18 de novembro de 2019

A República Brasileira - 1ª Fase

Coleção Folha "A República Brasileira: 130 anos"
Fernando Figueiredo Mello, Oscar Pilagallo, Márcia Juliana Santos, Pietro Sant'Anna. São Paulo. Folha de São Paulo. 2019. (volumes 1 a 7) 438 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Coleção diagramada em duas colunas imagens e ilustrações da época, permitindo uma leitura rápida. Com uma boa lupa é possível ler os textos de algumas imagens. Cada volume, a partir do segundo, está dividido em capítulos - Governo, Biografia, Para saber mais. 

Volume 1 - A História da República
A oligarquia agrária do início da República, no comando político do país, passou para a oligarquia dos banqueiros e da religião. Onde o vil metal é mais importante que o bem estar humano da população.
Em noventa páginas, temos um  resumo bem resumido de 130 anos de República. Um texto que lança dúvidas em alguns fatos, aqui, narrados em comparação a outros livros já lidos por nós.

Volume 2 - Deodoro da Fonseca
Apresenta de forma resumida as características manobras do evento ocorrido naquele 15 de novembro, como também, o desmembramento político do mandato de Deodoro. Uma pequena cronologia, isto é, dos  fatos realmente de destaque, dos dois anos de atividade presidencial. A biografia com  dados de relevância histórica.

Volume 3 - Floriano Peixoto
Segue a estrutura do volume anterior. Porém nos é apresentado uma visão/proposta do que seria a realização de Brasília. A Constituição de 1891 já previa sua construção. Nos conta á página 22 a história de Florianópolis, capital de Santa Catarina. Neste como no anterior, temos um breve panorama da participação brasileira na Guerra do Paraguai.

Volume 4 - Prudente de Moraes e Campos Salles
Às páginas 14-15, encontramos alusão à Guerra de Canudos. Talvez, Prudente de Moraes, tenha sido um bom Administrador Público, pelo fato do descrédito inicial ao triunfo no final do seu período.
Em 1900, no Rio de Janeiro, ocorreu a greve dos cocheiros com duração de uma semana. Nossa pergunta e indagação - será que foi a primeira greve do transporte na  história brasileira?!
Esse volume trata dos dois primeiros civis eleitos pelo voto (popular - dentro do parâmetro legal da época) com falhas e manipulações.
É, com  Campos Salles, o início do que seria conhecido como Política dos Governadores ou Política do café com leite ou Política café com leite ou Política café com  café.

Volume 5 - Rodrigues Alves
Já ouvimos que a história se repete. Bem, repete, digamos, para pior. A oposição ao governo, naqueles 1902-1906, parece-nos ser igualitária ao que temos, hoje, 2019. Naqueles anos eram os intelectuais de renome tentando impedir o progresso e modernização. Atualmente, a oposição não mais feita de intelectuais deseja a destruição de um progresso e modernização com tanto direito e esquece do dever.

Volume 6 - Afonso Pena e Nilo Peçanha
Inicio efetivo da Política do café com leite. E da interiorização do país. Continuação da modernização. O grupo de apoio ao Presidente era composta de jovens na faixa dos 30 anos, herdeiros do positivismo. Afonso Pena, ministros e deputados foram apelidados de 'Jardim   de Infância', dada a inovação até, então, em governar. Temos no campo econômico a política de valorização do café.
A breve biografia de Afonso Pena mostra-nos o valor da leitura, tornando-o um intelectual sério. Possibilitou trabalhar em várias áreas técnicas. O que rendeu a nossa história uma personalidade que merece ser seguida. Nos dois anos, seis meses e 23 dias, houve  uma relativa harmonia no país. Pode-se considerá-lo um bom conciliador.  
Nilo Peçanha, o dilema do vice pela segunda vez. Nilo assume e termina o mandato por falecimento de Afonso Pena. Procurou diversificar a economia brasileira em não depender só do café. Preocupou-se com os indígenas da Amazônia (sertão), objeto de cobiça.

