29 de julho de 2014

Atos de Fé

Atos de Fé
Erich Segal (1937-2010). São Paulo. Círculo do Livro. 1997. 429 páginas.

Sinopse:
Um romance, em que se revelam as tradições de Roma e Jerusalém, em uma história dramática que se estende por mais de um quarto de século. Daniel Luria, único filho homem numa família que produziu grandes rabinos, foi moldado por um pai autoritário para ser seu sucessor, enquanto a irmã, Deborah, uma jovem brilhante, foi criada para ser a esposa perfeita de um rabino, dócil e submissa. Suas vidas se cruzam à de Timothy Hogan, um jovem criado por uma família irlandesa depois de ter sido abandonado pela mãe. O sentimento de rejeição o transforma em um revoltado, até que um singular incidente o lança no caminho do sacerdócio e a uma espetacular ascensão na hierarquia católica. Para cada um deles chegará o momento em que se fará necessário um ato de fé.

Ponderação:
A história de uma moça, filha de Judeus ortodoxos que não permitem uma filha exercer nada na igreja, Principalmente pregar. Ela se apaixona por um católico. Sua força de vontade em realizar seu sonho em pregar e seu pai que é contra. Um lindo romance entre ela e o rapaz católico. A superação mostrada a cada experiencia difícil vivida pelos personagens. Uma história que nos faz refletir sobre muitas coisas na nossa vida. E a convivência não tão pacífica entre as religiões.



Malagueta, Perus e Bacanaço

Malagueta, Perus e Bacanaço
João Antônio (1937-1996). Rio de Janeiro. Record. 1980. 160 páginas.

Sinopse:
Livro de estréia em que João Antonio, aos 26 anos, viu-se imediatamente apontado pela crítica como sucessor da tradição fundada por Mário de Andrade e Antônio de Alcântara Machado, em que a literatura e a capital paulistana são indissociáveis. Os contos de abertura equilibram com maestria a emotividade de histórias simples e uma notável ausência de sentimentalismo. Os últimos instauram aquele que seria um dos temas primordiais da obra do escritor: o mundo da sinuca e da malandragem, com seus tipos, sua ética, sua estética, por meio de uma estilização brilhante da linguagem oral. 

Ponderação:
Terminei por não consegui formular uma opinião concreta sobre a obra. Como a leitura fora feita em ritmo de obrigatoriedade com o professor manisfestando os conceitos literários pertinentes ao programa estabelecido para curso, se gostei ou não é para outro dia.



Brás, Bexiga e Barra Funda

Brás, Bexiga e Barra Funda
Antônio de Alcântara Machado (1901-1935). São Paulo. Klick Editora. 1999. 165 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Os Três B, poderia ter sido o título desse romance, comentando os três bairros paulistanos famosos por sua tradição italiana. Atualmente, há pouquíssima lembrança visual do que fora no inicio do século XX, quando da vinda de legiões de imigrantes, aqui, os da Itália. Quando li, estava fazendo um trabalho referente a Barra Funda (post de 15/09/2013), Muito do que foi o começo da industrialização de São Paulo e do país, já não existia.
Mas, voltando a obra, o que nos interessa, menciona alguns estudiosos da literatura e tem a minha anuência, diz que com ela surgiu um novo personagem na nossa literatura naqueles anos turbulentos e já com temática modernista, o personagem urbano, o ítalo-brasileiro, não aquele da Avenida Paulista, mas descreve os pobres, nos bairros operários. O que interessa é a existência do filho do imigrante em toda a sua violenta integração social, sem nenhum polimento, muito menos estragado pelo dinheiro, o filho do carcamano no duro, o intalianinho, como saborosamente deturpado passou a ser designado pelo povo o novo mamaluco. Assim, os personagens são gente do proletariado e do pequeno comércio, podendo-se dizer, em resumo, a massa da torcida do Palestra Italia Futebol Clube, o Palmeiras de hoje. Gaetaninho é filho de operário, mora no Brás. Carmela, costureirinha. Nicolino Fior d'Amore, barbeiro. Rocco, jogador de futebol. Já Natale Pienotto, proprietário do Armazém Progresso de São Paulo, passou para a Barra Funda - começo da ascensão - e sonha com a Avenida Paulista - meta final, uma Paulista totalmente residencial e imaginável neste século XXI. Nos flagrantes que fixou da vida do operariado e da pequena burguesia paulistanos, o Autor tornar-se-ia o grande intérprete do fenômeno ítalo-brasileiro em São Paulo, embora não tenha sido o único interprete.



28 de julho de 2014

O Estrangeiro

O Estrangeiro
Albert Camus (1913-1960). Trad. Valerie Rumjanek. Rio de Janeiro. Record. 1980. 122 páginas.

Sinopse:
O Estrangeiro, tão popular porque, à parte ser a seca narrativa das desventuras de Meursault, condenado à morte por matar um árabe a troco de nada, é também a narrativa das desventuras de um homem do século XX. Uma autobiografia de todo mundo. Mersault leva uma vida banal; recebe, indiferentemente, a notícia da morte da mãe; comete o crime; é preso; julgado; tudo gratuito, sem sentido, apenas mais um homem arrastado pela correnteza da vida e da História.

Ponderação:
Engraçado, a história para mim não foi o que está na sinopse, foi indicação de uma colega de sala de aula, ela dissera que era ótima a estrutura narrativa, sem mais, não guardei nenhum fragmento dela.



