25 de setembro de 2014

La tía Julia y el Escribidor

La tía Julia y el Escribidor
Mario Vargas Llosa. Barcelona; Seix Barral. 1984. 447 páginas.

Sinopse:
Ya en el título de esta novela de Mario Vargas Llosa, publicada en 1977, se recoge la doble historia en que se vertebra su argumento; por un lado, la relación amorosa del joven escritor Varguitas con una mujer de su familia mayor que él, la tía Julia; y por otro, la desaforada presencia del folletinista Pedro Camacho en la misma emisora de radio donde Varguitas trabaja. La noble pasión amorosa entre la tía Julia y el aprendiz de novelista, que la sociedad limeña de los años cincuenta trata por todos los medios de impedir, se combina en esta novela de Vargas Llosa con las narraciones truculentas del folletinista de las ondas. El contrapunto de una encendida pasión con aires shakesperianos y su correlato melodramático y la inesperada confluencia del devoto de la alta literatura y el escribidor rastrero son algunas claves de esta narración mayor de Mario Vargas Llosa. La tía Julia y el escribidor reúne el interés de los relatos de aventuras, donde la atención del lector queda sujeta a un final feliz continuamente postergado, y el más desternillante y grotesco pasatiempo, gracias sin duda a las divertidas aportaciones del escribidor Camacho, uno de los grandes personajes del novelista peruano. 

Ponderação:
Meu primeiro e longo romance lido em idioma espanhol, logo de cara e sem lá muita experiência no idioma, segundo ano de Letras, Espanhol-Português, lá em 1995. Com capítulos alternados - [um capítulo com as aventuras e desventuras de Tia Julia e Varguitas. Um com as novelas radiofônicas de Pedro Camacho] -, chega-se a um momento, o qual sentimos já ter lido a história a poucas páginas atrás. Para dar bom andamento a leitura, em virtude de ser parte obrigatória do curso, tive necessidade de recorrer a tradução, sendo a mesma existente na biblioteca do local onde trabalho. Ler esse livro fez-me ficar com um pé atrás em respeito ao autor, porque três anos depois e, também, por via da obrigação de grade curricular, veio "La Guerra del fin del Mundo" e não terminei o primeiro capítulo de tão detalhista consiste a narrativa na questão de Antônio Conselheiro. Quero dizer: Será mesmo um bom autor - Mario Vargas Llosa? Ou os afamados prêmios possuem outra significação.




22 de setembro de 2014

A vida do Livreiro A.J.Fikry

A vida do Livreiro A.J. Fikry
The Storied Life of A.J. Fikry. Gabrielle Zevin. Trad. Flávia Yacubian. São Paulo. Paralela. 2014. 186 páginas. 

Sinopse:
História que é uma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.

Ponderação:
“Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”, Nossa como amei essa frase, já pode ser lida na capa, embaixo da ilustração, que aliás é bonita e sugere a fachada de um edifício, onde janelas e portas são livros abertos, e, cada uma delas é um mundo particular dentro do universo. Bem, cada livro nos encaminha ao mundo maravilhoso do saber e conhecimento geral. O senhor Fikry é apaixonado pela obra de E. A. Poe. Figura que possui um mau humor crônico (até em ficção literária, apresentam a etnia indiana, como sendo, sempre do contra e mal-humorada). O texto é gostoso, muito embora tenha algumas expressões que deveriam ser substituídas, por trata-se de obra literária com contexto ampliado na análise de outras obras. Cada capítulo é aberto com analise de obra, 'lida' por Fikry, e, muitas das vezes, de forma ácida e cruel/pessoal. Consequentemente, uma obra com uso da metalinguagem, nas observações contidas. Talvez, a autora tenha colocado sua visão particular na visão de mundo do livreiro. Como cada livro é um mundo, os mundos apresentados em cada um pode e poderá modificar a nossa ilha, ampliando-a de forma consciente e pacificamente, como bem mostraram os personagens desta história.


19 de setembro de 2014

Meu Livro de Cordel

Meu Livro de Cordel
Cora Coralina (1889-1985). São Paulo. Global. 11ª ed. 2001. 112 páginas.

Sinopse:
Meu livro de cordel traduz a ligação obstinada e profunda de Cora Coralina com os anônimos poetas nordestinos. A literatura de cordel, enquanto gênero literário, é trabalhada neste livro em 43 poemas. Cora Coralina homenageia os menestréis nordestinos, com a simplicidade e a sabedoria de quem teve como grande mestra a própria vida, o que, em suas palavras, justifica a autenticidade de sua poesia arrancada aos pedaços do fundo de sua sensibilidade. Aqui ela apresenta-nos a alma dos rios, das pedras, dos gestos exaustos das lavadeiras; a simplicidade da vida, do amor e da morte. Cora revela sua profunda compreensão dos seres humanos, desde os atos mais rotineiros até os atos de heroísmo.

