30 de julho de 2022

La verdad de la Pandemia

La Verdad de la Pandemia - Quién ha sido y por que
Cristina Martín Jiménez. Barcelona. Editorial Planeta. 2020. 380 páginas.

Sinopse:
El 31 de diciembre de 2019 China informó a la Organización Mundial de la Salud (OMS) sobre la aparición de varios casos de neumonía de causa desconocida en Wuhan, ciudad de la provincia de Hubei. El 23 de enero se cerró Hubei. El 31 de enero la OMS decretó la emergencia sanitaria global. Después de que el máximo organismo a nivel mundial de la salud declarase la aparición de esta pandemia global y los periodistas, gobernantes y políticos --aunque no todos-- la aceptaran sin rechistar, las preguntas, angustiosas, se sucedieron sin respuesta: ¿Por qué tanta insistencia en parar el mundo, en confinarnos en casa? ¿Cuál era el origen real del virus? ¿Había contado China la verdad? ¿Fue un ataque de Estados Unidos? Para Cristina Martín, después de muchos años dedicada al estudio del mundo geo-político-económico, el contexto de la crisis del covid-19 estaba claro: era una guerra, y es que los sucesos geopolíticos no ocurren aislados, todos están interconectados entre sí, y, además, suceden en unas circunstancias concretas y con unos intereses económicos y de lobbys de poder muy precisos. En este inquietante libro, estos y otros misterios encontrarán una clara y contundente respuesta. En este inquietante libro, muchos misterios encontrarán una clara y contundente respuesta.

Ponderação:
Sempre consideramos a pratica de fazer 'política' um fator periférico. Sabemos de sua existência, jogueteando para saber quanto e  quando há de capacidade de real produtividade a serviço do bem estar da população.

Depois da leitura desse livro, estamos questionando o que é 'bem estar da população'?

Estamos questionando a idoneidade relativa de assegurar o valor da Declaração Universal dos Direitos Humanos?

Estamos questionando os cientistas em seus laboratórios de pesquisa em farmácia e os medicamentos?

Estaremos vivenciando àquelas ficções científicas escritas nas décadas de 1930 a 1950? "Admirável Mundo Novo" foi realmente invenção de Aldous Huxley? Será que  foi premonição literária?

Deixa dúvidas (junho de 2020) no quesito da vacinação ser obrigatória. Porém, em 2021, tornou-se obrigatória e houve uma espécie de guerra, pois as pessoas começaram a rebelar-se! Temos  liberdade ou não de fazer de nosso corpo o que desejamos?! Um poder invisível se instalou, continuando no corrente ano. 

O livro traz uma outra questão: - O que ocorre atrás do balcão, não é visível aos olhos do público.

¡Y! ¡Madre Santísima! Estamos assustados com os dados com relação a Bill Gates! Aquelas piadas surgidas no inicio da Pandemia, não eram só piadas de sarristas, eram alertas?

Ao iniciar a leitura do Capítulo 13, estamos nos sentindo vivendo dentro da reserva humana, em Admirável Mundo Novo e na pele de Montaq, em Fahreinheit  451. É  isso que nos espera o pós-covid19?


Pandemias: A humanidade em risco

Pandemias: A Humanidade em risco
Stefan Cunha Ujvari. São Paulo. Editora Contexto. 1ª ed. 3ª reimpressão. 210 páginas.

Sinopse:
Pandemia é uma epidemia de grandes proporções. Os cientistas temem que a humanidade seja vítima de uma pandemia capaz de matar dezenas e até centenas de milhões de pessoas no mundo todo. Para que isto aconteça basta que apareça uma doença que combine enorme capacidade de contaminação com poder para matar grande número de pacientes infectados. A grande concentração urbana que caracteriza a humanidade em nossa época (ao contrário do que aconteceu quando das grandes febres do começo do século XX) facilita a propagação. As viagens aéreas ganharam enorme incremento, fazendo com que vírus e bactérias atravessem oceanos com rapidez. Além disso, nossas cidades propiciam grandes aglomerações como jogos e shows para dezenas de milhares; dispomos de sistemas coletivos de transporte, como metrô, trens urbanos e ônibus, em que milhões se acotovelam e respiram o mesmo ar; de resto, mesmo situações de trabalho em fábricas e escritórios, além de escolas, fazem com que o potencial de transmissão por vírus ou bactérias seja explosivo. O livro de Stefan, homem de ciência reconhecido, médico infectologista e autor de A história da humanidade contada pelos vírus, até parece ficção científica, tão bem contado e assustador que é. Contudo, é terrivelmente real. Pandemias mostra o que pode acontecer conosco, num futuro muito próximo. 

