28 de setembro de 2013

Lembranças de Hollywood

Lembranças de Hollywood
Dulce Damasceno de Brito (1926-2008). São Paulo. Imprensa Oficial. 2006. [1ª reimpressão – 2008. Organização: Alfredo Sternheim. Coleção Aplauso]

Se ainda hoje Hollywood exerce um imenso fascínio sobre o ser humano, essa atração era muito maior nas décadas de 1940 e 1950. Ir para aquela região encostada em Los Angeles, Califórnia, era o sonho de muita gente. Mas a lista de brasileiros que o concretizou é pequena. Naquela época sem internet, tornava-se dispendioso para a nossa imprensa manter alguém como correspondente. Porém, Dulce Damasceno de Brito tinha esse sonho e foi atrás, tornou-o possível. Enviada pela revista O Cruzeiro a Hollywood, tornou-se amiga confidente de Carmen Miranda e passou a conhecer intimamente sua personalidade e a de muitas outras estrelas do cinema daquela época, com total circulação dentro dos estúdios e com fácil e próximo acesso às celebridades, algo que hoje se tornou uma missão impossível. A jornalista, que já tinha escrito Hollywood Nua e Crua, agora abandona o tom formal daquela publicação e vai mais fundo nas suas lembranças desse passado esplendido e Lembranças de Hollywood.

Ponderação: 
Toda vez que olho a fotografia de Carmem Miranda e Dulce Damasceno de Brito em seu vestido branco com botões (na contra capa do livro) traz-me a memória a cena de 'Tempos Modernos’, onde um Carlitos estressado sai em disparada ao encontro da dama de vestido com botões. Outras lembranças são os comentários de minha tia-avó Helena sobre a jornalista. Dulce realizou seu sonho e de muitos de nós e por nós em Hollywood. Detalhe: Durante anos, assinei a revista Set só para ler a sua coluna, ‘Hollywood Boulevard’.



O Exorcista

O Exorcista
William Peter Blatty. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1972. 319 páginas.

Sinopse:
Nos Estados Unidos da América, algo muito estranho acontece. Atingida por uma doença que os melhores especialistas não conseguem descobrir, uma criança caminha para a morte, semeando a destruição à sua volta, ao mesmo tempo que se vai apagando numa agonia atroz.

Ponderação: 
Li, enquanto, ainda, não tinha 18 anos, porque não havia permissão legal para ir ao cinema. Não gostei da história, acredito que houve mais imaginação ao retratar um fato real.



Transpoemas

Transpoemas
Ricardo Silvestrin. Ilustrado por Apo Fousek. São Paulo. Cosac Naify. 2008. 44 páginas.

O poeta gaúcho Ricardo Silvestrin presta em Transpoemas uma homenagem aos meios de transporte novos e antigos. Nesta viagem por terra, água e ar, há lugar para o avião, o metrô, a bicicleta, o submarino, e outros veículos menos convencionais - se é que podem ser chamados de transportes -, como o disco voador, o carrinho de supermercado, a prancha de surfe e o tapete voador. São dezoito poemetos rimados, acompanhados de divertidas ilustrações do gravurista e pintor Apo Fousek, que invadem gradativamente as páginas. O livro tem unidade circular e possibilita duas leituras, a partir da capa ou do verso dela. Na orelha, "depoimentos" de seis "leitores" criticam ou elogiam o livro de Silvestrin: tem o guarda de trânsito, o pedestre e até uma bibliotecária. O semáforo deu sinal verde. Só faltam as crianças em fase de alfabetização ocuparem seus lugares

Ponderação: 
Pelo menos nós temos alguém para brincar no caótico trânsito das grandes cidades brasileiras. Vou carregar na bolsa, pois quando o ônibus empacar na faixa exclusiva, aqui em São Paulo, irei declamar, aos demais passageiros, os poemas do Ricardo.



Cardápio Erótico

Cardápio Erótico
Raydália Bittencourt. São Paulo. Giostri. 2013. 118 páginas.