Ponderação:
Belíssimo! O cotidiano em poesia. Simplicidade e emotividade a flor da pele. Ela, Cora Coralina, é uma Literatura Brasileira em outros modelos, longe e muito longe da influência do eixo Rio-São Paulo-Porto Alegre-Belo Horizonte. Ela é o retrato de um Brasil simples e extremamente belo. Não há palavras para conceituar sua poesia, a não ser Beleza. Sentir em cada palavra a alma de nosso país.




16 de setembro de 2014

Nada Dura para Sempre

Nada Dura para Sempre
Nothing Lasts Forever. Sidney Sheldon (1917-2007). Trad. Pinheiro de Lemos. Rio de Janeiro. Record. 3ª ed. 1994. 367 páginas.

Sinopse:
Kat Hunter, Betty Taft (Honey) e Paige Taylor são as únicas mulheres em um grupo de médicos residentes de um hospital de São Francisco. Além de trabalharem juntas, elas dividem o mesmo apartamento e protagonizam situações, no mínimo, insólitas: a primeira, por pouco não provoca a interdição do hospital; a segunda mata um doente em troca de 1 milhão de dólares; e a terceira é assassinada.

Ponderação:
Uma história envolvente, cuja trama transita no meio de profissionais da medicina e mafiosos, pacientes e viciados em drogas. Um jogo de gato e rato capaz de tirar o fôlego. Típico caso de 'o que você vê, não é o que você vê.'



10 de setembro de 2014

Aniversário!



Sem imagem de livros. Sem grandes homenagens! Nosso primeiro aniversário, com uma centena de idéias e um grande trabalho de memória. Não foi fácil. Lembrar de todos os livros lidos em mais de quarenta anos. Ok! Entre os técnicos e ficção e não ficção. Como sempre acontece, houve pequenas alterações, mas ficamos só com livros.
A seguir, um balanço estatístico deste ano, em imagens.

Controle Estatístico dos acessos em cada um dos post.
02/09/2014

Vale lembrar, que as estatísticas foram fechadas nos dias 02 e 03 de setembro, para análise conceitual e suas diferenças, oficial e detalhada. As próximas imagens são o mostruário oficial.

Controle Oficial Estatístico dos acessos em cada um dos post.
03/09/2014



Público - 03/09/2014


Visão geral - 03/09/2014

Uma ponta triste, os Comentários estão estacionados em 18. E uma surpresa foi um 'leitor/seguidor' encontra-me na minha página do Facebook. Infelizmente, só isso...


Outro dia, passeando em um site de leitores e livros, encontrei uma frase interessante, mas que versa sobre os não aficionados por Leitura: - "Porque você está lendo esse livro, já tem o filme." Ponto final: O filme na maior parte das vezes não tem nada a ver com livro. Como bem disse o meu professor de Jornalismo Cultural - Filme é outra obra...

Espero dobrar o número de seguidores no próximo ano.

Obrigado!  Ačiū! Thanks! Gracias!



8 de setembro de 2014

Um amor para recordar

Um Amor Para Recordar
A walk to remember. Nicholas Sparks. Trad. Ivar Panazzolo Júnior. Ribeirão Preto. Novo Conceito. 2011. 184 páginas.

Sinopse:
Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.

Ponderação:
Primeiro, interessei em ler por ser o ano de 1958, o desenrolar da história. É o segundo livro do autor que leio. Bom, a história é de amor entre os extremos: bagunceiro x ordeiro, calmo/tranquilo x barulho/nervosismo, inteligente x nem tanto e o educado x deseducado. Aquela velha máxima, o opostos se atraem e atraem mesmo. É como o que você vê, mas, na verdade, não é o que você vê. Ou sempre há uma tampa que combina com a panela velha. Basicamente, tudo acontece a partir do início do ano letivo, setembro; dois jovens de 17 anos, naquela altura, por questões de educação eram um mais amadurecido do que o outro. Com sonhos, mas a partir da peça de Natal que os alunos apresentariam nas festas de final ano, Jamie Sullivan dar todas as pistas do por que da melhor apresentação e da melhor festa no orfanato. Sim, ela tinha pressa, porque só ela sabia dos seus dias contados, mas Landon não percebeu de início. Somente, no retorno as aulas, em janeiro, fica sabendo e entre dúvidas, resolve realizar os sonhos da mulher que mudou o seu modo de encarar o mundo, casando com ela, mesmo contra a opinião de toda uma cidade.



Farda, Fardão, Camisola de Dormir


Farda, Fardão, Camisola de Dormir
Jorge Amado (1912-2001). Rio de Janeiro. Record. 2001. 230 páginas.

Sinopse:
Uma disputa por vagas na Academia Brasileira de Letras é o tema central deste romance divertido e atípico de Jorge Amado. "Farda, fardão, camisola de dormir" é capaz de surpreender, positivamente, os fãs do escritor. 

Ponderação:
Como pano de fundo o momento histórico, ascensão do Comunismo, o Nazifascismo, e uma lição em busca da liberdade e democracia. Se colocarmos a disputa por uma vaga como essa da Academia em âmbito Nacional, poderíamos ter uma nova oportunidade de votar na pessoa certa e mostrar ao mundo que não estamos tão bem como alguns pregam. E tudo na base da inteligência e paciência.