13 de agosto de 2017

Caraval

Caraval
Caraval. Stephanie Garber. Trad. Camila Fernandes. Ribeirão Preto. Novo Conceito. 2017. 351 páginas.

Sinopse:
Tudo o que você já ouviu sobre Caraval, não se aproxima da realidade. É mais do que um jogo ou uma performance. É o mais perto que você chegará da magia neste mundo...
Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. 
Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele. Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível. 
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Ponderação:
São 43 capítulos que levam você, leitor, ao "Além da Imaginação", "Feitiço do Tempo", "Em algum lugar do Passado" e "Além da Eternidade" - quem for ligado em cinema e séries de Teve, irá entender o que estou tentando dizer.
Há um jogo! Para vencê-lo é preciso ter 'fé'. Dois pares de irmãos se envolvem no mundo explosivo das cores. Cada cor reflete o sentimento de cada um em cada situação. Onde a farsa, a mentira, a violência vive em comum acordo. Quando a verdade finalmente vem a tona, haverá perdas e danos. Mas o amor fará com que as pessoas estejam livres a seguir, colhendo a verdade, paz e felicidade...




Lituânia, Letônia, Estônia

Estônia, Letônia e Lituânia
Eyewitness Travel Guide. Trad. Vera Caputo. São Paulo. Publifolha. 2015. 418 páginas.

Sinopse / Ponderação:
O guia que mostra o que os outros só contam. Aproximadamente com 900 fotografias; 60 mapas e 15 ilustrações nos mostrando o melhor dos Países Bálticos. Com dicas para aproveitar e conhecer, visitando as igrejas, museus, lojas, mercados, festivais e locais importantes. E mais, informações exclusivas para o turista brasileiro. 
Como pode um leitor ir viajar na companhia deste guia, se é preciso ajuda de uma lupa para ler as indicações e detalhes das localidades citadas. As imagens são boas, porém só servirá para guardar na memória ou na estante.





11 de agosto de 2017

CD Clássicos & Jazz

CD - Clássicos & Jazz: Guias Práticos Nova Cultural.
São Paulo. Nova Cultural. 1991. 320 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Nas 320 páginas encontramos pequenas análises dos lançamentos em CD. Breves históricos dos artistas e compositores, assim descrita na capa: - no então universo de títulos disponíveis no mercado brasileiro.

 - 65 grandes compositores  com o melhor da música erudita.

 - 142 ídolos do jazz nos melhores momentos do gênero.

 -  -  'Mais de 900 CDs selecionados. 

Esse tipo de material para pesquisa imediata ou para simples conhecimento de acompanhar as tendências e ídolos de nosso gosto musical, neste caso, era amplamente divulgado e publicado para mais ou menos por volta dos anos 1990 a 2000. O melhor ou pior das hipóteses, continua de, certa maneira, atual e coincidência ou não, sistema mais confiável de consulta...




2 de agosto de 2017

Mil beijos de garoto

Mil Beijos de Garoto
A Thousand boy kisses. Tillie Cole. Trad. Marina Della Valle. São Paulo. Planeta. 2017. 1ª ed. 400 páginas. 

Sinopse: 
Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação. 

Ponderação: 
Quem ama vai buscar a Lua para o ser amado. Neste caso, a vida será interrompida pelo avanço de uma doença. Ele provou seu amor de forma simples. Do tipo: "Quem, realmente, quer! Faz!" Ele foi buscar 'Carneige Hall'. A realização de um sonho, que ficará na lembrança dele e no coração dela. Uma história de amor iniciada na infância. Vivência positiva para ambos os lados. Não havendo necessidade de classificação "tida como algo da filosofia espiritualista" para fazer o mencionado por Poppy na observação da beleza do nascer ou pôr do sol. Admirar a beleza das flores ou simples, fechar dos olhos, sentindo a brisa de encontro a nossa pele. É só ter sensibilidade.
Não gostei da narrativa do 'Epílogo', a autora poderia ter dado pequenos detalhes da vida de Rune, deixando mais próxima da realidade.
Apesar de ser interessante, a narrativa capítulo ímpar visão de um personagem; capítulo par visão de outro personagem; essa estrutura está começando a cansar. Como apêndice, há uma lista de canções, que poderão ser ouvidas no seu computador. 


