13 de agosto de 2017

Lituânia, Letônia, Estônia

Estônia, Letônia e Lituânia
Eyewitness Travel Guide. Trad. Vera Caputo. São Paulo. Publifolha. 2015. 418 páginas.

Sinopse / Ponderação:
O guia que mostra o que os outros só contam. Aproximadamente com 900 fotografias; 60 mapas e 15 ilustrações nos mostrando o melhor dos Países Bálticos. Com dicas para aproveitar e conhecer, visitando as igrejas, museus, lojas, mercados, festivais e locais importantes. E mais, informações exclusivas para o turista brasileiro. 
Como pode um leitor ir viajar na companhia deste guia, se é preciso ajuda de uma lupa para ler as indicações e detalhes das localidades citadas. As imagens são boas, porém só servirá para guardar na memória ou na estante.





11 de agosto de 2017

CD Clássicos & Jazz

CD - Clássicos & Jazz: Guias Práticos Nova Cultural.
São Paulo. Nova Cultural. 1991. 320 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Nas 320 páginas encontramos pequenas análises dos lançamentos em CD. Breves históricos dos artistas e compositores, assim descrita na capa: - no então universo de títulos disponíveis no mercado brasileiro.

 - 65 grandes compositores  com o melhor da música erudita.

 - 142 ídolos do jazz nos melhores momentos do gênero.

 -  -  'Mais de 900 CDs selecionados. 

Esse tipo de material para pesquisa imediata ou para simples conhecimento de acompanhar as tendências e ídolos de nosso gosto musical, neste caso, era amplamente divulgado e publicado para mais ou menos por volta dos anos 1990 a 2000. O melhor ou pior das hipóteses, continua de, certa maneira, atual e coincidência ou não, sistema mais confiável de consulta...




2 de agosto de 2017

Mil beijos de garoto

Mil Beijos de Garoto
A Thousand boy kisses. Tillie Cole. Trad. Marina Della Valle. São Paulo. Planeta. 2017. 1ª ed. 400 páginas. 

Sinopse: 
Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação. 

Ponderação: 
Quem ama vai buscar a Lua para o ser amado. Neste caso, a vida será interrompida pelo avanço de uma doença. Ele provou seu amor de forma simples. Do tipo: "Quem, realmente, quer! Faz!" Ele foi buscar 'Carneige Hall'. A realização de um sonho, que ficará na lembrança dele e no coração dela. Uma história de amor iniciada na infância. Vivência positiva para ambos os lados. Não havendo necessidade de classificação "tida como algo da filosofia espiritualista" para fazer o mencionado por Poppy na observação da beleza do nascer ou pôr do sol. Admirar a beleza das flores ou simples, fechar dos olhos, sentindo a brisa de encontro a nossa pele. É só ter sensibilidade.
Não gostei da narrativa do 'Epílogo', a autora poderia ter dado pequenos detalhes da vida de Rune, deixando mais próxima da realidade.
Apesar de ser interessante, a narrativa capítulo ímpar visão de um personagem; capítulo par visão de outro personagem; essa estrutura está começando a cansar. Como apêndice, há uma lista de canções, que poderão ser ouvidas no seu computador. 


22 de julho de 2017

Retrato do Meu Coração

Retrato do Meu Coração
Patrícia/Meg Cabot. Trad. Eliane Fraga. Record. Rio de Janeio. 212. 322 páginas no formato e-book.

Sinopse:
No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?

Ponderação:
Sequência quase natural de "A Rosa do Inverno". A presente história segue o mesmo ritmo do livro anterior. É simples, sem grandes complicações ou dramas devastadores. Os personagens se enrolam praticamente sozinhos, em uma série de mal entendidos e um caso gravíssimo de falta de comunicação. E algumas cenas o riso corre solto. Como as convenções sociais da época. O trabalho feminino na nobreza, a questão da maternidade, o preconceito aos estrangeiros e suas manifestações religiosas. Maggie representa bem a ótima mocinha. Ingênua e teimosa, mas de uma coragem enorme por seguir seu caminho, apesar de todas as resistências.



