19 de setembro de 2014

Meu Livro de Cordel

Meu Livro de Cordel
Cora Coralina (1889-1985). São Paulo. Global. 11ª ed. 2001. 112 páginas.

Sinopse:
Meu livro de cordel traduz a ligação obstinada e profunda de Cora Coralina com os anônimos poetas nordestinos. A literatura de cordel, enquanto gênero literário, é trabalhada neste livro em 43 poemas. Cora Coralina homenageia os menestréis nordestinos, com a simplicidade e a sabedoria de quem teve como grande mestra a própria vida, o que, em suas palavras, justifica a autenticidade de sua poesia arrancada aos pedaços do fundo de sua sensibilidade. Aqui ela apresenta-nos a alma dos rios, das pedras, dos gestos exaustos das lavadeiras; a simplicidade da vida, do amor e da morte. Cora revela sua profunda compreensão dos seres humanos, desde os atos mais rotineiros até os atos de heroísmo.

Ponderação:
Belíssimo! O cotidiano em poesia. Simplicidade e emotividade a flor da pele. Ela, Cora Coralina, é uma Literatura Brasileira em outros modelos, longe e muito longe da influência do eixo Rio-São Paulo-Porto Alegre-Belo Horizonte. Ela é o retrato de um Brasil simples e extremamente belo. Não há palavras para conceituar sua poesia, a não ser Beleza. Sentir em cada palavra a alma de nosso país.




16 de setembro de 2014

Nada Dura para Sempre

Nada Dura para Sempre
Nothing Lasts Forever. Sidney Sheldon (1917-2007). Trad. Pinheiro de Lemos. Rio de Janeiro. Record. 3ª ed. 1994. 367 páginas.

Sinopse:
Kat Hunter, Betty Taft (Honey) e Paige Taylor são as únicas mulheres em um grupo de médicos residentes de um hospital de São Francisco. Além de trabalharem juntas, elas dividem o mesmo apartamento e protagonizam situações, no mínimo, insólitas: a primeira, por pouco não provoca a interdição do hospital; a segunda mata um doente em troca de 1 milhão de dólares; e a terceira é assassinada.

Ponderação:
Uma história envolvente, cuja trama transita no meio de profissionais da medicina e mafiosos, pacientes e viciados em drogas. Um jogo de gato e rato capaz de tirar o fôlego. Típico caso de 'o que você vê, não é o que você vê.'



10 de setembro de 2014

Aniversário!



Sem imagem de livros. Sem grandes homenagens! Nosso primeiro aniversário, com uma centena de idéias e um grande trabalho de memória. Não foi fácil. Lembrar de todos os livros lidos em mais de quarenta anos. Ok! Entre os técnicos e ficção e não ficção. Como sempre acontece, houve pequenas alterações, mas ficamos só com livros.
A seguir, um balanço estatístico deste ano, em imagens.

Controle Estatístico dos acessos em cada um dos post.
02/09/2014

Vale lembrar, que as estatísticas foram fechadas nos dias 02 e 03 de setembro, para análise conceitual e suas diferenças, oficial e detalhada. As próximas imagens são o mostruário oficial.

Controle Oficial Estatístico dos acessos em cada um dos post.
03/09/2014



Público - 03/09/2014


Visão geral - 03/09/2014

Uma ponta triste, os Comentários estão estacionados em 18. E uma surpresa foi um 'leitor/seguidor' encontra-me na minha página do Facebook. Infelizmente, só isso...


Outro dia, passeando em um site de leitores e livros, encontrei uma frase interessante, mas que versa sobre os não aficionados por Leitura: - "Porque você está lendo esse livro, já tem o filme." Ponto final: O filme na maior parte das vezes não tem nada a ver com livro. Como bem disse o meu professor de Jornalismo Cultural - Filme é outra obra...

Espero dobrar o número de seguidores no próximo ano.

Obrigado!  Ačiū! Thanks! Gracias!



8 de setembro de 2014

Um amor para recordar

Um Amor Para Recordar
A walk to remember. Nicholas Sparks. Trad. Ivar Panazzolo Júnior. Ribeirão Preto. Novo Conceito. 2011. 184 páginas.

Sinopse:
Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.

Ponderação:
Primeiro, interessei em ler por ser o ano de 1958, o desenrolar da história. É o segundo livro do autor que leio. Bom, a história é de amor entre os extremos: bagunceiro x ordeiro, calmo/tranquilo x barulho/nervosismo, inteligente x nem tanto e o educado x deseducado. Aquela velha máxima, o opostos se atraem e atraem mesmo. É como o que você vê, mas, na verdade, não é o que você vê. Ou sempre há uma tampa que combina com a panela velha. Basicamente, tudo acontece a partir do início do ano letivo, setembro; dois jovens de 17 anos, naquela altura, por questões de educação eram um mais amadurecido do que o outro. Com sonhos, mas a partir da peça de Natal que os alunos apresentariam nas festas de final ano, Jamie Sullivan dar todas as pistas do por que da melhor apresentação e da melhor festa no orfanato. Sim, ela tinha pressa, porque só ela sabia dos seus dias contados, mas Landon não percebeu de início. Somente, no retorno as aulas, em janeiro, fica sabendo e entre dúvidas, resolve realizar os sonhos da mulher que mudou o seu modo de encarar o mundo, casando com ela, mesmo contra a opinião de toda uma cidade.



