23 de junho de 2014

Ópera do Malandro

Ópera do Malandro
Francisco Buarque de Hollanda (Chico Buarque). São Paulo.  Círculo do Livro.   1978. 248 páginas.

Sinopse:
Escrita em 1978, a peça retrata através da época Getulista os mecanismos da expansão capitalista no Brasil. Identificando o modo como isso se estrutura através da malandragem, Max Overseas, malandro carioca e bom vivant, acaba sucumbindo por não acompanhar esse processo de modernização. 

Ponderação:
Gosto de texto teatral, dando a oportunidade de criar o cenário ao meu belo prazer, mas o livro em questão não me foi possível esse trabalho criativo, já que tinha conhecimento das músicas e sucesso das mesmas. É fantástica a cena de Geni e o Zepelim, sendo a Geni uma representante do que há de mais digno no ser humano. Ela toda mal-vista pela sociedade, porque não se encaixava no parâmetros exigidos, faz o salvamento de todos. 



22 de junho de 2014

A Garota Americana

A Garota Americana
All american girl. Meg Cabot. Trad. Ana Ban. Rio de Janeiro. Record. 2004. 347 páginas.

Sinopse:
O cotidiano de Samantha, uma típica garota americana, que leva uma vida muito parecida com a de tantas outras meninas de sua idade. Até que um dia resolve matar aula de arte e, por acaso, salva o presidente americano de uma tentativa de assassinato. Samantha logo vê sua vida virar de cabeça para baixo ao ser nomeada embaixadora da ONU, sem saber exatamente o que o cargo significa.

Ponderação:
Embora um pouco chato, mais uma história da crise existencial da/na adolescência, a autora enfocou a questão do filho do meio, filho-sandwich. É ele que leva sempre a pior e nunca é reconhecido pela suas capacidades físicas, intelectuais e culturais. Também passa por cima do chamado protocolo de evento do qual Samantha passa na ONU. É divertido o texto.




Vídeo 1993

Vídeo 1993
Celso Arnaldo de Araújo. São Paulo. Nova Cultural. 1993. 896 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Mais um da série 'Guia' da Abirl/Nova Cultural. Esse foi mais uma publicação, visando a apresentação do vídeo cassete, posterior DVd e antes do 'Google'. A capa anuncia "O mais completo guia dos filmes nas locadoras"; bom para aquele ano e, hoje, serve de referência para quem não encontra na internet (não há tudo na internet). Diz ainda: - 7.839 filmes com resumo e cotação (não encontrei o que ando buscando) e 1.189 filmes novos, em 1993, sendo 160 melhores do ano. Tudo isso num universo de quase 8.000 títulos. Aqui, há uma novidade, para quem como eu, gosta de assistir filmes e falar sobre eles não por seus diretores, mas sim, por atores e atrizes, com uma listas de 560 atores, 6 atrizes e 163 diretores.
La na página 405, na seção Drama há o verbete A Princesa e o Plebeu filme de 1987, uma refilmagem de 1953, mencionando o belo trabalho de Audrey Hepburn e Gregory Peck. Mas a cidade de Roma continuava sempre bela, tanto em 1953 como 1987. 



21 de junho de 2014

Astros & Estrelas

Astros & Estrelas e seus filmes em Vídeo
Luciano Ramos e colaboradores. São Paulo. Nova Cultural. 1990. 488 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Para início de conversa, nenhuma obra deste tipo pode ser vista como completa, pois sempre há algo faltando e se o leitor tiver a mesma experiência que tenho, com certeza vai encontra uma falha. E, esse Guia não vai ser diferente.
A era do vídeo cassete e, mais tarde, do DVd estava no início, neste volume encontramos 540 biografias de artistas do  cinema mundial, juntamente com 1941 filmes com cotação.
Quando se vai folheando, sem ler, só olhando, vamos observando atores e atrizes que vimos uma vez só no cinema ou em algumas série, percebe-se, então, que são aqueles cuja luz dos holofotes brilharam rápido demais para uma longa carreira.



Ídolo Teen

Ídolo Teen
Teen Idol. Meg Cabot. Trad. I. Alves Callado. Rio de Janeiro. Record. 2006. 270 páginas.

Sinopse:
Jenny Greenley, estudante do ensino médio, é boa em solucionar problemas... tão boa que se tornou a conselheira anônima do jornal da escola. Ainda que resolver os problemas dos outros não faça os seus desaparecerem - como o de não ter namorado -, é uma tarefa muito divertida. Mas quando o jovem Luke Striker, ídolo das telas, vai à cidadezinha de Jen fazer "laboratório" para um personagem, cria um tumulto que nem mesmo a sensata Jenny sabe se pode consertar... Principalmente porque está mais do que envolvida na história. Será que Jen, a confidente de todas as horas, que sempre consegue ajudar todo mundo, vai aprender a seguir o próprio conselho e finalmente encontrará o verdadeiro amor?

Ponderação:
Geri Lynn vivia falando sobre o papel vital dos jornalistas na criação ou destruição da carreira das celebridades, ao passo que Luke (Lucas) não se esforçava para esconder sua opinião de que os jornalistas são uns enxeridos, que dão facadas pelas costas e só querem ganhar um troco. Curioso é como a Autora remete a assunto que foram esquecidos. Caso de o Martelo de Lúcifer, ela analisa a maneira pela qual vamos à busca da informação.



