20 de abril de 2014

As Pontes de Madison


As Pontes de Madison - Os caminhos da lembrança
Robert James Waller. Relume Dumará. 1993. 199 páginas.

Sinopse: 
O possível amor impossível de Robert Kincaid e Francesca Johnson já conquistou mais de 12 milhões de leitores em todo o mundo. Vividos no cinema por Clint Eastwood e Meryl Streep, os personagens criados por Robert James Waller em ´As Pontes de Madison´continuam a impressionar pela verdade que transmitem de uma paixão ao memso tempo madura e sonhadora, vivida nas cinematográficas paisagens de Iowa.
Fotógrafo da ´National Geagraphic´, Robert Kincaid corre mundo, solitário, tendo como único objetivo capturar as belas imagens de que vive. Em suas andanças, bate à porta da fazenda de Francesca. Em busca de informações sobre a região, ele encontra um amor que vai mudar completamente seus valores - e também o seu destino. Bastam quatro dias, o tempo que passam juntos, para que suas vidas jamais voltem a ser as mesmas. 

Ponderação:
Quando assisti ao filme, não entendi absolutamente coisa nenhuma. Muito menos a presença de Clint Eastwood e Meryl Streep ajudou. Não são meus astros preferidos. A questão findou.
No ano de 2012, precisamente em abril, enquanto lia “O ano da leitura mágica”, a autora fez menção à obra e de certa forma, ela não gostou da história. O que chamou-me a atenção, pelo grau de conhecimento que ela possui em termos de leitura. Fui em busca do livro.
Dois fatos, talvez, passam despercebidos: - a entrevista de Nighthawh Cumming, livre, leve e solta; simples como o cair da chuva. O outro é a carta testamento de Robert, deixando os seus pertences (equipamento fotográfico) à ela. Em contra partida, a carta de Francesca aos filhos e a frase de Richard: “ – Francesca, sei que você tinha seus próprios sonhos, também. Lamento não ter conseguido realizá-lo para você.”
Estamos falando de amor e respeito, sim, para a existência desta história, mesmo sendo improvável, impossível, acontece uma em um milhão. Houve qualidade e não quantidade; muitas vezes, cinco minutos com qualidade em atitudes valem pela vida toda.
Cada um seguiu o seu caminho, até, novamente, se encontrarem na mesma ponte, onde estacionou o cometa para levá-los.
Sim! Renunciar e respeitar os sentimentos e decisões da pessoa amada e ter que observá-la de longe, sabendo-se que ela escolheu rumos equivocados. Dureza. O mais importante, Robert pode dedicar-se, exclusivamente, a amá-la, porque era sozinho no mundo, não precisava dar conta de suas idas e vindas, somente a ele. Morreu só, mas amando Francesca.



O Que é Deputado

O que é deputado
Francisco Weffort São Paulo. Brasiliense. 1986. 60 páginas.

Sinopse:
A política do Império era feita sem o povo, a da Velha República acima do povo e a do regime militar contra o povo. Portanto, a desconfiança popular tem lá suas razões para existir. Neste livro Francisco Weffort explica as origens históricas dos deputados e discute o papel destes no atual momento político. Com isso, desempenha a necessária função de procurar restabelecer a confiança da população no congresso, na atividade política e, principalmente, nos seus representantes.

Ponderação:
Só para elucidar! Deputado não é Profissão, assim como Vereador ou Governador ou Prefeito ou Presidente. Essas são Funções Públicas Eletivas.  No mais, sem comentários, só história.



Em Busca do Príncipe Encantado

Em Busca do Príncipe Encantado
Looking for Mr. Right. Bradley Trevor Greive. Trad. Cora Ronai. Rio de Janeiro. Sextante. 2002. 120 páginas.

Sinopse / Ponderação:
O bom neste exemplar está no tom da eterna contradição, paradoxo das relações humanas, entre um homem e uma mulher e vice-versa. Ele procura a Princesa Encantada e Ela procura o Príncipe Encantado.
As fotografias, em preto e branco, são de situações limites, tornando-se cômicas, algumas são para rir, completando e imaginando a cena no momento do clic. Para os momentos de pura distração.



