30 de julho de 2023

Colheita de Ossos

Colheita de ossos
Pablo Zorzi. Bauru. Astral Cultural. 2023. 366  páginas. 

Sinopse:
Hugo Martins é policial há menos de um mês quando dois corpos que tiveram os corações arrancados são encontrados em uma propriedade rural de um pequeno município catarinense. Enquanto avança em sua primeira investigação, ele é transportado para dentro de um perigoso jogo de vida e morte, no qual precisará enfrentar um adversário cruel, que não mede esforços para acobertar seus rastros. Conforme pistas são descobertas, novos caminhos surgem, embora todos conduzam ao mesmo destino: lugar nenhum. Desafiando um especialista enquanto aprende a ser policial, Hugo encontra uma ajuda inesperada em um antigo diário deixado na sua porta por um velho misterioso.
O tabuleiro está montado. Mas como Hugo vencerá essa partida em que o adversário parece estar sempre uma jogada à frente?

Ponderação:
O processo de leitura foi rápido. Os quatros primeiros capítulos foram coerentes com a narrativa. No capítulo cinco há uma insinuação da possível autoria do crimes relatados no início. Já, no sexto, começa uma especulação dos possíveis culpados e excessos de crimes que, a primeira vista, não tem nada com nada. Até a doença, do Hugo, entrou e não convenceu. Ficou um abismo. O final revelou ser uma caça ao vento, não há conexão com a busca, provando que o crime não tem justiça aos culpados e os inocentes veem-se, totalmente, desprotegidos . Essa obra foi classificada como literatura policial e de mistério. Porém não há nada de mistério, talvez um toque de magia negra. Não chega aos pés de um Arthur Conan Doyle ou uma Agatha Christie. 



28 de junho de 2023

A Biblioteca Desaparecida

A Biblioteca Desaparecida. Histórias da Biblioteca de Alexandria
Luciano Canfora. Trad. Federico Carotti. São Paulo. Cia. das Letas. 1989. [Formato Digital.]

Sinopse:
Ptolomeu Filadelfo quer reunir todos os livros do mundo; o califa Omar pretende queimá-los todos, salvo o Corão. Entre esses dois sonhos, nasceu e foi destruída a monumental biblioteca de Alexandria, cidade que por mais de mil anos serviu de capital cultural do Ocidente. Para narrar a história dessa imensa coleção de livros, Luciano Canfora retoma uma antiga técnica dos bibliotecários de Ptolomeu: a montagem e a reescritura das fontes, fundidas numa prosa aparentemente romanceada, mas na realidade baseada, quase frase por frase, em textos antigos. A história da maior biblioteca do mundo se confunde assim com a história dos livros que acumulou e dos livros que a descreveram, como uma última crônica de um erudito bibliotecário de Alexandria.

Ponderação:
Acreditamos que a maioria dos bibliotecários do planeta possuem o sonho de andar pelos corredores da Biblioteca de Alexandria. A antiga e lendária como a atual. Também é de todo leitor apaixonado pelas letras. Portanto, temos uma obra de referência sobre bibliotecas no mundo antigo, apresentando um pouco de como funcionava a equação poder+mecenato+conhecimento. Por outro lado, lança luz aos maiores momentos do Egito que marcaram a existência da biblioteca. E, com, seus vastos acontecimentos históricos, seus conflitos. Finalizando, uma obra para estudos dos clássicos.



30 de maio de 2023

Escritores & Amantes

Escritores & Amantes
Writers & Lovers. Lily King. Trad. Laura Folgueira. São Paulo.  Tordesilhas. 2022. 301 páginas.

Sinopse:
Casey Peabody chega a Massachusetts surpreendida pela morte repentina da mãe e abalada por um caso de amor recente. Sua correspondência consiste em convites de casamento e avisos finais de cobrança. Ex- prodígio do golfe, ela agora serve mesas em um restaurante e aluga um quarto minúsculo e mofado ao lado de uma garagem, onde trabalha no romance que escreve há seis anos.
quando se apaixona por dois homens muito diferentes, seu mundo se parte ainda mais.