20 de junho de 2014

Bar Don Juan

Busquei a Imagem na Internet, realmente não
lembro-me da capa e da edição.
Bar Don Juan
Antônio Callado (1917-1997). Civilização Brasileira. 1974. 218 páginas.

Sinopse:
Marcado pela desilusão e pela amargura dos projetos de luta armada entre os setores da esquerda na classe média, o autor narra a vida de um grupo de amigos que se envolve no combate à ditadura em meio à discussões políticas na boemia carioca. Envolvidos na luta armada, mas nas relações amorosas, enredados em conflitos pessoais e políticos, os personagens são autênticos, revelando um quadro bastante rico sobre a resistência contra a ditadura militar brasileira. Com um sentido de crítica às experiências da luta armada, o livro se propõe a pensar quem eram, afinal, esses homens e mulheres que pegaram em armas para lutar pela democracia.

Ponderação:
O texto, a seguir, é o resultado de análise coletiva com mais ideias do mestre do que dos alunos. Naquele ano, de 1995, - Cursava o segundo ano de Letras-Espanhol/Português e não li a obra de Jorge Amado, citada abaixo e Quarup, - o que li foi muito a contra gosto, pois minha fase de aperfeiçoamento estava tumultuada por excessos de fora do mundo literário.

Bar Don Juan
Consiste em uma guerra de bar, isto é, o processo histórico fora interrompido... Havia a necessidade que se associava ao tédio, que era o de abrir um bar.
Entre o Leblon e as selvas da Bolívia, no romance de Callado, havia pelo menos uns dez botequins, um pequeno número de personagens desorientados, uma guerrilha de aparência sacrossanta e um problema sem solução: - o dia seguinte da esquerda festiva. Houve anos mais tarde esse dia. A clandestinidade da esquerda durante o /Estado Novo fez com que um de seus militantes, Jorge Amado, escrevesse o conto roto, porém serem pretensões épicas, em "Subterrâneos da Liberdade", os projetos esquerdistas da década de 1960 levaram "o doce radical" à essa história. O comunista de Jorge  Amado, escupido no granito do stalinismo, é um herói grego de caráter e coragem. Os guerrilheiros de Callado, desenhados pelo traço leve e irônico do seu próprio liberalismo político, são uma espécie de exército de Brancaleone alimentado pelos conflitos "nouvelle vague" do cinema.
Nesse "Bar Don Juan" há um clima permanente insanidade. As personagens se movem de uma forma tão desordenada que as situações vão parecendo normais, até que estão embrenhados na selva boliviana a um passo da morte, como se estivessem em Ipanema, porém.
Todos esperavam a revolução que um Messias haveria de impulsionar e todos acreditam que, se 'o comandante' Che Guevara resolveu fazer guerrilha na Bolívia, o sinal dos céus demonstra que a libertação do mundo haveria de ter começado, no século XX, na Bolívia.
A história, porém, acaba como fora noticiada nos jornais: o comandante, com as mãos decepadas, foi depositado sobre dois tanques de lavar roupas dentro de uma escola da cidadezinha de Higueras.
No "Bar Don Juan" sente-se falta de uma personagem como o padre Nando, de "Quarup", romance anterior e bem sucedido. As longas discussões intelectuais para guerrilheiros e exageradamente primárias para intelectuais. Como todas as discussões da esquerda festiva que Callado, impassível, nunca cortejou.
Contudo, o livro perdeu a oportunidade de ter servido como uma crônica dos usos e costumes dos revolucionários de beira de praia, pois as personagens de Callado conhecem demais as boas marcas de uísque para poderem se permitir combates fora dos bares que frequentam, lotam e lotaram na vida real.
Do ponto de vista literário, o "Bar Don Juan" está além das outras obras do autor, mas como uma tentativa de narração do caos da festa esquerdista, se não for um romance louvável, é e fora pelos menos, apenas uma boa advertência.




Prazer

Prazer, Instantes de Reflexão
Renan Camará, org. São Paulo. Melhoramentos. 1995. 64 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Coletânea inesquecível das mais belas frases da sabedoria universal, provérbios, máximas e pensamentos de autores ilustres reunidos em grande tema: Prazer. Taí, um daqueles livrinhos, que em algum momento da vida, se carrega na bolsa ou na pasta. Para aqueles dias, quando se está de baixo astral, onde pensamos e dizemos a nós mesmos - Hoje não devia ter saído da cama. As vezes, um provérbio, uma máxima ou uma frase consegue levantar aquele sentimento de desagrado e inutilidade. Alguns exemplos:

"Beber a grandes tragos extingue a sede; beber em pequenos goles prolonga o prazer da bebida. Assim é também com relação ao prazer do amor. E com tudo o mais na vida." = Provérbio Lituano

"Se escolheres o prazer, conscientiza-te que atrás dele há alguém que só te trará atribulações e arrependimento." = Leonardo da Vinci

"A liberdade me ensinou e mutio bem que nela se concentra todo o prazer possível." Margarida de Angoulème, rainha de Navarra