28 de agosto de 2019

Lo mejor de mí

Lo mejor de mí
The Best of Me. Nicholas Sparks. Trad. Iolanda Rabascall. Barcelona. Roca Editorial. 2014. 320 páginas.


Sinopse:
Durante la primavera de 1984, cuando todavía iban al instituto, Amanda Collier y Dawson Cole se enamoraron para siempre. Aunque pertenecían a estratos sociales muy diferentes, el amor que sentían el uno por el otro parecía capaz de desafiar cualquier [ ... Pero el verano después de su graduación a la peraja y los llevaría por caminos radicalmente opuestos.
Ahora, transcurridos veinticinco años, Amanda y Dawson tienen que volver a verse para el funeral de Tuck Hostetler, el mentor que encubrió y protegió su historia de amor adolescente. Ninguno lleva la vida que imaginó... y ninguno de los dos ha podido olvidar el apasionado primer amor que cambió sus vidas para siempre. En el curso de un solo fin de semana, se preguntarán: ¿puede el amor reescribir el pasado?

Ponderação:
[ ... ]
"- Es por mí. Los dos lo sabemos. - Dawson dio una patada ao suelo -, Si amas a alguien, has de ser capaz de sacrificarte por ese alguien y dejar que se marche, ¿no?"
[ ... ]
"- ¿Adonde? ¿Con qué? Yo no tengo nada. ¿No lo entiendes? - Dejó las palabras suspendidas en el aire. Ella no contestó, así que continuó -: Solo intento ser realista. Estamos hablando de tu vida... y... ya no puedo seguir formando parte de ella."
[ ... ]
"- No lo sé. Entre vosostros dos hay algo especial, no puedo negarlo.  Y esa magia habrá que no te resulte fácil olvidarla."
[ ... ]

Dawson Cole é honesto consigo mesmo. Não quer levar a vida a margem da lei. Não gosta de  pertencer a uma família de criminosos. Vive recluso por essa razão. Todos com quem manteve um contato social ou profissional, o definem como uma pessoa íntegra. Acredita, fielmente, no poder do amor, no que ele pode curar. Mas, também, destrói!
Amanda acredita no poder dele, porém traça um caminho mais comodo. Com o tempo percebe seu erro em não lutar por aquilo que acredita.
Entre ficção X realidade, o final foi até apropriado, Dawson permaneceu ao lado de seu amor pelo tortuoso caminho de Deus.



27 de agosto de 2019

A Arte de Ler

A arte de Ler
L'art de lire. Émile Fraguet. (1841-1916). Trad. Adriana Lisboa. Rio de Janeiro. Casa da Palavra. 2009. 143 páginas.

Sinopse:
Certa vez, o escritor e filósofo francês Voltaire disse: “Lê-se muito pouco. E, entre os que desejam se instruir, a maioria lê muito mal.” Voltaire talvez repensasse essa afirmação se soubesse que essa maioria que “lê muito mal” simplesmente o faz por não saber como ler. Isso quer dizer que a leitura nada mais é do que técnica? Sim, e não apenas uma, mas um conjunto delas — é o que afirma Émile Faguet.
Escrito no início do século XX, o livro permanece atual quase 100 anos após sua primeira publicação (1911), principalmente quando se leva em conta o excesso de informação dos dias atuais, em que a otimização da leitura se faz oportuna. “A arte de ler é a arte de pensar com um pouco de ajuda”, disse Faguet. Dessa forma, o autor sugere o primeiro passo para um melhor aproveitamento de qualquer livro: identificar os objetivos da leitura e os diferentes tipos de livros, bem como suas particularidades.

Ponderação:
Embora todos os exemplos citados, em sua maioria, pertencem ao mundo literário francês, a conceituação do processo de leitura, bem como, de se ler,  pode ser considerado atualíssimo, no meio de toda essa parafernália de eletrônicos e cibernéticos de nossa vida. Pode ser utilizado como produto didático em cursos de letras. Bastante interessante. Estamos a meio caminho de tornarmos um leitor mais consciente de nós mesmos. A presente edição recebeu um tratamento digno no tocante as notas de rodapé, dando-nos informações precisas de elementos citados no texto, mas com pouco conhecimento do grande público.



26 de agosto de 2019

Todos nós adorávamos caubóis

Todos nós adorávamos caubóis
Carol Bensimon. São Paulo. Cia. das Letras. 2019. 196 páginas.