22 de julho de 2017

Retrato do Meu Coração

Retrato do Meu Coração
Patrícia/Meg Cabot. Trad. Eliane Fraga. Record. Rio de Janeio. 212. 322 páginas no formato e-book.

Sinopse:
No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?

Ponderação:
Sequência quase natural de "A Rosa do Inverno". A presente história segue o mesmo ritmo do livro anterior. É simples, sem grandes complicações ou dramas devastadores. Os personagens se enrolam praticamente sozinhos, em uma série de mal entendidos e um caso gravíssimo de falta de comunicação. E algumas cenas o riso corre solto. Como as convenções sociais da época. O trabalho feminino na nobreza, a questão da maternidade, o preconceito aos estrangeiros e suas manifestações religiosas. Maggie representa bem a ótima mocinha. Ingênua e teimosa, mas de uma coragem enorme por seguir seu caminho, apesar de todas as resistências.



2 de junho de 2017

A Câmara Sangrenta

A Câmera Sangrenta
The Bloody Chamber. Angela Carter (1940 - 1992). Trad. Adriana Lisboa. Porto Alegre. Dublinense/TAG. 2017. 224 páginas. Ilustração de Carla Barth.

Sinopse:
Originalmente lançados em 1979, os contos aqui reunidos são prova da sofisticação e criatividade de Ângela Carter. Ao se apropriar de histórias folclóricas como Chapeuzinho Vermelho e a Bela e a Fera, além de personagens míticos como vampiros, lobisomems e entidades sobrenaturais, a autora reconstrói um universo realista que bebe no fantástico. Como quem desmancha um quebra-cabeça, ela reposicionar as peças do feminino, da violência, da sexualidade e do heroísmo em um imaginário inovador e indiferente aos paradigmas de sua época. 

Ponderação:
Quando o livro chegou, só de olhar o conjunto da obra, fiquei com um pé atrás. Resultado: Uma Leitura arrastada. Descrições estranhas. Decepcionante. Destruição da ternura.  





28 de maio de 2017

O Xará

O Xará
The Namesake. Jhumpa Lahiri. Trad. Rafael Mantovani. São Paulo. Tag/Biblioteca Azul. 2017. 344 páginas. 2ª edição.

Sinopse:
Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido. Filho de imigrantes bengalis que vivem nos Estados Unidos, enfrenta desde criança a crise típica de um tempo de fronteiras instáveis e vidas em trânsito: a de não se reconhecer em nenhuma cultura ou lugar.

Em meio a um constante conflito entre diferentes modos de vida - retratados na educação, na relação com os pais, na vida profissional - , Gógol Ganguli vai buscar no embate como próprio nome e nas relações amorosas um espelho no qual possa descobrir quem realmente é.

Ponderação:
Como classificar esse romance? Seria um romance indiano nascido nos EUA? Estou tentando encontrar um ponto de equilíbrio nele. Faz, já, dois meses e um pouco mais, que terminei a leitura, porém o mesmo período não foi o suficiente para alimentar a sensação de uma certeza de comparação da cultura 'fragmentada' do território indiano.
Como pessoa viva, também, vivi e senti essa falta de identificação, uma sensação de vazio no íntimo do ser identificado como cidadão de um país, mas além do país. Felizmente o livro relata a falta de unidade e absorção cultural dos pais de Gogol. Nunca abandonaram suas raízes, a ponto de prejudicar as escolhas de Gogol e Sonia; que não desejam ser fiéis a cultura dos pais, porque vivem longe daquilo considerado importante aos genitores. Preferem seguir seus próprios impulsos e desejos. Quando assumem a cultura da qual são originados, perseguem e percebem o quão infelizes estão. Uma cultura que deveriam ter participado, passo a passo e não imposta de forma rígida como foi, sem um processo de explicação coerente.