Nota Falsa

Nota Falsa.
Leon Tolstoy (1828-1910). Trad. Tatyana Zabanova. Curitiba. Arte e Letra. 2010. 128 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Não sou fã da literatura russa, além do mais, o pouco que já li e/ou do que assisti em termo de adaptações a respeito da Rússia (URSS[1]) deixou-me, tremendamente, antagonizada com seus princípios e crenças. Daquele país, só a música de Tchaikovsky me agrada. Há uns trinta anos, mais ou menos, li Crime e Castigo de Dostoiévski, uma edição de bolso, versão adaptada ao português pela Ediouro.
Mas, Nota Falsa de Tolstoy chamou meu senso de curiosidade primitiva a sua leitura após o comentário de Nina Sankovith[2] e da fala da personagem, do livro, Maria Semiónavna ao seu assassino – ”Grande pecado. Como pode. Tenha dó de você mesmo. Arruinar as almas dos outros, e mais ainda arruinar a sua... Oh!”
Maria; Afímia; Alfaiate Coxo; Mitia; Isidor; Filip; Fiodor; Ivan; Guerassim; Mikháilovitch; María Vassilievna; Tchúiev; Kátia; Krasnopúzov; Livientsov; Liza; Czar e sua mãe; Makhin; Matriona e seu marido; Makhorkin; Malânia; Missal; Natália; Pchka; Piótr; Piotr[3]; Prochka; Sofia; Stepan; Tiúrin e Vassili estão ligados entre si, direta ou indiretamente, através de uma pequena atitude desesperadora e impensada, motivada pela ganância de ser algo sem ter condições de ser.
Ao falsificar uma nota, Mitia não previu o encadeamento de situações desastrosas futuras a partir de sua ação. O comerciante, quem primeiro recebeu, passa adiante com objetivo de livrar-se do prejuízo e, o segundo, passa adiante. A partir deste ponto, uma a uma as conseqüências da fraude/falsificação e da injustiça se prolongam conectando vidas sem ligação alguma numa sucessão de ambição, traição, desilusão, ódio, chegando ao assassinato.
Através da leitura do Evangelho e da frase da última vítima, Stepan reconheceu seus atos errôneos e vai espalhando a rendição e bondade a sua volta. Encontra Mitia, esse por sua vez, ao ouvir a história de vida de Stepan, repensa sua vida e resolve viver de maneira simples.
A fala de Maria Semiónavna poder-se-a interpretar: - “Destrói a todos e tudo. Sugando a alma de todos e destruindo a si próprio” – Destrói o amor e a confiança. E há pessoas que estão neste parâmetro e quanto mais o tempo passa, cada vez mais vai destruindo e destruindo, sugando e destruindo sem preocupar-se. Destrói até a possibilidade de render a si próprio na reparação dos seus próprio erros.


______________
[1] URSS – União das Repúblicas Socialista Soviética. 
[2] Nina Sankovith.‘O ano da leitura mágica!’ (Tolstoy and the purple chair. My year of magical reading) 
[3] Piótr e Piotr são dois personagens, o que muda e a grafia parcial do nome.



13 de abril de 2014

Uma Carta de Amor

Uma Carta de Amor
Message in a Bottle. Nicholas Sparks. Trad. Eliana Sabino. São Paulo. Arqueiro. 2014. 288 páginas.

Sinopse:
Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro. 
Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.” 
Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também. 
Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre. Texto encontrado na última (ou 4ª ) capa.

Ponderação:
A lenda de carta de amor colocada em garrafa, jogada ao mar. Encontrada por alguém em uma praia qualquer, consiste no fio condutor desta história. Mas, o encontrar carta de amor perdida,  remeteu-me a outra história. Resta saber qual autor utilizou a ideia primeiro.
Em "A última carta de amor" de Jojo Moyes, Ellie Haworth, jornalista tal qual Theresa Osborne, ambas encontram cartas de amor escritas por homens apaixonados. Essas cartas mexem com os valores íntimos das duas. E a coincidência termina aí. A história de Ellie Haworth, mencionada aqui no blog, tem final feliz, não ocorrendo o mesmo com Theresa Osborne.
Com a publicação da carta encontrada, Theresa descobre a existência de mais duas. Consegue encontrar o autor delas, Garret Blake. Do momento inicial, até o desfecho do relacionamento, cada um vai entrar e sair do dilema que ambos estavam mergulhados já há três anos: - como aceitar a perda e como aceitar viver um novo amor. Enquanto Theresa vai, aos poucos, reavaliando o que perdera, voltando a ter a capacidade de viver um novo amor. Garret cada vez mais vai se fechando em sua felicidade perdida. Ele não consegue quebrar o elo, até ser tarde demais.
A narrativa é leve, com diálogos rápidos, muito semelhante aos produzidos por Sidney Sheldon, mais para tela cinematográfica. É fácil visualizar um tormenta em alto mar.




