29 de abril de 2016

Joana Fomm


Joana Fomm: Minha história é Viver
Vilmar Ledesma. São Paulo. Imprensa Oficial. 2008. 276 páginas

Sinopse:
Aos 23 anos de idade, informa o jornalista Vilmar Ledesma na introdução de Minha História é Viver, Joana Fomm "largou a vida promissora de jovem estrela carioca' e foi para São Paulo trabalhar no Teatro de Arena. Profissional arrojada, sempre optou pelo risco, conforme demonstra a sua filmografia: Todas as Mulheres do Mundo, Edu Coração de Ouro, Macunaíma, dentre outros. Alcançou a fama televisiva interpretando a vilã Yolanda na novela Dancin' Days, de Gilberto Braga, e, anos depois, reafirmou esse carisma com a beata Perpértua em Tieta, de Aguinaldo Silva. O fato de Joana Fomm também ser escritora, isto é, uma "íntima das palavras" segundo Vilmar Ledesma, torna as histórias contadas em Minha História é Viver ainda mas reveladoras.

Ponderação:
Engraçado é o fato da existência de uma Coleção para tentar resgatar a história do Teatro, Cinema e Televisão no país e dela acaba-se por descobrir que aquela atriz ou aquele ator 'chata(o)' tem uma história de estudo sério por trás de cada personagem construído para tal peça, novela ou filme. Nisto a atriz, deste livro, demonstra como é a arte de representar para diferentes públicos de um mesmo país.



26 de abril de 2016

O Leilão do lote 49

O Leilão do Lote 49
The Crying of lot 49. Thomas Pynchon. Trad. Jorio Dauster. São Paulo. Cia. das Letrase1993. 140 páginas.

Sinopse:
‘O leilão do lote 49’, é um hilariante mergulho, repleto de surpresas, na subcultura da Califórnia em plena década de 1960, entremeado de alusões à cultura de massa e à história européia. Édipa Maas, a protagonista, é surpreendida ao ser designada inventariante no testamento de um riquíssimo ex-namorado; ao começar a desvendar seus negócios, ela se vê envolvida no que parece ser um misterioso complô internacional, que se complica à medida que fatos e personagens cada vez mais bizarros se sucedem e se encaixam como as peças de um delirante quebra-cabeças.

Ponderação:
Quando selecionei este livro, lá no site Le Livros, considerei interessante a sinopse. Lendo de fato, estou partindo ao irrelevante. Com nomes exóticos, próprios da cultura dos anos 1960/1970; já temos um humor negro sádico. Resultado: Não acrescentou nenhum sentimento positivo e, nem sequer, servirá de orientação a uma possível indicação do quer que seja.








17 de abril de 2016

Jonas Bloch

Jonas Bloch: O ofício de uma paixão
Nilu Lebert. São Paulo. Imprensa Oficial. 2009. 208 páginas no formato digital. [Coleção Aplauso]

Sinopse:
Com 50 anos de carreira, Jonas Bloch é um dos artistas brasileiros mais completos. Formado em Artes Visuais, lecionou interpretação em diversas universidades. É ator, diretor e autor. Trabalhou em cinema, teatro e televisão, numa variedade de experiências que vai de Shakespeare a comedias de costumes, até 28 longas-metragens, sempre com o empenho de um artista apaixonado por sua arte. Nascido no Rio de Janeiro fez a primeira parte de sua carreira em Belo Horizonte, onde marcou épica com diversas encenações. Problemas com a censura e a ditadura o trouxeram a São Paulo, onde prosseguiu com o sucesso em espetáculos como Hamlet, Sonhos de uma Noite de Verão; Peer Gynt, Franck V, de Durrematt, além de apresentações em Portugal e festivais internacionais. Também na televisão teve participação destacada em novelas e minisséries, como Corpo Santo, Mulheres de Areia, A Viagem e Bicho do Mato. Jonas, que é pai da atriz Débora Bloch, relembra sua vida e trajetória neste livro-depoimento, feito pela jornalista Nilu Lebert.

Ponderação:
Foram poucos os seus trabalhos assistidos por mim, mas surpresa em todos os sentidos. Ele soube bem equacionar a questão da liberdade, depois de um período no internato, aplicando a todos os momento da história pessoal e do país, onde tudo era proibido.  