Ponderação:
Título um pouco indefinido, porque não foi possível descobrir a quem pode ser  o amante, se é real ou se é  um personagem. Ou o simples prazer de ter  um livro em mãos...
Porém, a narrativa iniciada de forma confusa, torna-se envolvente no tratamento de temas, atualmente, importantes, como luto, ansiedade, instabilidade financeira e emocional.



29 de abril de 2023

Uma centelha na escuridão

Escuridão
 Uma Centelha na Escuridão
 A Flicker in the Dark. Stacy Willingham. Trad. Fernanda Dias. São   Paulo. Planeta. 2022. 352 páginas.
 
 Sinopse:
Quando Chloe Davis tinha 12 anos, a cidadezinha em que ela morava  na Luisiana viveu um período de terror: -  seis adolescentes  desapareceram sem deixar vestígios. O que já era uma situação  traumática piorou ainda mais quando Chloe descobriu evidências que  apontavam que o monstro que todos procuravam estava mais perto que  ela pensava.

 Ponderação:
Narrativa com barriga, volta sempre ao mesmo ponto.
Chloe Davis representa um maléfico exemplo profissional e pessoal: - 1) automedicar com medicação controlada, usando nome de terceiro, quando deveria pedir ajuda a um colega profissional. - 2) ingerir bebida alcoólica após a medicação. Atitude irresponsável.
Aos doze anos, ela teve uma experiência emblemática: - teria denunciado o próprio pai à polícia. Diante da construção  dos fatos é falha em contraste das sombras interpretativas na forma de ver o mundo ao seu redor. As provas contra Richard Davis são tão infantis. Como condenar alguém sem os fatos concretos? Não houve apresentação do crime (corpos) referentes às vítimas, só alguns pertences.
Cooper e Daniel, até altura do capítulo trinta, agem de maneira contraditória: - Cooper na maneira de super proteger a irmã. - Daniel tem comportamento atípico para quem estar com o casamento marcado e que ama loucamente a noiva.
Depois do capítulo trinte e um, já está definido que nossa personagem principal sofre de alucinação, em virtude de não considerar o real da ação ilusória dos fatos. Nem sempre o que se vê é o que realmente o que se vê. Tornando, assim, um suspense que não emociona. Um suspense aprendiz.   
 


27 de março de 2023

Mama

Mama
Mama. Terry McMillan. Trad. Petê Rissatti. Porto Alegre. TAG. 2022. 288 páginas.

Sinopse:
Conheça Mildred Peacock: mãe durona, engraçada e combativa que vive numa pequena cidade do Michigan, nos Estados Unidos. Uma sobrevivente que vai se desdobrar para manter a família unida. Neste romance, comparado ao aclamado A cor púrpura, de Alice Walker, Terry McMillan narra a vida de uma mulher negra e seus cinco filhos com honestidade e potência dignas de uma obra-prima da literatura contemporânea.

Ponderação:
Uma história simples, escrita de forma linear, e que tem o objetivo de retratar a vida de uma família negra, mas sua universalidade de que poderia enfocar qualquer etnia em contexto de uma sociedade segregacionista.
Os malabarismos realizados por uma mãe para educar e sustentar cinco filhos num contexto de carências e vulnerabilidade. Mildred nos lembra da dona Armênia*, dona Xepa*, a mãe italiana dos filmes de Hollywood.
Uma mama - termo utilizado em diversas etnias - forjada na complexidade humana que, ao mesmo tempo em que nega a oferta de afeto, sustentando o estereótipo da mulher pobre e forte sem tempo para subjetividades, demonstra uma conexão singular com cada um dos filhos, de modo a enxergar e alimentar suas potencialidades. Uma mãe que, mesmo tendo na criação dos filhos a concretização de seu propósito de vida, não se furta a ouvir o corpo e dar vazão aos desejos. E que se rende ao vício, sucumbe ao surto mas sempre está disposta a encarar as mudanças que se fazem necessárias. Uma mãe que ama do único jeito que sabe e que caminhará até conseguir entender com mais propriedade a força e o alcance deste amor materno. Um caminho que leva ao amor e, também, a solidão.







