29 de agosto de 2026

El Jardín Secreto / O Jardim Sevreto

 O Jardim Secreto
The Secret Garden. Frances Hodgson Burnett (1849 - 1924). Trad. Luis Reyes Gil. Belo Horizonte. Autêntica. 2020. 235 páginas. 

El Jardín Secreto
The Secret Garden. Frances Hodgson Burnett (1849 - 1924). Trad. Conchita Pérez. Barcelona. Alfaguara. 2020. 320 páginas.

Sinopse:
No início do século XX, Mary Lennox vive na Índia com os pais, que não lhe dão afeto nem atenção. Uma epidemia de cólera mata o casal, e, seis meses depois, Mary, uma menina de 10 anos apática e sem graça, mimada, voluntariosa, que não sabe amar e não tem amigos, desembarca na Inglaterra para viver com o tio em Yorkshire, na mansão Misselthwaite, uma construção sombria e labiríntica com mais de cem quartos. Deslocada e assustada, a menina, sem ter o que fazer, começa a explorar a mansão e seus arredores, cheios de jardins e hortas. Com a curiosidade despertada, descobre que um dos jardins estava trancado havia dez anos e a chave, enterrada não se sabia onde: o tio proibira a entrada de qualquer pessoa. Mary acaba ficando amiga do velho jardineiro e de um passarinho especial, um pintarroxo, que a leva até a chave. E ela pode, finalmente, entrar no jardim. A narrativa é fluente, e o leitor fica preso à história, ansioso por saber o que vai acontecer. Traz também uma visão extremamente positiva e rica do contato com a terra, da vida simples e dos valores essenciais das pessoas do campo. Impossível não se apaixonar pelas personagens e pela história, publicada em 1911, que faz rir, chorar, sonhar.

Ponderação;
Capítulo 2 - [...]  "-O capitão Lennox  e sua esposa morreram de cólera - o senhor Craven havia dito, com aquele seu jeito seco  e frio. - O capitão Lennox era irmão da minha mulher, e sou o tutor da filha deles. A criança deve ser trazida para cá. Você deve ir a Londres e trazê-la você mesma." [...]

Capítulo 2 - [...] "-El capitán Lennoux y su mujer han fallecido a consecuencia del cólera - le había  explicado el señor Craven brevemente y con frialdad, como solía comunicarle las cosas. - El capitán Lennox era hermano de mi mujer, y yo me haré cargo de su  hija. La niña residirá aquí, de modo que usted  tendrá quw ir a Londres a buscarla." [...]

O grifo nesta passagens da história (português e espanhol) vem da abordagem feita nos filmes de 1993 e 2010, como da  adaptação do  roteiro, em livro, por Linda Chapman(*). As mães não gêmeas, como expressam os filmes, No livro  roteiro foi alterado belo final.

Um jardim secreto é um local, onde se encontra a capacidade de amar-se, se amar, amar ao  próximo, amar o torrão familiar que nos acolhe. Embora, esteja classificado como literatura infanto-juvenil, para meninas, esse livro serve como um lembrete educado de que muitos de nossos males são, na verdade, fictícios.... Aborda temas delicados como preconceito, ansiedade, negligência infantil/emocional. e social. 
 






(*) O Jardim Secreto. - A História Contada no Filme. Linda Chapman. Adaptado a partir do novo filme de 2020, 208 páginas da Harper Collin Brasil.


31 de julho de 2026

A vida impossível

A vida impossível
Matt Haig. Rio de Janeiro. Bertrand Brasil. 2023. 400 páginas.

Sinopse:
A vida impossível explora os limites do perdão, do luto, da amizade, e do que significa ser humano em um universo onde ninguém está, de fato, sozinho.
Maurice tem 22 anos e está no último ano da faculdade de matemática, mas não consegue se concentrar nos estudos e tem achado difícil seguir com a vida. O mundo anda muito complicado, a humanidade parece estar a caminho da destruição, e isso tudo, somado à morte da mãe, à relação difícil com o pai, e ao término do namoro, faz com que ele se sinta nas trevas. Só o que precisa é de uma luz. Então manda um e-mail de desabafo para sua ex-professora de matemática da escola, Grace Winters, e a mensagem que recebe dela pode ser tudo de que precisa para sair das trevas.
Grace Winters compartilha com ele um episódio incrível de sua vida, uma história que começa quando vivia num torpor permanente desde a morte do marido – seguida em pouco tempo pela perda do cachorro –, quando seus dias eram passados no sofá, vendo televisão ou lendo, e sua única companhia era a culpa persistente pela tragédia que havia se abatido sobre o filho, muitos anos antes.