Ponderação:
O Enigma de Andrômeda e Epidemia, filmes, de 1971 e 1995. Dois exemplos de ficção científica do cinema catástrofes, seriam só imaginação de Hollywood ou seria um alerta para a existência de um vírus ser letal aos humanos.

É, neste contexto, onde vimos o surgimento da epidemia da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa) de 2003, no sudeste asiático.

E os demais vírus que assustaram a humanidade no decorrer do século XX?!... Gripe do  frango ou gripe asiática; H5N1, em 1997; Gripe de Hong Kong, em 1968; Vírus influenza A (H1N1) ou gripe espanhola; Gripe suína; Vírus H3N2, a gripe anual no homem; Vírus H5N1, une os dois polos.

Miasmas à teoria do contágio.

Ingredientes da receita de transmissão do vírus:
  - aglomerados de animais (porcos e aves) 
  - aglomerados humanos e aves migratórias

O copyright desse obra é de 2011, o autor, em A Futura Pandemia, descreve em tom de previsão a realidade ocorrida pela Covid-19. Só que a narrativa não previu o fator político na engrenagem da solução de tratamento da Pandemia.

O autor explica o processo 'biológico' das bactérias e o mundo dos antibióticos. Há uma revolução neste mundo natural encontrados nos  seres humanos, ressurgindo doenças tidas como erradicadas. Estamos na era da superbactéria, onde os medicamentos custam a fazer efeito.

Ao finalizar a leitura, também,  fizemos uma viagem com escala na História, Geografia, Biologia, Sociologia e demais áreas do conhecimento.

Portanto, chegamos a um beco sem saída.



25 de junho de 2022

O Parque das irmãs magníficas

O Parque das irmãs magníficas
Las malas. Camila Sosa Villada. Trad. Joca Reiners Terron. São Paulo. Planta. 2ª ed. 2021. 208 páginas.

Sinopse:
Quando chegou à cidade de Córdoba para estudar na universidade, a autora argentina Camila Sosa Villada decidiu ir ao Parque Sarmiento durante a noite. Estava morta de medo, pensando que poderia se concretizar a qualquer momento o brutal veredito que havia escutado de seu pai: “Um dia vão bater nessa porta para me avisar que te encontraram morta, jogada numa vala”. Para ele, esse era o único destino possível para um rapaz que se vestia de mulher.

Ponderação:
A primeira frase do prefácio apresenta uma incoerência: 'uma criança de quatro anos' desconhece o significado dos sinais sexuais em relação ao certo ou ao errado. Nesta idade, a criança repete o  que vê algum adulto fazendo. 
Descreve a violência contra a minoria. Não importa o motivo de sua existência.
A capa desta edição consiste na parte boa da obra, a luz da eterna e universal primavera.



7 de maio de 2022

Vacas

Vacas
The Cows. Dawn O’Porter. Trad. Marina Schnoor. Rio de Janeiro. Harper Collins. 2017. 350 páginas.

Sinopse:
Mulheres não têm que se encaixar em estereótipos.
Tara, Cam e Stella são estranhas vivendo suas próprias vidas da melhor forma que podem, apesar de poder ser difícil gostar do que você vê no espelho quando a sociedade grita que você devia viver de um jeito específico.
Quando um evento extraordinário cria laços invisíveis de amizade entre elas, a catástrofe de uma mulher vira a inspiração de outra, e uma lição para todas.
Às vezes não tem problema não seguir o rebanho.
Vacas é um livro poderoso sobre três mulheres julgando uma à outra, mas também a si mesmas. Entre todo o barulho da vida moderna, elas precisam encontrar suas próprias vozes."