Farda, Fardão, Camisola de Dormir


Farda, Fardão, Camisola de Dormir
Jorge Amado (1912-2001). Rio de Janeiro. Record. 2001. 230 páginas.

Sinopse:
Uma disputa por vagas na Academia Brasileira de Letras é o tema central deste romance divertido e atípico de Jorge Amado. "Farda, fardão, camisola de dormir" é capaz de surpreender, positivamente, os fãs do escritor. 

Ponderação:
Como pano de fundo o momento histórico, ascensão do Comunismo, o Nazifascismo, e uma lição em busca da liberdade e democracia. Se colocarmos a disputa por uma vaga como essa da Academia em âmbito Nacional, poderíamos ter uma nova oportunidade de votar na pessoa certa e mostrar ao mundo que não estamos tão bem como alguns pregam. E tudo na base da inteligência e paciência. 



30 de agosto de 2014

Noites Fascinantes

Noites Fascinantes
Paulo Oliver. São Paulo. Fiuza Editores. 2004. 63 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Não têm como fazer a sinopse de livro. Lucubração pura. Para iniciar qualquer tipo de análise, a capa com alusão aos 450 anos de fundação de São Paulo não indica que seja textos alusivos a Noites Fascinantes. Melhor, não há como qualificar esses textos, os quais assemelham aos versos de crianças em idade de aprendizado dos primeiros anos da escola. As imagens encontradas em algumas páginas não tiveram o tratamento adequado para tal empreitada. Não foi possível escolher um poema para ilustrar este post.




Éramos Seis

Imagem da Internet, a edição que li vinha com
capa dura, pois havia sido restaurada.
Éramos Seis
Maria José Dupré (1898-1984). São Paulo. Ática. 1975. 194 páginas.

Sinopse: 
A história de Dona Lola e sua família, uma bondosa e batalhadora mulher que faz de tudo pela felicidade do marido, Júlio, e dos quatro filhos: Carlos, Alfredo, Julinho e Maria Isabel. A vida de Dona Lola é narrada desde a infância das crianças, quando Júlio trabalha para pagar as prestações da casa onde moram, passando pela chegada dos filhos à fase adulta e de Dona Lola à velhice. Conforme os anos passam, vão se modificando as coisas na vida de Dona Lola: a morte de Júlio; o sumiço de Alfredo pelo mundo; a união de Isabel com Felício, um homem separado; a ascensão de Julinho, que se casa com uma moça de família rica. O título do livro vem da situação de Dona Lola ao fim da vida, sozinha num asilo: eram seis, agora só resta ela. Também são expostos no livro outras personagens, como os familiares de Lola: na cidade de Itapetininga, interior paulista, moram a mãe, Dona Maria; a tia Candoca; as irmãs Clotilde, solteira, e Olga, casada com Zeca, seu cunhado; na cidade, vive a rica tia Emília, irmã de seu pai; e a filha dela, Justina.

Ponderação:
Quando li o romance, foi para verificar algumas falhas na adaptação feita pelo SBT, nos anos 1980. Havia cenas e personagens que não se encaixavam. Mais, ainda, pela adaptação anterior feita pela extinta Tupi, dos comentários de quem a assistiu. Não poderei afirmar ou não se gostei, porque só assisti alguns capítulos da segunda versão, visto que minha avó assistia e, durante o jantar, eu nas poucas vezes coincidentes de o trânsito estar bom, na época.
Narrada em forma de lembranças, por Lola descreve sobre sua vida e de sua família. As inúmeras vicissitudes da vida vão moldando a histórias e o caráter de seus filhos, mesmo sendo criados juntos, são muito diferentes. O retrato da história é, ainda hoje, pais sem autoridade diante dos filhos, que fazem o que quer, ou seja, os pais de uma maneira ou de outra sempre acabam cedendo, até chegar um ponto intolerável, turbulento de aflição, tormento, noites sem dormir, família se desmoronando, em que os pais na velhice são jogados em asilos, sendo que os filhos nunca ajudaram em nada, nunca chegaram perto do fogão. Passeia pela política da época e da Revolução de 32, com muita morte, onde o povo paulista em não aceitar um governo sem Constituição, uma terrível página da história de São Paulo, Pouco lembrado hoje, pelos paulistas e pouco sabem do porquê do feriado 9 de julho.