As Sandálias do Pescador

As Sandálias do Pescador
The Shoes of the Fisherman. Morris West (1916-1999). Trad. Fernando de Castro Ferro. São Paulo. Abril Cultural. 1975. 395 páginas. <Coleção Clássicos Modernos, vol. 27.>

Sinopse:
As sandálias do pescador foi escrito no limiar dos anos 60, no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Considerado "profético" por alguns, pois sua trama antecipa em cerca de 20 anos (1963) a eleição de um Papa vindo de um país comunista do leste europeu, que assume o Vaticano praticamente no mesmo ano que seu torturador chega ao poder na URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviética). Entre ambos se estabelece um diálogo de grande transcendência sobre a convivência pacífica dos povos. Os perigos de um conflito atômico, o debate entre ciência e religião, amor e pecado são temas que se entrelaçam neste livro. É como se West, ao escrever As sandálias do pescador, idealizasse uma possibilidade de paz num momento politicamente tão difícil.

Ponderação:
Aí está! Colocar-me na ocasião do lançamento do livro - Não deu certo! Buscar referências com o ocorrido em 1978 e 2005. - Não deu certo! Ouvi, quando adolescente, comentários sobre um filme com o título do livro, sem associações com o texto de West. Hoje, vejo alguma ligação.
Verdade seja dita, o livro fora escrito em uma época, quando só haviam três poderes ideológicos práticos: O Capitalismo (Democracia); Comunismo (Socialismo/regime super fechado) e Vaticano. O último mantém seu poder, não oficial, constante, baseado na fé e na crença de Deus. A sua administração perdeu-se no caminho, pela inércia, mas mantêm-se em Pé.
O Comunismo caiu! Cuba, China e Coréia resistem. O materialismo e a promessa de fartura foi-se para o ralo, porque alguns se achavam no direito de só mandar e serem obedecidos sem reservas por todos. O Capitalismo venceu, embora seja, ainda, injusto, mas trouxe progresso.
Dai sobressai o poder - um paradoxo - com sistemas impostos e incontestáveis ao pensamento e o agir do homem.
O Papa Kiril, George Faber e Corrado Calitri são exemplos simples e complexos do paradoxo do poder que cada um possui ou pensa exercer. Bem exemplificado nas palavras de Kiril à Calitri: - "De uma ou outra forma, todos nós temos de nos adaptar a nós mesmos e ao mundo, tal como é. Eu nunca acreditei porém, que para o fazer tenhamos de destruir a nós próprios... ou, o que é mais importante, de destruir aos outros."
Retirando a interpretação política do texto, há a questão da unidade da crença única da Fé e do relacionamento dos crentes com a identificação com Deus. Duelo fascinante é o discurso de Jean Télemond, invocando os primeiros capítulos de Gênese versus a Teoria de Darwin e a constante mutação da consciência e da fé. Somos, real, insignificantes ao menor grão de areia.
Esse texto deveria ser leitura obrigatória aos postulantes à vida religiosa (carreira religiosa), para o conhecimento do que significa render-se a comunhão da alma e fé no tratamento do rebanho de Deus. Quando o autor diz Igreja, não está só referindo a Igreja Católica, mas a todas as Igrejas. Sim, o homem tornou-se uma matéria diabólica e corrupta, e carne igualmente diabólica e corrupta, porque se considera mais e melhor que Deus. 



Aviso 7

Aviso 7


Estou, mais uma vez, dando um Aviso, querido leitor, querida leitora! Sempre há um que está chegando pela primeira vez. Portanto: - Não sigo a tendência da moda literária, possuo meus próprios parâmetros de indicação de leitura. Visto que a memória é minha grande aliada nesta empreitada, porque estou postando sobre os livros lidos desde os meus 12 anos, quando já cursava a 5ª série do 1º Grau, com a chamada leitura obrigatória curricular. Quer dizer já somam quarenta anos de leitura e as mais recentes. Neste ínterim, ficaria, imensamente, feliz com maior número de comentários, se gostaram dos livros ou do que eu escrevi.
O descrito em "Ponderação" pode e poderá ser considerado, sim, como uma visão e vivência de leitora comum, a consumidora e devoradora de livros e leituras. Não reflete opiniões pré-definidas de Direção de Redação ou Empresa Editorial. A maioria não estão, propriamente, em estilo jornalístico ou acadêmico. Abrange um rigor peculiar e particular em relação a memória. A leitura contemporânea, atual, virá com maiores ingredientes ou não. Muitas delas são frutos de indicações sugeridas no processo de leitura ou frase mencionada ou que corrobore com algum conceito exposto na convivência diária com outras pessoas.

Agradeço a visita e seu comentário...