Sinopse:
Cora e Julia não se falam há alguns anos. A intensa relação do tempo da faculdade acabou de uma maneira estranha, com a partida repentina de Julia para Montreal. Cora, pouco depois, matricula-se em um curso de moda em Paris. Em uma noite de inverno do hemisfério norte, as duas retomam contato e decidem se reencontrar em sua terra natal, o extremo sul do Brasil, para enfim realizarem uma viagem de carro há muito planejada. Nas colônias italianas da serra, na paisagem desolada do pampa, em uma cidade-fantasma no coração do Rio Grande do Sul, o convívio das duas garotas vai se enredando a seu passado em comum e seus conflitos particulares: enquanto Cora precisa lidar com o fato de que seu pai, casado com uma mulher muito mais jovem, vai ter um segundo filho, Julia anda às voltas com um ex-namorado americano e um trauma de infância.
Todos nós adorávamos caubóis é uma road novel de um tipo peculiar; as personagens vagam como forasteiras na própria terra onde nasceram, tentando compreender sua identidade. Narrada pela bela e deslocada Cora, essa viagem ganha contornos de sarcasmo, pós-feminismo e drama. É uma jornada que acontece para frente e para trás, entre lembranças dos anos 1990, fragmentos da vida em Paris e a promessa de liberdade que as vastas paisagens do sul do país trazem. Um western cuja heroína usa botas Doc Martens.

Ponderação:
"Cora deve fazer parte do clube dos ateus. Garota chata... Tudo para ela é ponto de melancolia e coisa sem ou com muito valor. Descreve um Rio Grande do Sul longe dos pontos turísticos, consideramos uma grande valia. As duas amigas não sabem o que desejam mesmo da vida, não enxergam algo positivo no futuro.


25 de agosto de 2019

O sentido de um fim

O sentido de um Fim
The Sense of an ending. Julian Barnes. Trad. Léa Viveiros de Castro. Rio de Janeiro. Rocco / TAG. 2019. 175 páginas.

Sinopse:
Tony Webster vive em Londres. Um dia, recebe uma pequena herança e o fragmento de um misterioso diário de um de seus melhores amigos, Adrian Finn, que cometeu suicídio aos 22 anos. A partir dessa lembrança, Webster revisita sua juventude na Inglaterra dos anos 1960 e tenta decifrar os escritos herdados, confrontando sua própria memória, a inexata versão dos fatos e o seu papel na cadeia de eventos que resultou na morte do brilhante amigo Adrian.

Ponderação:
Esse livro faz com que pensamos e repensar nas questões de nossas ações enquanto jovens; podendo virar remorso na nossa velhice. Aborda o tema de suicídio e como encarar a liberdade, sendo, ela, livre para, até, negar viver a vida. As conceituações de História permite-nos avaliar as diversas teorias, fazendo-nos encarar novas perspectivas das histórias por nós vividas ou ouvidas ou lidas.



28 de julho de 2019

Desenterrando o passado

Desenterrando o Passado
Come, tell me how you live. Agatha Cristie (1891-1976). Trad. Cora Ronái Vieira. Rio de Janeiro Nova Fronteira. 1976. páginas no processo digital.

Sinopse:
A autora narra o trabalho do marido, um dos maiores arqueólogos do nosso tempo, Max Mallowan, e suas implicações para a vida de ambos. A história começa alguns anos antes da Segunda Guerra Mundial, quando o casal visita o Iraque e a Síria. Agatha Christie faz uma crônica dessa experiência e relata de forma divertida como se vive enquanto se desenterra o passado do Oriente Médio

Ponderação:
Livro muito gostoso de ler. Há humor, mas do tipo inglês. Apresenta um pouco do choque cultural entre o ocidente e oriente; mesmo com toda a evolução humana e social, ainda persiste.



Simonal

"Nem vem que não tem": a vida e o veneno de Wilson Simonal
Ricardo Alexandre. São Paulo. Globo. 2009. 336 páginas no formato digital.

Wilson Simonal
Ruy Castro. Rio de Janeiro. Mediafashion. 2008. 64 páginas. {Coleção Folha: 50 anos de bossa nova; v. 17}

Sinopse:
Na metade final dos anos 1960, Simonal rivalizava apenas com Roberto Carlos em termos de popularidade. Dez anos depois, acusado de ser o mandante do sequestro e tortura de seu contador, foi estigmatizado como da ditadura militar – e, oficiosamente, acabou condenado ao ostracismo artístico até morrer em 2000, corroído pelo álcool, pela depressão e pelo esquecimento do público. Simonal era culpado ou inocente? Dedo-duro ou vítima de difamação movida por rancor, inveja, racismo? 

