29 de novembro de 2014

Celebremos La Navidad

Celebremos la Navidad con villancicos, regalos y paz.Deborah Heiligman. National Geographic, USA, 2008. 32 páginas.

Sinopse / Ponderação:
‘Celebremos La Navidad’ é o clássico livro que deseja dar uma dimensão universal sobre o tema escolhido e acaba por tornar-se um básico/parcial. Ricamente ilustrado.
No item referente a 6 de janeiro, Dia de Reis – quando terminam os festejos natalinos – em alusão aos Magos que seguiram a estrela. Aqui, têm-se a visão positiva dos presentes, mas trouxe-me a lembrança o comentário feito pela Cilene – no tempo em que ela passou na Espanha, num intercambio: - “Dia 6 para as crianças que não tiveram um bom desempenho escolar, sempre havia para elas um pedaço de carvão.” Quer dizer, todas as crianças ganham o seu presente.



Canaã

Canaã
Graça Aranha (1868-1931). Aguiar Editora. 1974. 224 páginas.

Sinopse:
Numa pequena colonia alemã do Espirito Santo, Milkau e Lentz vivem o desafio de construir uma nova vida em terra estrangeira. Canaã retrata a saga dos imigrantes europeus no Brasil no início do século e seu sonho de encontrar a "terra prometida". Mostrando o confronto entre visões de munto antagônicas e a violência dos preconceitos raciais, é uma obra fundamental para a compreensão da cultura brasileira.

Ponderação:
Epa! Precisou mais de trinta anos para que eu pudesse entender esse clássico. O autor analisa aspectos da sociedade brasileira com uma precisão surpreendente. As informações encontram-se nas entrelinhas. Ao compartilhar com nós, leitores, cenários panorâmicos através de suas descrições minuciosas, mas seus diálogos inteligentes e muito bem elaborados fazem com que as ideologias da época – patrióticas ou não – sejam delicadamente dissecadas de um ângulo diferente. 
Assim, patriotismo cego, muito destruiu, e é chegada a hora de nos considerarmos uma única espécie, por que tampouco importa a origem, somos todos seres humanos e parte de uma única nação.



Marley

A Very Marley Christmas.
John Grogan. Harper Collins, New York. 2008.

Sinopse / Ponderação:
John Grogan tinha a mina de ouro em casa, Marley. Depois de ‘Marley e Eu’, ele nos presenteou com “A very Marley Christmas”. São 32 páginas de pura alegria. Só quem possui um quatro patas sabe, realmente, o que eles são capazes de fazer. Com frases curtas de fácil entendimento.
O livro está para literatura infantil natalina. Mas a página, contendo Marley brincando com as tintas de Baby Louie, é hilária.
O texto é ilustrado por Richard Cowdrey.



Aos meus Amigos

Aos Meus Amigos
Maria Adelaide Amaral. São Paulo. Globo. 2008. 334 páginas. 2ª ed.

Sinopse:
A amizade, porém, se aqui rima com 'fraternidade e solidariedade', não rima necessariamente com felicidade. A história do romance, baseada em fatos reais da vida da autora, se articula em torno de um leito de morte. Na verdade, de um leito de suicídio, o do escritor e publicitário Leo. É o seu suicídio que, no agitado ano de 1989, mobilizará a retomada da 'velha turma', que vivera intensamente os ideais da esquerda nos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Um reencontro feito também de desencontros, inclusive políticos. Após o suicídio de Leo, seus amigos reúnem-se para velar o corpo e tentar manter viva sua memória, enquanto procuram os originais de um livro que teria deixado. Romance ágil, grandemente baseado em diálogos, mais do que em descrições, os fatos e personagens são, então, construídos e reconstruídos por referências e reminiscências, como nas conversas reais.


Ponderação:
Tencionava ler ao mesmo tempo que via a série (em DVD), mas deixei de lado o assistir, acredito na possibilidade de ser outra história com os mesmos personagens. A falsa expectativa na busca de um livro, que na verdade eram só páginas escritas para o filho o 'que de fato aconteceu'. Mostra a vida de cada pessoa, vamos dizer, como era na juventude e como é na maturidade. A vida psicológica de cada um é muito frágil.

" - Sem dúvida, temos diferenças. A grande vantagem da democracia é o exercício das diferenças!"




27 de novembro de 2014

O Fiel e a Pedra

Imagem da Internet, a edição que li é da década de 70.
O Fiel e a Pedra
Osman Lins


Sinopse
O Fiel e a Pedra recorre ao simbolismo do confronto entre o fiel da balança e a pedra de moinho para apresentar a luta de um homem essencialmente ético contra um inimigo poderoso, num mundo pouco afeito à retidão de caráter.
No Nordeste dos anos 30, Bernardo, no limiar dos quarenta anos, perdeu um filho e deixou o emprego público para não compactuar com desonestidades. Sem alternativa e quase sem nenhum dinheiro, aceita a oferta de um amigo e vai, com a mulher, administrar a venda de uma propriedade distante.
O amigo, entretanto, ao descobrir que a mulher era adúltera, passa para o nome do irmão, Nestor, algumas propriedades, a fim de salvá-las da partilha de bens do divórcio, e acaba tendo uma morte suspeita. 
O confronto entre Bernardo e o novo patrão é sinuoso: Bernardo só tem a certeza de nunca ter traído as próprias convicções. Nestor, mais que destruir o adversário, quer cooptá-lo. Essa luta desigual é narrada numa estrutura de capítulos curtos que produzem, no conjunto, um relato mítico do confronto arquetípico entre o bem e o mal.


Ponderação:
Mais um de leitura obrigatória.




26 de novembro de 2014

O Coronel e o Lobisomem

O Coronel e o Lobisomem
José Cândido de Carvalho (1914-1989). José Olympio. 1976. 312 páginas.

Sinopse / Ponderação:
O romance narra as peripécias do Coronel Ponciano de Azeredo Furtado, fazendeiro da região de Campos dos Goitacazes. Um personagem muito curioso, em cuja fala mistura termos jurídicos a jargão militar, além de expressões e sabedoria típica de gente criada na lida de gado. O Coronel entra em caçada de onça e enfrenta lobisomem, embora nem sempre com a coragem que suas falas sugerem que ele tem. Quando não está em aventuras desse tipo, o Coronel fica de olho num rabo-de-saia, na procura de uma esposa para comandar a casa de Sobradinho, para "ser pai de muito Azeredinho". A partir do meio do livro o Coronel começa a enfrentar perigo maior do que as assombrações dos pastos: falsos amigos que exploram sua ingenuidade e bondade. Risadas e fundo folclórico. Não sei dizer se gostei ou não, foi leitura obrigatória.




O Inferno é Aqui Mesmo

O Inferno é Aqui Mesmo
Luiz Vilela. São Paulo. Círculo do Livro. 233 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Um a mais descrevendo as ilusões perdidas, em referência ao jornalismo, mas esse, talvez, com leveza. Edgar, repórter que meio casualmente se transfere de Belo Horizonte para São Paulo. Os meses que passa em O Vespertino, concentram o seu denso aprendizado nos desencantos da profissão e do amor. 
O narrador-personagem se divide entre observar a fauna jornalística ao seu redor e remoer os próprios sentimentos de provinciano deslocado na maior cidade brasileira, sofrendo tanto pela inadaptação ao novo meio como por descobrir as pequenezas da profissão. Além disso, sua vida amorosa não é prazerosa. 
Esse é um dos vários livros que já li com o enredo - reprodução - do mundo jornalístico, não é nenhum conto de fadas da Disney.