2 de junho de 2017

A Câmara Sangrenta

A Câmera Sangrenta
The Bloody Chamber. Angela Carter (1940 - 1992). Trad. Adriana Lisboa. Porto Alegre. Dublinense/TAG. 2017. 224 páginas. Ilustração de Carla Barth.

Sinopse:
Originalmente lançados em 1979, os contos aqui reunidos são prova da sofisticação e criatividade de Ângela Carter. Ao se apropriar de histórias folclóricas como Chapeuzinho Vermelho e a Bela e a Fera, além de personagens míticos como vampiros, lobisomems e entidades sobrenaturais, a autora reconstrói um universo realista que bebe no fantástico. Como quem desmancha um quebra-cabeça, ela reposicionar as peças do feminino, da violência, da sexualidade e do heroísmo em um imaginário inovador e indiferente aos paradigmas de sua época. 

Ponderação:
Quando o livro chegou, só de olhar o conjunto da obra, fiquei com um pé atrás. Resultado: Uma Leitura arrastada. Descrições estranhas. Decepcionante. Destruição da ternura.  





28 de maio de 2017

O Xará

O Xará
The Namesake. Jhumpa Lahiri. Trad. Rafael Mantovani. São Paulo. Tag/Biblioteca Azul. 2017. 344 páginas. 2ª edição.

Sinopse:
Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido. Filho de imigrantes bengalis que vivem nos Estados Unidos, enfrenta desde criança a crise típica de um tempo de fronteiras instáveis e vidas em trânsito: a de não se reconhecer em nenhuma cultura ou lugar.

Em meio a um constante conflito entre diferentes modos de vida - retratados na educação, na relação com os pais, na vida profissional - , Gógol Ganguli vai buscar no embate como próprio nome e nas relações amorosas um espelho no qual possa descobrir quem realmente é.

Ponderação:
Como classificar esse romance? Seria um romance indiano nascido nos EUA? Estou tentando encontrar um ponto de equilíbrio nele. Faz, já, dois meses e um pouco mais, que terminei a leitura, porém o mesmo período não foi o suficiente para alimentar a sensação de uma certeza de comparação da cultura 'fragmentada' do território indiano.
Como pessoa viva, também, vivi e senti essa falta de identificação, uma sensação de vazio no íntimo do ser identificado como cidadão de um país, mas além do país. Felizmente o livro relata a falta de unidade e absorção cultural dos pais de Gogol. Nunca abandonaram suas raízes, a ponto de prejudicar as escolhas de Gogol e Sonia; que não desejam ser fiéis a cultura dos pais, porque vivem longe daquilo considerado importante aos genitores. Preferem seguir seus próprios impulsos e desejos. Quando assumem a cultura da qual são originados, perseguem e percebem o quão infelizes estão. Uma cultura que deveriam ter participado, passo a passo e não imposta de forma rígida como foi, sem um processo de explicação coerente. 





28 de abril de 2017

Um Menino em um Milhão

Um Menino em um Milhão
The one-in-a-million boy. Monica Wood. Trad. Marcelo Mendes. São Paulo. Arqueiro. 2017. 352 páginas.

Sinopse:
Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções.
Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana.
Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver.

Ponderação:
Quando as diferenças se encontram, resultando na busca de um objetivo. Essas diferenças falam de façanhas estranhas encontradas no Guinness, Livro de Recordes, e de assuntos de difícil compreensão e entendimento: luto pela perda de alguém ou algo querido, como lidar! Amor: nem sempre estamos preparados para o amor, nem sempre percebemos que amamos, um caminho tortuoso cheio de artimanhas capazes de destruir o ser humano e seu relacionamento. Questionamento do não gostar de praticar esportes é ser infeliz? Como leitora, gostei desse ponto, pois o "Menino" era um ser feliz não praticando esportes. Será que temos que nos anular para fingir ser feliz. A velhice, não é doença e muito menos imbecilidade. A velhice é o amadurecimento de nossa vivência. É o momento de contar história.
Quinn Porter, 42 anos, músico [Ama o que faz, mas não sabe como demonstrar.]
Ona Vitkus, 104 anos, natural da Lituânia, por ter a idade centenária e lúcida é um poço de história e observação das alterações da humanidade.