1 de fevereiro de 2014

A Ópera Flutuante

A Ópera Flutuante
The Floating Opera. John Barth. Trad. José Romero Antonialli. São Paulo. Editora Brasiliense. 1987. 271 páginas.

Sinopse / Ponderação: 
A história do dia em que Todd Andrews, um cara que se acha herói e está como narrador (amigo), impenitente solteirão. Advogado, libertino, santo, irritavelmente cínico e suicida ‘tonto’ em potencial, decide não se matar. A Ópera Flutuante conta, em flashes backs, no decurso de um só dia, toda a sua vida: a perda da virgindade ou ingenuidade, uma experiência macabra na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), a morte do pai e um longo caso sentimental com a mulher do seu melhor amigo. Neste romance há referência a questões históricas e suas ramificantes manifestações e conseqüências. Caso Sacco-Vanzetti <=dois imigrantes italianos, EUA, julgados, condenados e executados, por roubo ou foram vítimas de preconceito racial ou da histeria anticomunismo=>. Queda da Bolsa de 1929 e Revolução Espanhol e Russa.
Usando o humor e uma dose de aventura, o autor analisa os assuntos sérios e consegue ser extremamente divertido e inteligente. Bem! Afinal, Todd Andrews teria conversado com Bentinho e sua Capitu? Ou com Vadinho, Teodoro Madureira ou Florípedes Guimarães, a dona Flor?



29 de janeiro de 2014

A Espiã

A Espiã
Harriet, a espiã. Harriet, the spy. Louise Fitzhegh. Trad. Isa Mara Lendo. São Paulo. Cia. das Letras. 1997.

Sinopse / Ponderação:
A leitura deste foi para matar a curiosidade pela razão de ter lido em "O ano da Leitura Mágica", sua autora descrever-lo como ótimo. Bem! Harriet é uma menina de onze anos, insuportável, irritante e mau educada. Ela acredita ser o centro do universo, tudo tem que ser como ela quer. Em contra partida é inteligente, fator que a maioria desconhece como qualidade e potencial.
Foi preciso a orientação de um terapeuta para dar ordem na situação criada por Harriet e seu eterno caderninho desaparecido mais as indelicadezas de seus colegas. Reformulação do sistema educacional (escola frequentada por ela).
Harriet tem uma disciplina precária, só correspondendo com Bá Golly, deflagando toda a confusão em que se meteu. No mais, seus pais não eram lá muito participativos na convivência com ela.
Divertido é o ensaio sobre a dança da cebola, sugestão infeliz de outra aluna para o especial de Natal.
É necessário ter um adulto por perto,  quando uma criança for ler este livro - para explicar os efeitos maléficos de espionar a vida alheia.




O País do Carnaval

O País do Carnaval
Coleção de 13 volumes, Capa Branca (hoje envelhecida)
o título da Obra só na lombada.
O País do Carnaval
Jorge Amado (1912-2001). Rio de Janeiro. Record. 1978.

Sinopse:
O romance de estréia do escritor baiano é um relato sobre a formação e a situação dos intelectuais brasileiros nos momentos que antecedem a Revolução de 1930. Paulo Rigger, o herói do livro, age como um intelectual que não compreende seu país

Ponderação:
Coleção que sofreu uma pequena perca de volumes, em um pequeno acidente ocorrido por causa da Natureza. Presente de Natal no ano de 1979. Premio por conseguir entrar na faculdade. Os livros de Jorge Amado, lidos por mim, sempre foram por iniciativa própria.
Não estou apta a fazer uma análise da obra, mas posso mencionar o que alguns colegas da imprensa divulgaram ou divulgam ver por outra, que a Obra é a Cara do Brasil, de Norte a Sul, com sua mensagem atualíssima, mesmo sendo escrita, em 1930.



Macunaíma

Esse é outro caso de livro lido, 
mas a capa não lembro como era.

Macunaíma: O Herói sem nenhum caráter.
Mario de Andrade (1893-1945)

Sinopse / Ponderação:
Taí aí! Alguém dúvida? A descrição do brasileiro! - As três raças que compõem o país, - branco - negro - indígena -, conseguem ter preconceitos contra ela mesma. Obra prima do autor, onde não há, propriamente, como enquadrá-la em uma escola literária, assim dizem os especialistas de plantão. Vale lembrar a importância de um dos mais valiosos repositórios das lendas indígenas (extintas???) e do folclore brasileiro do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste (têm???), escrita na linguagem pitoresca, fluente e viva, propriamente do brasileiro mesmo.  
Não lembro do resultado, mas encontrei dificuldades de encontrar os pontos aos questionamentos feitos para a aula de Literatura, no meu 2º Grau, aliás, os professores parecem seguir algo que não nos dar o direito de dizer não ou sim perante a obra. É aquela coisa massificante, deixando a sensação de ódio pela obra e seu autor.



A Moreninha

A Moreninha
Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882). São Paulo. Ática. 1973. 123 páginas.