Ponderação:
Então, Grace recebe uma carta. Nela, descobre que herdou uma velha casa em Ibiza, deixada para ela por Christina, uma ex-professora de música da escola na qual Grace deu aula até se aposentar. Intrigada com esse mistério, ela deixa a Inglaterra rumo à ilha espanhola, com uma passagem só de ida e a missão de descobrir como viveu, e morreu, Christina – além da razão de ter deixado a casa para ela. Lá, ela descobre fatos inimagináveis. Faz amizades improváveis que a conduzem em uma jornada, colocando seu raciocínio lógico à prova.
Então, Grace representa a universalidade para deixar o ceticismo de lado e ver a vida com outros olhos. O poder dos recomeços, explorando os limites do perdão, do luto, da amizade e do que significa ser humano em um universo onde ninguém está, de fato, sozinho. E, buscar a felicidade nas pequenas coisas do cotidiano. 



28 de junho de 2026

O que podemos saber

O que podemos saber
What We Can Know. Ian McEwan. Trad. Jorio Dauster. São Paulo. Cia. das Letras. 2026. 384 páginas. 

Sinopse:
Em 2119, no que restou só mundo após uma catástrofe climática, um professor de literatura parte em busca de um poema perdido em 2014.

Ponderação:
Leitura arrastada. Parecia que estávamos "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, só com uma diferença, esse tem muita barriga para o nosso gosto. Há trecho que não sai do lugar. Talvez, a opção de usar o amor pela literatura tenha vencido ou vencerá como arte a resistência de todos os eventos catastróficos, porque é a literatura que permitirá preservar a identidade da humanidade, contando as nossas realizações diárias. 














 

30 de maio de 2026

Aluga-se para temporada

Aluga-se para temporada
Summer rental. Mary Kay Andrews. Trad. Flávia Yacubian. São Paulo. Planeta do Brasil. 2012. 368 páginas.  

Sinopse:
Depois de ser despedida inesperadamente do emprego, Ellis começa a questionar as escolhas que havia feito na última década de sua vida. Julia é modelo e mantém um relacionamento com um homem que a ama e deseja se casar com ela, mas está muito insegura com sua aparência e com a possibilidade de mudar de vida. E Dorie se divorcia quando o marido descobre que está apaixonado por outro homem, descobrindo em seguida que está grávida dele. Assim, elas resolvem passar um mês na Carolina do Norte para repensar suas vidas, mas quando encontram uma estranha em busca de abrigo tudo pode acontecer

Ponderação:
Ellis, Juia e Dorie, elas nos faz rir bastante com suas diferenças. Melhor mencionar, a leitura é leve, divertida e contém reflexões sobre todas as mudanças na vida, como amizade, autoconhecimento e uma pitada de suspense.   



30 de abril de 2026

A última canção

A Última Canção
The last love song. Lucinda Riley (1965 - 2021). Trad. Natalia Sahlit. São Paulo. Arqueiro. 2025. 416 páginas.   

Sinopse:
Sorcha O’Donovan sonha com uma vida emocionante bem longe do litoral de West Cork, na Irlanda, o lugar onde cresceu. Quando conhece Con Daly, o belo músico do vilarejo, ela sabe que tudo está prestes a mudar.
Já em Londres, Con faz sucesso com a banda The Fishermen e parece prestes a desfrutar um futuro maravilhoso com Sorcha. Mas o lado sombrio da fama faz a vida deles virar de cabeça para baixo. O cantor começa a receber ameaças, e segredos do passado podem arruinar tudo que eles construíram.
Vinte anos depois, a banda concorda em se reunir para um grande show beneficente. Mas Con Daly, galã e representante de toda uma geração, está desaparecido há mais de uma década.
Somente uma pessoa é capaz de descobrir o que aconteceu. Alguém que conhecia a vida, os amores e a carreira daqueles que participaram do sucesso dos Fishermen. Somente uma pessoa sabe o quanto é importante descobrir a verdade, porque, se Con voltar antes de os fatos virem à tona, a história poderá se repetir com consequências ainda mais trágicas.

Ponderação:
Perdemos a conta das vezes, em que relemos o terceiro paragrafo, inicial, do capítulo 31. Veio a nossa memória, as imagens daquela noite, quando o homem pisou na Lua. Só quem viveu aquele instante, sabe da emoção, que não consegue converter em palavras.
Leitura fluída, enredo incrível sobre os anos 1960. Ficou nebulosa a questão da resolução e explicação dos crimes acontecidos durante a narrativa.



29 de março de 2026

No rastro da mentira

No rastro da mentira
Listen for the lie. Amy Tintera. Trad. Roberta Clapp. São Paulo.  Arqueiro. 2026. 400 páginas.
 
