28 de agosto de 2014

El beso de la mujer araña

Montagem do  livro, que na época do curso fora
em forma de apostilha. Capa dura feita em 2012.
El Beso de la Mujer Araña
Manuel Puig (1932-1990). Barcelona. Seix Borral. 1980. 290 páginas.

Sinopse:
Dos hombres muy diferentes, que sufren la injusticia de un mismo orden represivo, se encuentran encarcelados juntos. Ésta es la historia de Valentín Arregui Paz, ideólogo y aspirante revolucionario, quien se halla encerrado en la celda de una prisión argentina con Luis Molina, decorador de vidrieras, homosexual y aspirante a femme fatale.

Ponderação:
Tomei conhecimento desta obra através do filme com Sonia Braga no papel da Mulher Aranha. Não assisti. A leitura, obrigatória, durou o ano letivo, através da didática empregada pela professora. Quer dizer, meu segundo romance lido em idioma espanhol. Ponto final, não sei se gostei ou não. Leitura foi tumultuada.



A Menina que Roubava Livros

A Menina que Roubava Livros
The Book Thief. Markus Zusak. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Intrínseca. 2010. 480 páginas. Com ilustrações de Trudy White.

Sinopse:
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto.

Ponderação:
Minha idade permite alguma lembrança das histórias e o medo da eclosão de uma guerra. Somente quem viveu dentro de uma sabe o que realmente significa. Enquanto lia A Menina que Roubava Livros pude visualizar os horrores relatados, pessoalmente, por pessoas conhecidas ou através dos artigos, livros de colegas jornalistas e de historiadores. No Brasil, no período do governo de Getúlio Vargas, quem era ariano, tinha pavor da possibilidade de deportação. Envolvida na história de Liesel Meminger e Hans Hubermann, foi-me possível perceber que a população mais humilde e até, alguns oficiais, não era tão a favor do Hitler, que soube manipular muito bem as palavras e despejar seu ódio (pessoal) contra a humanidade. Mas, foram essas mesmas palavras, na boca de Hans, Rosa, Ruby, Ilsa, semearam esperança e fé a Liesel. O autor foi bem feliz, relatando o lado simples e humano, amoroso no meio da destruição total de um país. E haja palavras para mais histórias semelhantes a essa.

Curiosidade:
"Na Island Books, a Srª Cumberbatch, de 82 anos, deseja a devolução da quantia paga por A Menina que Roubava livros. Ela não gostou da história, por ser narrada pela Morte". [página 39-40 - in "A vida do Livreiro A.J. Fikry, The storied lif of A.J. Fikry. - de Gabrielle Zevin]



27 de agosto de 2014

Se houver amanhã

Se Houver Amanhã
If Tomorrow Comes. Sidney Sheldon (1917-2007). Trad. A. B. Pinheiro de Lemos. Rio de Janeiro. Record. 1985. 402 páginas. {Best of The Best}

Sinopse: 
Crimes perfeitos, como o roubo de um quadro de Goya do Museu do prado, são um desafio pára Tracy Whitney. Mas ela não é uma ladra qualquer: para vingar-se dos homens que a colocaram injustamente na prisão, Tracy torna-se uma especialista em aplicar golpes em empresários inescrupulosos. De Nova Orleans a Londres, passando por Paris, Biarritz, Madri e Amsterdam, ela desafia a Interpol com uma série de ações ousadas, tendo como rival apenas Jeff Stevens, um irresistível trambiqueiro.

Ponderação:
Livro surpreendente e cheio de reviravoltas, trapaças, roubos e desafios. É uma estória de superação e vingança (tem algo de parecido com O Conde de Monte Cristo). A protagonista Tracy é uma mulher, acima de tudo, orgulhosa, mas, também, sonhadora, inteligente, amorosa e que quer superar todos os desafios e dificuldades. 




O Diário de Anne Frank

Diário de Anne Frank
Anne Frank. Com supervisão de Otto Frank. Trad. Elia Ferreira Edel. São Paulo.     Círculo do Livro. 1992. 234 páginas.

Sinopse:
12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen.

Ponderação:
No esconderijo, Anne percebe quem são, realmente, seus pais. Ela passa pelas transformações físicas e psicológicas, rápidas demais, na tentativa de sobrevivência e tenta enxergar algo mais no horizonte. Seus amigos que a protegeram e seu pai, o único da família a ser salvo, são responsáveis pela divulgação de parte da trágica história da humanidade. O Legado da Família Frank estão nas palavras eternas de Anne, uma adolescente como qualquer outro, mas vivendo no meio do caos.



24 de agosto de 2014

O Dia em que Getúlio Matou Allende

O Dia em que Getúlio Matou Allende e outras novelas do Poder
Flávio Tavares. Rio de Janeiro. Record. 2004. 333 páginas.

