro alegre do escritor baiano.




O Último Refúgio


O Último Refúgio
Twelve Across. Barbara Delinsky. Trad. Luís Fernando Martins Esteves. Best Seller. 1987. 224 páginas.

Sinopse:
Algumas vezes o amor nos encontra, mesmo nos mais remotos esconderijos. Garrick Rodenheiser teve de recomeçar sua vida do zero quando arruinou a carreira como ator de televisão. Após quatro anos de total reclusão em uma cabana, ele não conseguiu se livrar do passado, mas encontrou uma nova maneira de viver em paz. Até que em uma noite de muita chuva, os problemas voltam na forma de uma mulher ensopada da cabeça aos pés, ferida e necessitando de abrigo. Embora ela não fosse uma repórter, a palavra confiança não fazia parte do dicionário de Garrick. Leah Gates, uma criadora de palavras cruzadas, tem alguns vocábulos que definem seu relutante salvador: rabugento, teimoso...irresistível. Ela não sabe se foi a proximidade forçada entre os dois, as solidão ou apenas a mão do destino que os uniu de forma tão mágica. Leah sabe que se apaixonar é a parte fácil. Mas ter confiança é um desafio muito diferente.

Ponderação:
Na verdade, comprei esse livro pela capa. Ela nos da uma sensação de tranquilidade. O Fugir de tudo e de todos. O sossego. A amplitude máxima para recomeçar tudo. Do ponto zero. Quando queremos esquecer nossa infelicidade, nossa desastrosa vida profissional, sentimental, amorosa e tudo aquilo que contribuiu para aniquilar o nosso 'EU'. De repente e não mais que de repente, encontramos uma pedra humana rabugenta, teimosa e, talvez, irresistível que torna-se nossa tábua de salvação. Aí, vem a tal história! Como confiar? Mas, a razão vai dando espaço para a sensibilidade, desafiando e desafiando duas pessoas descrentes de tudo. A solidão para ambos foi, de certa forma, benéfica.



20 de fevereiro de 2014

São Bernardo

São Bernardo
Graciliano Ramos (1892-1953). Rio de Janeiro. Record. 197 páginas.

Sinopse:
As memórias de Paulo Honório, o seco e ambicioso dono da fazenda São Bernardo, são contadas sem rodeios ou floreios neste clássico de Graciliano Ramos.

Ponderação:
Mais um de leitura obrigatória. Ok! Não gostei. Naquela época, desconhecia o que era uma narrativa com teor psicológico. Houve uma adaptação ao cinema, também não gostei.



Vidas Secas

Vidas Secas
Graciliano Ramos (1892-1953). Rio de Janeiro. Record. 156 páginas.

Sinopse:
O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro. Apesar desse sentimento de transbordante solidariedade e compaixão com que a narrativa acompanha a miúda saga do vaqueiro Fabiano e sua gente, o autor contou: "Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão... os meus personagens são quase selvagens... pesquisa que os escritores regionalistas não fazem e nem mesmo podem fazer ...porque comumente não são familiares com o ambiente que descrevem...Fiz o livrinho sem paisagens, sem diálogos. E sem amor. A minha gente, quase muda, vive numa casa velha de fazenda. As pessoas adultas, preocupadas com o estômago, não tem tempo de abraçar-se. Até a cachorra [Baleia] é uma criatura decente, porque na vizinhança não existem galãs caninos". Vidas Secas é o livro em que Graciliano, visto como antipoético e anti-sonhador por excelência, consegue atingir, com o rigor do texto que tanto prezava, um estado maior de poesia.

Ponderação:
Como foi difícil ler. Leitura Obrigatória. Até hoje, odiei o capítulo referente a Baleia. Bem, anos mais tarde, na leitura de algumas análises literárias, encontrei algo interessante, que transcrevo: - O problema social tratado em Vidas Secas é extremamente brasileiro e de âmbito regional. A seca gera miséria e a miséria, a morte e a desolação. Neste sentido, é lícito pensar que não sobram alternativas para os retirantes a não ser as migrações contínuas de terra para terra, na mesma região, caracterizando a mudança; ou de região para região, transfigurando-se em fuga. Depois de ter lido essa análise, percebo que o romance foi uma denúncia da situação do \Nordeste, mas de 1938, quando foi publicado até esses dias de século XXI, nenhum político se atreveu a melhorar a vida daquela população. A seca no Nordeste continua e continuamos tendo os retirantes e muito mais.