Volume 7 - Hermes da Fonseca
O inicio narrativo desse volume pode ser comparado aos delírios eleitorais de 2018. Uma diferença: - só havia o boca a boca e jornal impresso (para quem era letrado). As páginas seguintes relatam as manobras  oposição/situação.
Hoje, no nosso imaginário, costumamos comentar: Ruy Barbosa ganhou a História e Hermes da Fonseca se perdeu dentro dela. É mais fácil lembrar do jurista baiano do que o marechal.
As eleições de 1910 foram o estopim de mudanças que vinham acontecendo. O surgimento da classe média urbana; as organizações de trabalhadores. O inicio do fim da era agrícola no país.



26 de outubro de 2019

O Prisioneiro

O Prisioneiro
The Slave. Anand Dílvar. Trad. Maria Beatriz de Medina. Rio de Janeiro. Sextante. 2018. 112 páginas.

Sinopse:
Após um terrível acidente, um jovem acorda preso a uma cama de hospital, sem conseguir se mexer, se comunicar ou sequer fechar os olhos. Apesar de todos acreditarem que se encontra em coma, ele é capaz de ver e ouvir tudo o que acontece à sua volta.
Sem esperanças de se recuperar e sentindo-se profundamente solitário, ele é surpreendido por uma sábia voz interior que começa a lhe explicar como suas escolhas erradas o levaram a essa situação.
A partir dessa conversa transformadora, ele aprende a ver episódios dolorosos do seu passado com os olhos renovados, cheios de ternura e compaixão. E descobre que é possível deixar para trás o pesado fardo de ressentimentos, medos e culpas que quase destruiu sua vida.

Ponderação:
Uma história, até, banal do ponto de  vista que já ouvimos depoimentos reais a respeito de pacientes no estágio de nosso protagonista em "O Prisioneiro". Pelo lado parapsicológico, lembramos de uma frase dita pelo tenor, José Carreras, que 14 meses é um tempo demasiado para se pensar.
Porém, o pequeno diálogo encontrado na página 16:
" - Pobre Coitado! Seria melhor ter morrido.
- Melhor para nós, você quer dizer. Agora precisamos manter esse vegetal vivo, usando um leito que poderia salvar outra pessoa. Que desperdício!"
Juntamente aos capítulos 9 e 10, deixo-nos estarrecidos, pela falta de profissionalismo daqueles que dizem defensores da saúde dos pacientes e a falta de ética, deixando-os levar pela ganância, realizando um comércio ilegal. Será que nós, pacientes, valemos tão pouco na mãos de profissionais da saúde?



20 de outubro de 2019

Garotas como Nós

Garotas como nós
People like us. Dana Mele. Trad. Ana Death Duarte. São Paulo Universo dos Livros. 2018. 384 páginas. 

Sinopse:
Kay Donovan é uma jogadora de futebol cujo grupo de lindas e populares amigas comanda uma escola particular, mas guarda segredos sombrios que se esforça para não respingarem no presente. No entanto, quando o corpo de uma garota é encontrado no lago da instituição, a vida cuidadosamente construída de Kay começa a desmoronar. 

Ponderação:
Uma coisa assim: O 'passado' te condena. Parece que ninguém aqui tem o juízo normal. Repleta de escândalos e tragédias, esta narrativa descortina uma visão sombria e, não tão, emocionante sobre amizades femininas, as pressões para alcançar sucesso acadêmico. Saúde mental em total desarmonia com padrões estudantis.
Bem, uma história fraca e cheia de barriga. Muita conversa e pouca solução. O penúltimo capítulo entrega a autoria dos crimes, mas deixa no ar a motivação efetiva dos atos. Pode-se dizer que a personagem principal do romance é a 'Mentira', pois no final, qual verdade há nas ações das estudantes.



19 de outubro de 2019

Confúcio

Confúcio em 90 minutos
Confucius in 90 minutes. Paul Strathern.Trad. Cláudio Somogyi. Rio de Janeiro. Zahar. 35 páginas no formato digital.

Sinopse: 
Este livro apresenta o fundador da filosofia que dominou a China por mais de dois mil anos, e nos informa que ele defendia a pena de morte para crimes como ´a invenção de roupas fora do comum´. Com uma linguagem acessível e textos irreverentes, a série vem fazendo grande sucesso entre o público jovem. Ao abordar não apenas a obra mas também um pouco da biografia dos principais filósofos, 

Ponderação:
Confúcio era um homem prático e entendia que um estado só poderia funcionar através de seus funcionários públicos com virtudes de um trabalho honesto, mas o que seria nos dias atuais tais virtudes de um trabalho honesto? Visto que, muito de nós, utilizamos algumas de suas citações para justificar determinadas ações. Realmente, entendemos o significado filosófico do mestre. Seus ensinamentos não consiste em uma religião, mas, assim, é tratada.