O Filho Desejado

Essa imagem é da Internet, pois a edição que li fora
publicada na década de 1970, com certeza a capa
daquela edição era branca.
O Filho Desejado
John Steinbeck (1902-1968).

Sinopse:
Joe é estéril e seu maior desejo é ter um filho. Sua mulher engravida de outro homem, sem que ele saiba, para realizar este sonho. A partir desse tema o autor nos faz refletir sobre o amor em suas múltiplas dimensões, a amizade, e a centelha que existe dentro de nós.

Ponderação:
Acho que a questão da esterilidade de Joe não é bem definida no texto.




Todo es posible

Todo es posible
Lucas M. Rubin. Buenos Aires. V&R. 2010. 48 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Tomar la decisión de cambiar algo personal, un nuevo trabajo, el comienzo de los estudios, poner en marcha un proyecto, una mudanza: todos son fuertes y conmovedores desafios.
Todo es posible celebbra el optimismo y el coraje necesarios para lograr las cosas que siempre hemos deseado hacer.
Interessante, você não sabe que sua paz de espírito poderá vim das frases ditas por seus autores, pensadores e filósofos, ou pela beleza das imagens. De qualquer forma, o livro nos indica o caminho de nossa paz interior.



26 de julho de 2014

Os Versos Satânicos

Os Versos Satânicos
The Satanic Verses. Salman Rushdie. Trad. Misael H. Dursan. São Paulo. Cia das Letras. 1998. 524 páginas.

Sinopse:
Neste romance vigoroso, que rendeu a Salman Rushdie um Whitbread Prize e uma sentença de morte promulgada pelo aiatolá Khomeini, o consagrado escritor narra-nos a história de dois atores indianos que se metamorfoseiam - um em diabo e outro em anjo, depois de caírem de um avião atacado por terroristas.
Muitas coisas opõem e associam os acidentados: um é apolíneo, o outro dionisíaco; um é apocalíptico, o outro integrado; um é apegado à origem, o outro está decidido a conquistar nova nacionalidade. Transitando livremente entre o real e o fantástico, entre o bem e o mal, entre a infinidade de opostos complementares e inconciliáveis da vida, este romance alegórico é claramente autobiográfico, especialmente em sua questão filosófica central: quem sou eu? Ao fazer essa pergunta, o indiano Rushdie parece buscar uma ponte entre extremos, a conciliação dos opostos, uma resposta para a vida. Seus Versos satânicos transcendem o problema específico do emigrado que flutua entre culturas para aplicar-se a todos os cidadãos de um mundo dilacerado

Impressões do autor:
O GLOBO – O que, no seu livro Versos Satânicos, é mais grave do ponto de vista dos muçulmanos?
RUSHDIE – Se eles soubessem o que é ter humor, então não haveria nada de ofensivo no livro, porque eu sou um escritor cômico, e Versos Satânicos é uma sátira: não é um livro de piadas, mas mostra a minha visão de mundo, que é cômica. Comparando: também Kafka e Dostoiévski viam o mundo como algo cômico. (página 199, de Grandes Entrevistas: Escritores, post de 02/03/2014)

RUSHDIE – “[...] Nem aí para a fatwa {condenação à morte lançada contra ele pelo aiatolá Khomeini, em 1989, por considerar blasfemo o livro “Os Versos Satânicos”}, andou pelas ruas da capital gaúcha sem segurança e declarou não sentir medo. “Para mim soa como história antiga. Faz tanto tempo. Nem penso mais nisso. É preciso lembrar que, das duas partes em embate na ocasião, uma morreu (Khomeini), e eu sigo vivo. Isso basta.” (Sylvia Colombo. www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/05/14)

Ponderação:
Estou me perguntando qual tipo de leitura Aiatolá Khomeini (ou Khomeyni – 1902-1989) fez da obra? Ou ele foi no canto da sereia de algum assessor ou secretário particular para assuntos não de guerra? E como deveria estar o humor dele?
Pelo menos, uma questão apresentada revela o posicionamento da humanidade: - “As pessoas estão mergulhadas nas trevas, diz Bilal, infeliz. “Mas vão enxergar. Vão ouvir. Deus é um.”; página 107.
Versos Satânicos, visão de mundo do autor! Só se for humor negro! Dentro de uma cultura exótica que valoriza o mundo através dos mitos e lendas. Deus meu! A leitura foi difícil, não pelo tema, mas pela forma da expressão escrita, sem estilo. Houve momentos, na minha avaliação de ler algo escrito por um analfabeto. A tradução – caótica – deveria ter sido avaliada o impacto do ato de ler. Deveria ter sido reavaliada a escrita em português. O processo tradutório feito palavra a palavra e sim por conteúdo da frase ou teor do pensamento do autor. Há trechos que seriam, facilmente, dispensáveis e a minha leitura passou a ser do tipo: - acompanhada com o dedo – rapidez – salta frase, sem perder o entendimento.
Comentando sobre a leitura com a dona da locadora e minha amiga, ela disse: - Porque não para e pega outro livro? Experimenta em espanhol. Às vezes, a tradução ao português de Portugal é melhor. Já, tenho recebido algumas queixas a respeito de traduções ao português, do Brasil.
Eu: - É ponto de honra para mim, mas o Conde de Montecristo, em espanhol, foi mais prazerosa no quesito tempo de leitura.