Ponderação:
Enquanto líamos esse, ambientado em Londres, pareceu-nos estar assistindo a série Sex and the City. Sexo e mais sexo.

Sexo é a única coisa para fazer na vida?

Sexo é a única coisa para ser feliz?

Por quê mulheres bem sucedidas acabam na sarjeta se envolvendo, única e exclusivamente, com sexo?

Esses questionamentos são, também, aos homens.

Que graça tem duas pessoas ficarem rolando nuas pelo chão, pelo sofá, pela grama, pela cama nas vinte e quatro horas do dia?

Se fazer sexo significa um ato de rebeldia para as mulheres, as mesmas deverão assumir as consequências!

Ilusão é que sexo seja capaz de tornamos pessoas não solitárias. É justo o contrário. A solidão estará na sua porta com certeza.

Não há homem ou mulher com capacidade emocional de segurar a vida com base absoluta no sexo. Stella é a prova disso como também Camilla.

Talvez esteja aí a questão da chamada violência sexual. Estamos tão obcecados e focados no sexo, esquecemo-nos que ele cansa igual comer frango no almoço e no jantar todos os dias. Uma hora explode.

Quando se assiste um filme pornô é para aprendizado ou diversão? O mesmo para as revistas.

Porque masturbação masculina é aceita? E a feminina não? Que graça tem isso?

A sociedade estipulou regras, elas devem ser respeitadas e aceitas. Deve-se respeitar aqueles, por alguns genes não concordam, porém vivem a maneira a não causar escândalos.

As mulheres sempre foram ouvidas, dentro do espaço temporal e histórico. Temos alguns exemplos. Atualmente, estamos remando contra a maré. Exigindo muito. Desvalorizando-se no comportamento humano. Jamais seremos iguais aos homens.

Por que mulheres são tão críticas com mulheres?

Mulheres praticando assédio moral e sexual. No moral são as casadas referindo-se as solteiras com ou sem filhos. Se a mulher escolher viver só, não significa que seja lésbica. Quem inventou essa teoria? Se escolhemos sermos nós mesmas, o mundo deve respeitar.

O texto “Mães e Nós, Vamos esquecer o ‘Nós’ e ‘Elas’” em referência as imagens de mães e filhos, avós e netos, perpetuando a eterna felicidade, nas redes sociais. Camilla Stacey tem razão, porém é desagradável ver fotos de filhos e mães, netos e avós, quando se tem conhecimento da relação, totalmente, deteriorada e degradante entre filhos e mães, avós e netos. Neste ponto, Camilla desconhece o contexto do incomodo para nós, a não mãe e a não avó. Como diz nossa progenitora: - filho não é mercadoria de troca e nem previdência social.

Mulheres e Homens são seres únicos em sua essência.



9 de abril de 2022

Nada para ver aqui

Nada para ver aqui
Nothing to see here. Kevin Wilson. Trad. Natalia Borges Polesso. Rio de Janeiro. Harper Collins Brasil. 2021. 254 Páginas.

Sinopse:
Na primavera de 1995, Lilian recebe uma carta de Madison. Amigas improváveis na época da escola, elas perderam o contato ao longo dos anos, seguindo caminhos bastante distintos. Madison, agora casada com o senador Roberts, escreve oferecendo um emprego a Lilian como babá dos enteados que estão chegando para morar na mansão do político. Com uma vida digna de zero comentários e nada a perder, Lilian aceita a oferta e, ao longo do verão, ela se surpreende com o vínculo criado com os gêmeos Bessie e Roland. Só tem um problema: ela não esperava que a situação pudesse pegar fogo.