A obra se constitui de contos eróticos em variadas misturas: sexo com humor, com amor, com mistério, com poesia e apenas puro sexo. Contém também um conto que envolve sexo, mas que não é erótico.
Os contos possuem sabores, à escolha de quem ler: do sexo mais picante ao sexo regado pela doce calda do amor e da poesia. A autora convida o leitor para um banquete erótico, onde o leitor escolhe o prato que mais lhe agradar para o prazer dos seus sentidos.


Ponderação: 
Amigo leitor, Amiga leitora. 
Fico me perguntando se o crítico profissional terá remorso ao criticar uma obra inaugural de um artista. Qual parâmetro utilizará para isso? Se partilhar da amizade do/com o artista, como conduzirá o texto?
Estou numa situação delicada: - Sou leitora. Sou Jornalista e Editora. Também Tradutora. Teoricamente, estou apta a criticar. Outro ponto: - Criticar sem o pavor de destruir a carreira promissora.
Raydália entrou na disputa territorial de abocanhar leitores dos escritores famosos e menos famosos. Ela esta angustiada para conhecer as opiniões de seus leitores neste primeiro trabalho. Surpreendeu-me a sua escrita e sua coragem em expor histórias como se estivéssemos num sarau.
Coragem maior foi a descrição de ‘Dias de Fúria’. A autora traduziu o real de centenas e centenas de mulheres possuidoras de sonhos, fantasias, mas a existência rude, com baixa perspectiva no melhorar de vida, vêem-se subjugadas, ultrajadas, violentadas por aquele que deveriam ser seus protetores, maridos e/ou namorados que igual, são da mesma rude existência. Tais relacionamentos, também é, encontrado na classe média e alta, mas em menores números.


24 de setembro de 2013

Marley & Eu

Capa de 'Marley & Eu' and Perrita.
Marley e Eu: a vida e o amor ao lado do pior cão do mundo.
John Grogan. Trad. Thereza Christina Rocque da Motta e Elvira Serapicos. São Paulo. Prestígio. 2006. 270 páginas.

John e Jenny eram jovens, apaixonados e estavam começando a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, "um bola de pêlo amarelo em forma de cachorro", que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos.
Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, comia roupa do varal alheio e abocanhava tudo a que pudesse. De nada lhe valeram os tranquilizantes receitados pelo veterinário, nem a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Imperdível.

Ponderação: 
Neste blog estou tentando não fazer comparações da realidade vivida e o que há nos livros. Porém, em alguns momentos, é impossível não comparar as idéias e fatos do nosso cotidiano. A fotografia ilustrativa deste post é uma montagem da capa do ‘Marley e Eu’ com Perrita, um é labrador a outra é uma Fox Terrier Brasileiro (Paulistinha). Ambos destroem potes, trucidam qualquer pedaço de tecido, são agressivos, mas são amorosos, estão sempre pronto para brincadeiras, possuem um enorme coração. Quando iniciei a leitura de ‘Marley e Eu’ meu objetivo era, simplesmente, conhecer a história de um cão e mais nada. Aí, conheci os seus donos e o drama de ter um animal de estimação, que mais parecia um terremoto do que um animal. Onde deixava os donos numa situação constrangedora, quando era necessário deixá-lo aos cuidados de terceiros. Resumindo, um animal seja ele que tipo for: - cão, gato, coelho, etc, não conhecem o valor do dinheiro, pois se conhecessem, eles não seriam os nossos anjos protetores em quatro patas sem asas. Esse é um dos vários livros que possuo a respeito de cachorro, sempre há um dono disposto a contar a história de seu pet.




23 de setembro de 2013

La Fortaleza Digital

La Fortaleza Digital
Dan Brown. Trad. Eduardo G. Murillo. Barcelona. Ediciones Urano. 2009. 542 páginas.