11 de abril de 2016

Aviso 14

  • Querido leitor, querida leitora! Sempre há um que está chegando pela primeira vez. Portanto: - Não sigo a tendência da moda literária, possuo meus próprios parâmetros de indicação de leitura. Visto que a memória é minha grande aliada nesta empreitada, porque estou postando sobre os livros lidos desde os meus 12 anos, quando já cursava a 5ª série do 1º Grau (hoje, Ensino Fundamental), com a chamada leitura obrigatória curricular. Quer dizer já somam mais de quarenta anos de leitura e as mais recentes. Neste ínterim, ficaria, imensamente, feliz com maior número de comentários, se gostaram dos livros ou do que eu escrevi.
  • O descrito em "Ponderação" pode e poderá ser considerado, sim, como uma visão e vivência de leitora comum, a consumidora e devoradora de livros e leituras. Não reflete opiniões pré-definidas de Direção de Redação ou Empresa Editorial. A maioria não estão, propriamente, em estilo jornalístico ou acadêmico. Abrange um rigor peculiar e particular em relação a memória. A leitura contemporânea, atual, virá com maiores ingredientes ou não. Muitas delas são frutos de indicações sugeridas no processo de leitura ou frase mencionada ou que corrobore com algum conceito exposto na convivência diária com outras pessoas.
  • Também, haverá novas informações em algumas postagens antigas, em virtude de uma segunda leitura, uma outra visão, com o amadurecimento do conhecimento das obras literárias ou não.
  • As pequenas surpresas continuam acontecendo. Realmente, sentindo-me bastante Curiosa, pois o livro de Título - Diário da Morte, A Tragédia do Cessna 140 - está sendo visitado. Gostaria de obter informações desses leitores, eles não postaram nenhum comentário. Pergunto-me o que há de tão importante neste livro. A não ser, simplesmente, o relato da eterna burocracia brasileira e paraguaia, o motivo de não chegar a tempo de salvar o piloto com vida. Outro livro, de Título - Aleluia, a Cigana - de Gilda de Abreu vem recebendo mais acessos, mas em comentário foi possível conhecer a fã. Nadja, Obrigada!
  • Mais um item, considero importante mencionar, pois são duas experiências novas. De fevereiro e julho do ano passado, venho tendo a oportunidade de conhecer livros que não seriam possível sua aquisição física, mas através do sistema "downloads" - pagos ou gratuitos - enriquecem meu mundo da leitura e conhecimento. A outra experiência é a minha associação a um Clube de Leitura, com nova possibilidade de indicações e já deu seus frutos.




30 de março de 2016

Minhas Leituras: William Wordsworth

  • O mundo da leitura proporciona grandes surpresas. E, há de não confiar, inteiramente, nas observações descritas pelo autor. Aprendi isso, quando li "La Sombra del Viento" de Carlos Ruiz Zafón. E, depois, com meu professor de Jornalismo Cultural. Estou dizendo essas palavras por causa de David Lurie, um apaixonado por Lord Byron e William Wordsworth, no livro "Desonra" de J.M. Coetzee.



William Wordsworth
[Cockermouth, 7-4-1770 ~ Rdyal Mount, 23-4-1850]


  • Poeta británico. Autor, junto con su amigo Coleridge, de 'Baladas líricas' en 1790; verdadero manifesto del romantismo inglés. Rechazó la fraseología de los poetas del siglo XVIII en benefício de lo pitoresco de la lengua cotidiana. Wordsworth es considerado el poeta de la naturaleza.
  • Poeta romântico inglês. Estudou em Hawkshead, onde teve a oportunidade de dar longos passeios em intimo contato com a natureza. De 1789-1791, fixa residência na França. De regresso a Inglaterra, entra em profunda crise espiritual, conseguiu cura-se com ajuda de sua irmã Dorathy e de Coleridge, seu amigo, com ele estabeleceu intimo convívio intelectual, em Alfoxden, dando origem a uma parceria literária de que é testemunha a publicação de Lyrical Ballads, em 1798, data, quando da origem a  época romântica da literatura inglesa. Visita a Alemanha. Sua trajetória inicia-se sob a égide da tradição setecentista, atinge o apogeu durante um período de dez anos (1797~1807) a que pertencem as obras poéticas mais consagradas, para entrar em declínio. Espiritualmente, Wordsworth parece passar do entusiasmo revolucionário ao conformismo, do radicalismo godwiniano ao conservadorismo, da poesia lírica à retórica de pendor filofante. Mas em todos os seus momentos, o poeta considera a sua arte como discurso acerca das relações entre o macrocosmos natural e o microcosmos humano; seu tema preferido é o da comunhão com a natureza, elemento que acolhe o indivíduo para  seu conforto e deleite, transportando-o a um estado de clarividência mística em que interioridade e mundo exterior se revelam como emanações do divino.  