Sinopse:
Um encontro casual do jovem estudante Flávio com Salvador Allende, na China em 1954, logo após o suicídio de Getúlio Vargas, é um dos casos de O dia em que Getúlio matou Allende . Nele, a História recente do poder é contada na sua realidade crua e irônica, na forma de novelas do dia-a-dia, sem a solene fantasia da política. A face oculta da vida pública aparece com suas intimidades, falcatruas, dramas ou alegrias e a relação homem-mulher (escondida pelos biombos do poder) surge como parte da política. Flávio Tavares conta as profundezas do que viveu, viu e ouviu como jornalista político, nos centros do poder, durante os anos 50 e 60, e os personagens surgem nus, com a alma e as entranhas à vista. As histórias íntimas de Getúlio marcam o itinerário do suicídio. 

Ponderação:
Quando a minissérie "Agosto" foi ar, baseado na obra homônima de Rubens Fonseca, assisti e li mais pelo mérito ficcional da obra, sem o aprofundamento histórico de fundo. O marcante é a cena do avião decolando rumo a São Borja, Rio Grande do Sul, levando o que restou do sonho, poder e esperança.
Pelos relatos ouvidos, pelos meus familiares, que tinham acesso ao rádio da época: - Lacerda foi o grande culpado. E de uma coisa tenho certeza, caso Getúlio agisse do contrário, talvez não estivesse, hoje, escrevendo essas linhas, porque naquele 24/08, papai, que estava servindo o Exército, se encontrava de prontidão, na Via Dutra, junto ao seu Regimento, para uma guerra, que felizmente não ocorreu. E papai tornou-se um herói anônimo.
Lendo O Dia em que Getúlio Matou Allende, precisamente o Capítulo II - Getúlio: Rio, Mar e Lama - percebe-se o jogo sujo de Lacerda e dos principais órgãos de Imprensa da época - (e, ainda há) - vale bem a máxima - "A culpa é da imprensa". Uma pergunta: Por quê Lacerda não entregou sua arma pessoal? Que verdade ele escondeu? 
Caso Getúlio, agosto de 1954 - Será que Lacerda viveu com a consciência em paz, após o ocorrido? Sete anos mais tarde, agora, em 1961, Lacerda, novamente, ataca. Com ou sem razão? Desta vez não houve sangue e uma carta.
Bem, dizer: a primeira parte é dedicada ao Getúlio e aos 3 Js e um L, seguindo o ensinamento político do primeiro. No Capítulo V - Jânio: O Crime da Mala - ri, pois o relato de Tavares trouxe-me a recordação de comentários e histórias deste político desde a vereança em São Paulo até a eleição pela segunda vez, como Prefeito de São Paulo. Do famoso sanduíche de mortadela, que ele carregava no bolso do casaco (segundo vovô, o bolso estava seboso), fazendo comício nas portas das fábricas. Ou dos comentários feito em aula pelo professor, Erasmo, assessor de Jânio, quando governador  de São Paulo, mencionando suas manias e confirmando sobre o fator laranja, para verificar a largura da boca calça. A polícia tinha ordem de rasgar a calça do momento que a fruta parasse. Agora, tudo é lenda, a maior parte dos que viveram aqueles anos 'vivamente', já estão lá com ele em outra morada.
A segunda parte é dedicada à America Latina, período em que o autor trabalhou como jornalista, mas na condição de exilado. Muito do relatado consiste em vivências ouvidas em forma de lenda.



Getúlio

Getúlio
Bolívar Lamuonier. São Paulo. Nova Cultural. 1988. 111 páginas. [Os Grandes Líderes]

Sinopse:
Biografia de Getúlio Dornelles Vargas, o brasileiro mais influente do século 20: presidente revolucionário (1930), constitucional (1934), ditador (1937) e legitimamente eleito (1950).

Ponderação:
Bem há três maneiras de ler esse volume: a) o texto simples; b) as legendas e c) observando as fotografias e imagens. Getúlio foi o brasileiro que moldou a vida do país, governando no limiar da economia agrícola, rural e atrasado e da economia moderna, progressista e civilizada, não tão dependente da política internacional. "O pai dos pobres e mãe dos ricos " Tudo que temos, hoje, em matéria de legislação trabalhista devemos ao seu empenho. Homem de Coragem... Não importa o que digam.




21 de agosto de 2014

Mutações

Mutações
Liv Ullmann. Trad. Sônia Coutinho. Rio de Janeiro. Nórdica. 1978. 222 páginas. 

Sinopse:
Mutações conta a história da atriz norueguesa Liv Ullmann em um ícone feminino. Com posição de destaque entre as grandes atrizes do século XX, Liv relembra flashes de sua infância, seus primeiros momentos de atriz, amores e desamores, sua relação com o cineasta Ingmar Bergman, com quem foi casada.

Ponderação:
Esse foi o primeiro livro importante para mim, estava entrando na faculdade e ia já para Comunicação Social. Meu primeiro contato com o mundo cinematográfico, na visão de quem trabalhou arduamente. Mutações é um livro de encontros e desencontros. Excessivo em angústia, tristeza e perdas. É a história de uma menina que gritava, silenciosamente, por amor. É a história da atriz que comovia pelo olhar, seduzia com olhares e, incrivelmente, apaixonada com a escrita.