Ponderação:
"Chega de Saudade" de Ruy Castro é o tipo de narrativa, intimamente, ligada a uma tentativa de reconstrução histórica da música popular brasileira nas décadas de 1950 em diante. Consiste numa leitura nivelada no conceito de puro conhecimento de uma época pela qual, muito de nós, não teve oportunidade de usufruir. Possui imagens da turma de ouro desde João Gilberto a Sinatra atento ao Tom Jobim. Porém, tratando da personalidade, que dar título ao presente post, encontramos seis citações, em sete páginas, sendo duas delas compostas por três parágrafos, mencionando o potencial do cantor no revolucionário movimento da Bossa Nova.
Já "Wilson Simonal" também de Castro; volume 17 da Coleção acima citada, apresenta em 60 páginas, o resumo de um resumo de opiniões e compilações sobre o cantor. É o nosso sentimento ao término da leitura e pela bibliografia apresentada à página 50.
Enfocando "Nem vem que não tem": a vida e o veneno de Wilson Simonal,  bem escrito e aparentando ser isento, mostra-nos um artista de grande talento com um enorme complexo de inferioridade. Em conjunto com pequenos perfis de outros ícones da MPB através de suas relações com Simonal. Voz brilhante, intérprete da maior categoria, carismático com as multidões - levou o público do Maracanãzinho, em 05/07/1969, aproximadamente, 30 mil pessoas, ao delírio cantando junto a ele seus maiores sucessos, no que ficou conhecido como "a noite em que Simonal 'jantou' Sérgio Mendes", É, a partir desse momento, talvez, tenha iniciado todo o processo que mal digerido, levando-o a ganhar fama, através da maior estupidez de sua vida: - a fama de dedo-duro, o de se fazer passar por protegido da ditadura militar para conseguir dar uma lição em um desafeto que ele desconfiava estar lhe passando a perna na contabilidade de sua empresa.
Os artistas resolveram encará-lo de duas maneiras: atacando-o duramente ou mantendo-se à distância. Tanto de uma maneira ou de outra, sua carreira foi condenada, destruída sua vida como ser humano. O nosso entendimento, o show de 5 de julho foi a gota d'água da inveja, por ser carismático com as multidões e de está sempre sorrindo. Ninguém o preparou ou ajudou antes e depois  do evento do Maracanãzinho, ele entrou em rota de colisão com o mundo a sua volta. Infelizmente, pagou caro por suas ações posteriores ao show.



20 de julho de 2019

Seeds of Love

Seeds of Love
Eduardo Amos, Elisabeth Prescher e Ernesto Pasqualin. São Paulo. Moderna. 2004. 40 páginas. {Modern Readers - Satage 4 - 2ª ed.}

Nota / Ponderação:
“Fahreneit 451” This film tell the story of the hunt to people that like to read. In the film, that to read becomes unhappy people. The firemen are called to destroy books. The title of the film is the temperature that which happens the destruction of the books. 

"Quando um idoso morre, uma biblioteca é destruída.", metáfora ou não, é uma realidade. Lembrei-me desta frase dita por uma amiga ao assistir as cenas finais de "Fahreneit 451" e ao ler "Seeds of Love".
Now, I am thinking: how can a book do an unhappy person? I don't get to understand.* essa frase fez parte de um exercício redacional em idioma inglês. A pergunta é o nosso não entendimento, é algo inaceitável para a evolução da mente humana.
Concordo, houve momentos na história da humanidade, em que houve verdadeiras fogueiras feitas com livros, onde pessoas tidas como 'sábias e importantes', achavam-se na condição de julgar o que era bom ou ruim para a sociedade. E, ainda há ilhas com tal filosofia.
Não conseguimos entender porquê a leitura possa trazer infelicidade. Voltando ao filme, citado acima, Montag é um ser apagado, sem brilho, trabalha no Corpo de Bombeiros. Sua função é destruir  livros e todo material impresso. Ele vai agindo assim até o dia que começa a ler. Ironicamente, o primeiro livro é: 'David Copperfield' de Charles Dickens. No capítulo 1, 'Eu nasci...'
Neste momento, o filme começa a ficar tenso, cada cena é um atentado os nossos nervos. Um belo trabalho de François Truffaut. Bem, alguém diria, é uma ficção. Está bem, é ficção, mas porquê os autores da literatura de ficção, resolveram trabalhar com a ideia, onde livro é considerado 'persona non grata'.
Por que eles colocam governos autoritários, controlando a vida do cidadão comum, como se fosse objeto descartável. Seriam, esses, escritores autoritários? Eles estariam sendo  patrocinados por algum órgão, também, autoritário? Estariam, eles, denunciando algo para a história? E, qual história acreditar?
Montag menciona: - "Os livros são apenas lixo. Não têm interesse nenhum." Devemos ser como eram os filósofos gregos e romanos? Que papel, realmente, Gutenberg desempenhou? Ou entramos na era da mesmice, preguiça de pensar?




*Now, I am thinking: how can a book do an unhappy person? I don't get to understand.  [Ahora estoy pensando: ¿cómo puede un libro hacer una persona infeliz? No consigo entender. / Agora estou pensando: como um livro pode fazer uma pessoa infeliz? Eu não entendo.]