Sinopse / Ponderação:
Como se manter fiel ao juramento de amor feito no passado diante de uma nova e ardorosa paixão? Em um estilo simples, conta uma história interessante, abrangendo os costumes da sociedade da época - Segundo Reinado -, onde tudo principia por uma simples aposta entre amigos e acaba num terno caso de amor. A bela e pitoresca Ilha de Paquetá é o cenário. São figuras centrais um jovem estudante  - Augusto - e uma graciosa moreninha - Carolina -.



28 de janeiro de 2014

O Vendedor de Passados

O Vendedor de Passados
José Eduardo Agualusa. Gryphus. 2005. 199 páginas.

Sinopse:
Esta é a história de um albino que mora em Luanda, Angola, e que traça árvores genealógicas em troco de dinheiro. Estranho ofício, estranho o personagem principal - o vendedor de passados falsos, Félix Ventura - e mais estranho ainda o narrador: uma osga, um tipo de lagartixa. É ela que vai contar como o albino Félix fabrica uma genealogia de luxo para seus clientes . São prósperos empresários, políticos e generais da emergente burguesia angolana que têm futuro assegurado, mas falta-lhes um bom passado. A vida de Félix anda muito bem, até que uma noite recebe a visita de um estrangeiro à procura de uma identidade angolana. E, então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz à atual sociedade angolana, "O Vendedor de Passados" é uma reflexão sobre a construção da memória e seus equívocos.

Ponderação:
Esse foi o meu primeiro contato e leitura a respeito da literatura angolona. Curiosidade por completo, a indicação de leitura saiu de um comentário feito por Nina  Sankovitch, em 'O Ano da Leitura Mágica' e ao mesmo tempo lembrei-me de outro livro, sobre jornalismo, onde o autor mencionava a falta de conhecimento a respeito de Portugal e outros países com a língua portuguesa como meio primeiro de comunicação.
O autor define a problemática do tentar esquecer o passado dominador e viver sem o passado no presente e no futuro, vagar procurando as raízes perdidas da consciência nacional.

"O passado costuma ser estável, está sempre lá, belo ou terrível, e lá ficará para sempre." - compreende-se que o passado não pode ser apagado ou alterado como muitos acreditam e tentam.
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27 de janeiro de 2014

Aleluia, a Cigana

Imagem  retirada  da  Internet,  pois  a  Edição 
da  qual  realizei  a  leitura foi perdida, quando
da Reencadernação do exemplar.

Aleluia, A Cigana
Gilda Abreu (1904-1979). São Paulo. Cupolo. 315 páginas. 

Sinopse / Ponderação:
Uma delícia esse livro. Gostoso. trouxe-me lembranças gostosas da linguagem simples e oral das pessoas simples.
Narrado na terceira pessoa como uma testemunha ocular dos fatos. Na verdade, um autor é uma testemunha ocular da história. Com descrições minuciosas, as quais foram esquecidas pelos autores deste século. Ou já não há mais cenários para serem descritos? Apresenta o preconceito em relação ao mundo do artístico/teatral pela sociedade.
Aleluia, A Cigana conta a história de Mariana, a Naná, loira de olhos verdes, filha de Marcos e irmã de Álvaro. Haydée e Sérgio, rapaz pobre. A partir de 1918, quando nossos jovens assumem o que realmente desejam, a mão misteriosa do destino os separa, para reencontrarem anos mais tarde.
Álvaro casa-se com Haydée e ambos são amaldiçoados por Marcos, enquanto isso, Mariana e Sérgio alimentam o amor a distância, até, novamente, Marcos interferir na vida deles. Mariana acaba por ceder aos encantos de Augusto. Desta união nasce Mário.
Outra mão misteriosa é vista, pois na mesma hora e dia do casamento de Sérgio com a filha do Dr. Santos, Augusto morre, deixando Mariana só.
Enquanto a vida continua, Naná vai ate Álvaro, que já estava a beira da morte e entrega Iris aos cuidados da irmã. Iris é quase assassinada por Marcos, este por sua vez, revela o porque do ódio por Haydée, mãe de Iris e amiga de infância de Naná.
Determinada noite, Naná e Sérgio reencontram-se. O amor ainda há entre eles, mas não podem ficar juntos. Sérgio a pedido dela, passa a ser tutor de Mário, enquanto está fora do país.
No regresso, Naná toma conhecimento da profissão do filho, o famoso artista Roberto Alves. A mãe resolve fazê-lo casar com Iris, mas a jovem diz não, fugindo com um grupo de ciganos.
Iris/Aleluia e Mário/Roberto Alves nutrem amor e ódio um pelo outro sem realmente conhecerem a verdade. Mais uma mão misteriosa, que atende pelo nome de Bela, disposta a tudo para  se casar com Mário, interferindo entre Roberto e Aleluia, já apaixonados, mas cada um não quer dar o braço  torcer.
Roberto escreve uma peça com temas da vida cigana, mas na noite da estréia, ocorre um fato, mudando o rumo da vida de todas as personagens.




Pedido:
Nadja, por favor entre em contato comigo através do e-mail - xlaxarla@bol.com.br. É algo de que você vai gostar.