28 de setembro de 2019

Achados e Perdidos

Achados e Perdidos
Luiz Alfredo Garcia-Roza. São Paulo. Cia. das Letras. 186 páginas no  formato digital.

Sinopse:
Noite de sexta-feira em Copacabana. Um menino de rua se apodera de uma carteira perdida; uma prostituta aparece morta, asfixiada, em sua própria cama. O delegado Espinosa está atento para um elemento comum aos dois acontecimentos – a figura do ex-delegado Vieira. O velho policial bebe demais, por isso perdeu a carteira. Quando bebe, se esquece de tudo. Nem ele sabe qual foi sua participação – se é que ela houve – na morte de Magali. Um enigma que envolve meninos de rua, uma insinuante mulher sedutora de delegados, matadores de aluguel, policiais corruptos – a escória da sociedade

Ponderação:
Ok! Sem sombras de dúvidas, Espinosa não é um Sherlock ou Hercule Poirot, mas é inteligente para ligar os pontos.
Com um título  mais que adequado: Achados e perdidos. Vemos ao longo da história; tudo se perde e se acha: pessoas, objetos, esperanças, objetivos... 
Tal como em O Silêncio da Chuva, o autor usa o recurso de cruzar crimes com intenções diferentes por indivíduos diferentes; ou seja, uma ocorrência policial que poderia ser simples, mas que se complica porque se mescla a subtramas e interesses vários. Suas páginas finais são devoradas em busca da solução e pela ansiedade que a leitura nos transmite, uma boa qualidade num romance policial. Porém, como no romance anterior, não fica claro a motivação primeira ocorrida e desencadeia uma série de outros crimes, sem ligação entre si.



Os efantes não esquecem

Os Elefantes não esquecem
Agatha Christie  (1891 - 1976)

Sinopse:
A trama é bem simples: um casal caminha até um penhasco; um deles mata o outro, e logo em seguida se suicida. Para a polícia, foi um pacto de morte. Mas há quem acredite que foi um caso premeditado. O caso aconteceu há pelo menos 10 anos, mas volta a tona depois que uma mulher desconhecida faz perguntas sobre a verdadeira causa das mortes. Assim Hercule Poirot e sua amiga Ariadne entram na investigação e procuram pistas no passado para solucionar o caso.

Ponderação:
Bem, vamos lá! Encontramos, a menção deste livro, em uma listagem feita no início da década de 1980. Naquela época líamos muito, sem a pretensão de relatar, analisando de forma crítica, a leitura. Tanto que consiste uma verdade! Normalmente, prestamos a atenção aos detalhes técnicos de cada exemplar, tal preocupação ocorre após o ano de 1983, quando de nossa formação acadêmica ser oficializada. Desse momento, é uma atividade constante, nos levando ao processo de analise critica da edição da obra como um todo; da entrega do original (do autor e/ou da tradução) passando pela editoração e sua chegada na livraria.

Estamos em processo de releitura da obra.




17 de setembro de 2019

Primavera num espelho partido

Primavera num espelho partido
Primavera con una esquina rota. Mario Benedetti (1920-2009). Trad. Eliana Aguiar. Rio de Janeiro. Alfaguara. 2018. 238 páginas.

Sinopse:
Primavera num espelho partido é um livro arrebatador, que conta a trajetória de uma família separada pela prisão e pelo desterro, as que sobrevive graças à esperança.
O romance intercala múltiplas vozes narrativas, incluindo a do próprio Benedetti, que vivenciou a violência da ditadura e passou parte de sua vida exilado. Ao entrelaçá-la, o autor compõe um mosaico de impressões e sentimentos, num livro marcante sobre a resistência do amor em tempos sombrios.

Ponderação:
Por sua forma narrativa, até, pode ser considerado inovador, mas esse sentimento rebelde dos anos 1960 e 1970 na América Latina, principalmente, na do Sul, não tem mais graça filosófica ou com anti alguma coisa. Não tem mais como emocionar. Só se for de raiva...