Sinopse:
Em Plumpton, uma cidadezinha do Texas, Lucy e Savvy sempre foram as meninas dos olhos de todos: bonitas, inteligentes e alvo da inveja geral. Lucy se casou com o marido dos sonhos, conquistando um anel enorme e uma casa maior ainda. Já Savvy era a rainha do carisma. Não havia quem não a adorasse – especialmente os homens da cidade, segundo os boatos. Até que tudo desmoronou: um dia, Lucy foi encontrada vagando pelas ruas de madrugada, coberta com o sangue de Savvy, sem ter ideia do que aconteceu. Apesar de sua culpa nunca ter sido provada, todos têm certeza de que ela é uma assassina.

Ponderação:
- 'A verdade não importa se você revidar.' , quando se é a vitima e em estado de vulnerabilidade.
Uma festa de aniversário. Uma avó que acredita na inocência da neta.  Então, a narrativa mistura investigação, assassinato e o universo dos podcasts de true crime, que acabam influenciando diretamente a forma como a história é contada e percebida. Aborda a confiança entre as pessoas. Em alguns momentos, parece ser mais fácil para os homens acreditarem uns nos outros, mesmo quando há mentiras envolvidas. Também, toca em um tema delicado: a violência doméstica. Muitas vezes, essa violência acontece dentro da própria família e, quando a mulher reage ou se defende, a sociedade tende a distorcer a situação ou a duvidar da vítima. 
Uma boa reflexão é a presença de jornalistas e dos canais de divulgação que exploram crimes reais, mostrando como, muitas vezes, a busca por audiência pode ultrapassar limites éticos, expondo pessoas e colocando vidas em risco. Quando opiniões e acusações são lançadas publicamente, elas podem influenciar a percepção das pessoas de maneira perigosa. 



27 de fevereiro de 2026

Migrações

Migrações
Charlotte McConaghy. Porto Alegre. TAG/Alta Books. 2023. 356 páginas. 

Sinopse:
Franny Stone sempre foi o tipo de mulher capaz de amar, mas incapaz de ficar. Deixando tudo para trás, menos seu equipamento de pesquisa, ela chega à Groenlândia com um propósito singular: seguir as últimas andorinhas-do-mar do Ártico no que pode ser a sua migração final para a Antártida. Franny consegue um lugar em uma embarcação de pesca, e ela e a tripulação zarpam, viajando cada vez mais longe da costa e da segurança. Mas quando a história de Franny começa a se desenrolar — um caso de amor apaixonado, uma família ausente, um crime devastador — fica claro que ela está perseguindo mais do que apenas os pássaros. Quando os segredos obscuros de Franny a alcançam, quanto ela está disposta a arriscar por mais uma chance de redenção?

Ponderação:
É um prato cheio para os ambientalistas de plantão. Distopia ambiental por um lado e uma jornada psicológica, de outro. É uma leitura densa, proporcionando reflexões que tocam na relação do ser humano com ele próprio e com os demais habitantes do planeta - bichos, plantas, tudo que habita quer viver. O sentido de migrar, no livro, é questão de sobrevivência.


25 de janeiro de 2026

Quando os pássaros voam para o sul

Quando os pássaros voam para o sul
Tranorna flyger söderut
Lisa Ridzén. Trad. Guilherme da Silva Braga. Rio de Janeiro. Record. 2025. 254 páginas.










Sinopse:
Um homem, um cão e a última batalha pela dignidade. No interior profundo da Suécia. Boa enfrenta os limites da idade avançada. Entre visitas de cuidadores e telefonemas de um velho amigo, ele encontra amparo apenas na companhia de Sixten, seu cachorro. Até que o filho decide levar o cão embora. Essa perda iminente desencadeia um mergulho em recordações: o casamento com Fredrika, a longa amizade com Ture e as tensões familiares de toda uma vida. Cada lembrança reforça a certeza de que abrir mão de Sixten é abrir mão de si mesmo. Alternando registros clínicos e a narrativa íntima de Bo, Lisa Ridzén constrói um romance que aborda de maneira franca temas como velhice, amor e resistência. Uma narrativa que encara a finitude da vida, amarrando as pontas entre o sentimentalismo e a lucidez.

Ponderação:
Belo relato do que  é a velhice sem sentimentalismo. De repente, a nossa memória nos traz uma breve entrevista do ator, Paulo Autran, quando ele completou 80 anos. Verdade seja dita, vamos perdendo quem amamos pelo caminho. 
Bo foi uma personagem que mesmo em meio a tanta perda, foi interessante acompanhar sua trajetória de vida. A atitude do filho, em tirar o cão de seu pai, possui aspecto negativo na sobrevivência da pessoa com mais de oitenta anos. Precisamos aceitar o legado de que cada objeto tem relação profunda na existência de cada ser humano. 