* Dona Armênia: Personagem em duas novelas: Rainha da Sucata (1990) e Deus nos Acuda (1992).
* Dona Xepa: Personagem principal da telenovela de 1977. Todas produzidas pela Rede Globo de Televisão.



26 de fevereiro de 2023

Literatura versus Realidade

Literatura versus realidade

Desde 2019, o mundo está de cabeça para baixo ou já estaria antes e não havíamos percebido. Legalização do aborto, da eutanásia, favorecimento dos malefícios feitos por homens de reputação um pouco contraditória. Destruição da história tradicional. Liberdade individual em xeque mate??? O que pretendem os nossos líderes? Faz-nos lembrar da fabula do Rei Midas, ao que tocava virava ouro e ...

Descobrimos uma colega que está realizando um belo trabalho de jornalismo investigativo. Dela já lemos “La verdad de la Pandemia – Quién há sido y por qué” e “La Tercera Guerra Mundial ya está aqui”*. E em processo de leitura os outros três da autora. Não é uma leitura fácil, embora a narrativa é facilmente assimilada na escrita direta da jornalista.

Novamente, e, com mais detalhes, ela analisa Admirável mundo novo [Brave new world <> Mundo feliz] de Aldoux Huxley. Livro que lemos há mais de quarenta anos; lembramo-nos de ter feito um comentário, durante uma aula de espanhol, em 1998, quando da clonagem da ovelha “Dolly”: - “Quando o coração fala mais alto, a tecnologia vem abaixo.” Também faz uma analise comparativa com ‘1984’ de George Orwell e seus Quatros Ministérios, definidos na desinformação durante a Pandemia no decorrer de 2020, em continuação na campanha da vacinação. Liberdade individual?

Enquanto líamos "La Tercera Guerra Mundial ya está aqui", veio a nossa memória outros livros, onde um manipula e os demais viram escravos, pensando que são livres. Somos Livres após a Pandemia de Covid19? O Jornalismo se tornou igual: a mesma narrativa e imagem em todos os noticiários. Agressividade em alguns comentários feitos pelos âncoras. Não há mais possibilidade de averiguar as fontes! Elas saem do mesmo ponto.

O sentimento de estar no meio do fogo de atiraria é profundo, viver dentro da reserva humana e na pela de Montaq. Todos os livros e filmes de ficção científica foram uma premonição literária? Ou como diz Cristina: - "Processo de manipulação, no preparo para nossa vida futura?" O final de ‘Doador de Memórias'** tem semelhanças com diversos finais dos filmes de Chaplin, seria um aviso?

‘A liberdade é sempre consequência da verdade’. E qual verdade nos estão apresentando? A questão é: dará para por o pé no breque?

Afinal, lança-chamas não podem queimar a memória. Porém, pode-se destruir o elemento produtivo da memória: - as emoções!

Pergunta que não quer calar: - Será que as mentes por trás desse caos, pós Covid19, em algum momento, leram Admirável Mundo Novo e 1984? Estarão colocando em prática a arte imaginativa dos autores. Será a vida imitação da literatura ou a literatura a cópia fiel da vida real.








* Cristina Martín Jiménez. “La verdad de la Pandemia – Quién há sido y por qué” [há tradução ao português] <> post de 30/07/2022.
* Cristina Martín Jiménez “La Tercera Guerra Mundial ya está aqui”. Barcelona. Editorial Planeta. 2021. 490 páginas.
** Admirável Mundo Novo <> post de 04/11/2013.
** Doador de Memória <> post de 06/11/2014.


8 de janeiro de 2023

Aviso 24

 Querido leitor, querida leitora!


2022, foi mais um ano de desestabilização emocional no processo de leitura, pelo nosso envolvimento em obras de cunho político e, não nos motivou a realização de resenhas. O momento pelo qual estamos vivenciando não é propício nas abordagens do chamado 'politicamente' correto ou incorreto. Continuamos, assim, com várias obras, parcialmente, lidas. Totalizamos 23 livros lidos com 5.891 páginas. Não contabilizados os digitais...

Até...