Exemplo de sua poesia:

Ela era um espírito da Alegria
Trad.: Alberto Marsicano e John Milton


Ela era um Espírito da alegria
Quando a vi no primeiro dia;
Bela Aparição brilhante
Enviada ao encanto do instante;
Seus olhos, como o Crepúsculo sereno;
Como o Crepúsculo, seu cabelo moreno;
E tudo mais que a envolvia
À Aurora e à Primavera pertencia;
Forma dançante, imagem a alegrar?
A surpreender, assolar e assombrar.
Olhei-a de perto, lá estava ela,
Um Espírito, mas também uma Donzela!
Seu movimento leve, solto e frugal,
E passos da liberdade virginal;
No semblante se encontraram as nuanças
Das doces promessas e doces lembranças;
Criatura nem brilhante ou boa demais
Para os afazeres cotidianos e normais,
Ou a sofrer passageiro e simples desejos,
Louvor, culpa, amor, lágrimas, sorrisos e beijos.
Com os olhos tranquilos posso contemplar
Desta máquina o verdadeiro pulsar;
Um ser que, pensativo, respira forte;
Um Viajante, em meio à vida e à morte;
A razão firme, a vontade temperada,
Uma perfeita Mulher soberbamente forjada;
Paciência, visão, habilidade e poder,
Para alertar, confortar e reger;
E ainda um Espírito com fulgor magistral,
Com algo da luz angelical.



29 de março de 2016

Improvável Jornada de Harold Fry

Improvável Jornada de Harold Fry
The unlikely pilgrimage of Harold Fry. Rachel Joyce. Trad. Johann Heyss. Rio de Janeiro. Objetiva. 2013. 248 páginas.

Sinopse:
A Improvável Jornada de Harold Fry, de Rachel Joyce, tem como temas centrais os sentimentos de amor, amizade e arrependimento. A autora conta a história do aposentado Harold Fry que numa manhã de sol sai de casa para colocar uma carta no correio, sem imaginar que estava começando uma jornada não planejada até o outro lado da Inglaterra.

Ponderação:
O início é aquele momento, quando as relações humanas e matrimoniais estão mortas, mornas, vegetando. Uma carta desperta algo adormecido, esquecido. De caixa-coletora de correios em caixa-coletora, ele vai caminhando e caminhando. Temos humor, tristeza, seriedade numa odisseia marcante sobre o amor, acertos, culpa, redenção, fé e amizade, prevalecendo a  perseverança em superar limites. O capítulo 11, onde 'Maureen e o  médico substituto' encontramos o diálogo mudo e hilário. A mudez do casal vai sendo desvendada por cada parada, cada palavra, cada ilustração inicial em cada novo capítulo, cada ação, cada pequena iniciativa. Em verdade, as perdas emocionais não trabalhadas levaram duas décadas para serem resolvidas e, finalmente, deixadas de lado.



 

27 de março de 2016

Ruth de Souza

Ruth de Souza: A Estrela Negra
Maria Angela de Jesus. São Paulo. Imprensa Oficial. 2004. 160 paginas. [Coleção Aplauso]

Sinopse:
Como começar a avaliar Ruth de Souza? Bem, podemos começar citando que Jorge Amado era seu fã e incentivador; que Alberto Cavalcanti (premiado em Londres) era seu padrinho no cinema; que fez parte do Teatro Experimental do Negro; que foi nossa maior estrela negra, ícone da Vera Cruz. Que sempre honrou seu nome,sua cor, sua dignidade humana. E que tem uma vida que daria filme.

Ponderação:
Acredito que é muito difícil falar de nós mesmos. Porém essa personalidade de nossa arte cênica, mostra-nos a verdade de que é complicado falar de nós mesmos. Ruth é a pioneira em ser atriz que empresta o nome ao título do livro. Foi bom ler, porque ela dar valor a cada conquista e sonho realizado. Provou que não precisou de 'cota'. Provou que pode ser alguém, mesmo sendo pobre e sem recursos. Ao ler essa biografia, também, lembrou-me de outras informações a respeito de conhecimento do assunto, antes de falar a respeito. Muito bom.