Ponderação:
"Eu nunca quis ter filhos porque nunca quis que um homem me desse um filho." (pág. 170).  Essa frase demonstra a maturidade de uma mulher perante a maternidade. Isso é: na habilidade e capacidade de gerar um filho, orientando-o no convívio da/na sociedade. Mas, pode gerar amor.
As crianças Bessie e Roland são frutos de uma união 'comercial/política'. Nenhum dos dois progenitores possuem capacidade e habilidade frente a ter filhos, ao ponto de a mãe cometer suicídio na frente das crianças. O pai ignora os filhos. Esta preocupadíssimo em sua carreira politica (ser Secretário de Estado). Joga a responsabilidade paternal em cima da segunda esposa. Essa por sua vez não sabe  lidar com os 'problemas das crianças' e, também, está preocupada com a imagem de boa mãe de família, favorecendo a vida política do marido. Que por sua vez delega poderes maternais a sua velha e pobre e inadequada amiga, os cuidados e proteção das crianças.
Lilian consegue administrar a situação, atuando mais com aquilo que as crianças mais precisavam: - atenção e comportamento igual ao nível da normalidade dentro da desarmonia social reinante. 



31 de março de 2022

O Grande Mentecapto

Imagem da Internet,
não lembramos da capa.


O grande mentecapto
Fernando Sabino (1923-2004). Rio de Janeiro. Record. 1989. 238 páginas. [32ª edição, com essa, foi feita a releitura da obra.]

Sinopse / Ponderação:
Há alguns dias, verificando nossa conta no Instagram, e, lendo postagens e alguns comentários, deparamos com esse: - “... não vou dar engajamento a mentecaptos.” Como rimos dessa frase, já que não líamos ou ouvíamos menção ao vocábulo, há tempo.
Por outro lado, veio a nossa memória a leitura da obra “O grande mentecapto” de Fernando Sabino.  Um romance divertido, com todas as sutilezas do bom mineiro.
No dicionário, ‘mentecapto’ significa aquele que é desajustado, alienado, o que perde o juízo, ou aquele fora de seu tempo.  A empatia com Geraldo é imediata. Ele desperta a compaixão de quem entende a dificuldade de se enquadrar em meio ao mundo dito normal. Um louco com alma de poeta. Possui intensidade. É erudito. É dramático.  Uma história que faz refletir sobre a vida.




26 de fevereiro de 2022

A Garota que não se calou

A Garota que não se calou
The Girl with the Louding Voice. Abi Daré. Trad. Nina Rizzi. Campinas. Verus. 2021. 352 páginas. 

Sinopse:
A Garota que não se calou conta a história de Adunni, uma jovem que, mesmo tendo crescido em uma vila rural nigeriana, almeja por estudar e ser ouvida.
Após ser vendida pelo pai para ser a terceira esposa de um homem ansioso para que ela lhe dê um herdeiro, Adunni foge, buscando transpor os obstáculos da pobreza, do machismo e de uma sociedade arcaica. Corajosa, Adunni vai contra todos aqueles que dizem que ela não pode sonhar.

Ponderação:
Que história cheia de barriga. É para isso que serve 'Oficina de Escrita Criativa'? Para imersão narrativa do nada acontecendo de fato. Conhecer uma nova cultura da Nigéria e seus costumes. Pode-se dizer do momento lindo da trajetória de Adunni seja quando despede-se da Biblioteca de Big Madam:
"- Obrigada - digo pra todos os livros na estante. - Obrigada - digo pro Livro de Fatos da Nigéria, tocando na capa com o mapa brilhante e a cor verde-branco-verde da bandeira nigeriana, a contação de muitos, muitos fatos dentro das páginas. - Obrigada - digo pro Collins e todos meus amigos livros, por me ajudarem a encontrar minha liberdade na prisão da casa de Big Madam.
Fico assim um pouco, quieta e quieta e  olhando pra estante de livros, que nem se é o túmulo da minha mamãe, e meu obrigada é a areia que estou despejando em cima do caixão, só que dessa vez minha tristeza é com alegria e gratidão.
Eu fico lá até saber disso, até sentir uma libertação quente dentro de mim que é a hora de ir. Na hora que saio da biblioteca, não fecho a porta. Deixo aberta pro espírito de todos os livros me seguir."