Sinopse:
En su primera novela, Dan Brown, teje una trepidante historia de engaños y crímenes en este nuevo libro, fascinante recorrido por los secretos mejor guardados de las agencias de inteligencia norteamericanas, ambientada en las calles de Sevilla.
¿Puede existir un código indescifrable? En un mundo en el que la información lo es todo, una simple palabra se convierte en el arma más poderosa.
Susan Fletcher, la criptógrafa estrella de la ultrasecreta Agencia de Seguridad Nacional (NSA) no puede dar crédito a sus oídos cuando su jefe, el subdirector de la Agencia, le informa de que han interceptado un código que ni siquiera la mayor supercomputadora conocida puede descifrar. La única pista para romper el letal código parece estar oculta en el cadáver de un hombre que ha fallecido en España, donde ha sido enviado David, el prometido de Susan.

Ponderação: 
História, originalmente, escrita e publicada em 1998, fico a imaginar quem primeiro copiou a informação na tentativa de publicar segredos de Estado!?... Se Dan Brown ou Julian Assange com o seu Wikileaks? Ou o mais recente caso de espionagem, envolvendo o Brasil e EUA. Quando li foi por pura distração, a tradução em espanhol, e o fato de a cena do livro passa-se na Espanha. Mas depois, fiquei pensando... Dan Brown dando início ao seu tema favorito: decifrar código e enigma secretos.




22 de setembro de 2013

O Dia de Santa Bárbara

O Dia de Santa Bárbara. 
Paulo de Tharso (1960-2013). São Paulo. Escrituras. 2000. 207 páginas.

Sinopse:
O relato provocante de O Dia de Santa Bárbara narra a história de Márcio Arroio, um escritor jogado na vida, que se vê envolvido em um crime que ocorrera no prédio onde moravam na presença de sua amiga Gisele, uma garota de programa. O mistério, porém, que permeia a narrativa é só um elemento acondicionado à história política, à marginalidade social e que serve de pretexto para que um velho investigador revele a atmosfera densa do jogo do poder e se redima de sua apatia.
A sequência de surpresas, a economia dos meios, o encadeamento das soluções fazem de O Dia de Santa Bárbara um emblemático exemplar do gênero policial, entretanto original na crueza e emotividade expressas na narrativa. O autor arma uma trama que não nos sai da cabeça e nos faz acreditar que o que era pura ficção é mais real do que parece, até se concluir que a obra é produto de uma intensa paixão do narrador.
Jorge Mautner disse: - “Vejo Paulo de Tharso como um dos melhores escritores da nova geração. Em O Dia de Santa Bárbara, apresenta um estilo romântico, atual, cheio de suspense. Nota-se também a extrema musicalidade das palavras, pois além de escritor, Paulo de Tharso é cantor e compositor. Revitaliza em seus textos as dimensões de todas as discussões sobre política, amor, morte, destino, isso tudo envolto num mar de paixões.
É um livro que não se pode deixar de ler, pois como Dostoievski, o autor mergulha nos abismos da alma.”

Ponderação: 
Já mencionei, aqui, no blog, que não sigo a moda literária e que tenho meus próprios mecanismos de busca e indicação de leitura. Pois bem, curiosidade é o que não me falta, portanto aconteceu durante a leitura “Minuto de Silêncio”, do dia 17/05/2013, Diário de São Paulo, sobre a morte do autor. Coincidência ou Imaginação? O autor é encontrado morto qual tal Luthero Zimmerman. Ponto. A verdade sobre o autor, ainda, me é desconhecida. Enquanto... A trajetória da narrativa desenvolvida em 26 capítulos distribuídos em 207 páginas, convida-nos a conhecer “O Dia de Santa Bárbara”. Com enredo determinado entre 29 de outubro a 5 dezembro, recheado de flash back, só descobre-se o atrás do título da obra, quando uma das personagens menciona o famoso massacre de São Valentim, nos EUA, tido como autoria de Capone.
Gostaria de ter, ou melhor, ler outras opiniões de leitores desta obra.
  • “O verbo ser, neste mundo, só se conjuga no presente do indicativo. Na forma afirmativa ou negativa.”
  • “Como é possível mudar a natureza de um homem se nem o escorpião, quando cercado pelo fogo consegue?”