 

27 de novembro de 2025

Paixão de Primavera

Paixão de Primavera
Mary Kay Andrews. Essência. 2013. 400 páginas.
 
Sinopse:
Convencida de que o fim de seu casamento com o charmoso Mason Bayless já faz parte do passado, Annajane Hudgens se prepara para deixar a cidade de Passcoe, no sul dos Estados Unidos, e recomeçar a vida ao lado de seu novo amor, um homem atencioso que fará de tudo para torná-la feliz. Mason está prestes a se casar com a bela e astuta Célia, e Annajane decide assistir à cerimônia como prova de que as feridas do passado estão cicatrizadas e de que o início de uma nova etapa da vida de ambos é uma coisa totalmente natural É um belo dia de primavera, a cerimônia começa na igreja mais pitoresca da cidade... mas o destino intervém, trazendo grandes surpresas para os protagonistas desta apaixonante aventura de primavera.

Ponderação:
Um romance doce e maduro. De  leitura fácil e rápida, terminando de maneira interessante. A atração pelo livro veio através de sua capa e, aí, descortinamos os momentos de luta e glória de um produto, de uma família e uma cidade.



31 de outubro de 2025

O Namorado

O Namorado
The boyfriend. Freida McFadden. Trad. Irinéo Baptista Netto. Rio de Janeiro. Record/Tag. 2025. 350 páginas.

Sinopse:
Ela está procurando o homem perfeito. Ele está procurando a vítima perfeita. Sydney Shaw, como todas as mulheres de Nova York, tem uma sorte terrível com namoro. Ela já viu de tudo: homens que mentem em seus perfis de namoro, homens que pagam a conta do jantar e, o pior de tudo, homens que não conseguem calar a boca sobre suas mães. Mas, finalmente, ela tira a sorte grande. Seu novo namorado é absolutamente perfeito. Ele é charmoso, bonito e trabalha como médico em um hospital local. Sydney é surpreendida. Depois, o assassinato brutal de uma jovem – a última de uma série de mortes na costa – confunde a polícia. O principal suspeito? Um homem misterioso que namora suas vítimas antes de matá-las. Sydney deveria se sentir segura. Afinal, ela está namorando o cara dos seus sonhos. Mas ela não consegue se livrar das próprias suspeitas de que o homem perfeito pode não ser tão perfeito quanto parece. Porque alguém está observando cada movimento dela, e se ela não descobrir a verdade, será a próxima vítima do assassino... Uma história sombria sobre a obsessão e as coisas que faremos por amor, a autora best-seller do New York Times, Freida McFadden, prova que os crimes passionais costumam ser os mais sangrentos...

Ponderação:
Engraçado! Para ser feliz, a única coisa é ter um(a) namorado(a) e fazer sexo. Na ficção fica um pouco irritante; na vida real tornar-se uma sucessão de problemas. Há infinitas possibilidades para sermos felizes. Essa história está mais para um estudo de psicopatia e sociopatia. 
Sidney quer um homem perfeito. Não há perfeição masculina na literatura como não há para o lado feminino. Pode-se ter nos velhos contos de fada. Tom é um sociopata como um psicopata, dois extratos dele bem exemplificado: ''- Você nunca mais vai machucar a minha mãe - digo.
                                         Essas são as últimas palavras que ele houve antes de ser degolado."
                                     "Alguma coisa está muito errada comigo. É possível que minha mãe e Dayse não consigam ver, mas Alison consegue, e o Lesma também. Não sei o que fazer. Mas Alison estava certa a meu respeito: sou perigoso."
Em dado momento, após o sexo, Sidney descobre algo, que lhe perturba. Então, ela analisa situação:  "Mas não... não é possível. Tom não é um assassino. Acho que é ainda mais improvável do que Randy ser um assassino. Tom é um cara legal. Ele é perfeito."
Honestamente, em um encontro amoroso, ficar descrevendo a qualidade e quantidade de sangue que corre no corpo humano, é o que? Na vida real, terá ou será qual mulher aceitaria novos encontros? Sidney, desesperada, não percebe o óbvio em seu entorno. Uma personagem chata e sem graça.
Os crimes cometidos, mesmo na ficção, deveriam sair a luz da justiça. O último, o do Randy, em que Sidney foi testemunha, Tom e Dayse deveriam ser capturados. Final incompatível com a justiça do Estado de Nova York.



10 de setembro de 2025

Décimo Segundo Aniversário

Mais um ano completado. O sonho parece ter sido, ontem! 

Com uma boníssima surpresa!!!...


Abaixo o controle individual de cada postagem... 

Obrigada!

Ačiū!

¡Gracias!

Thank you!

Merci!



                   Balanço em 30/08/2025 





















































































23 de agosto de 2025

Contos de amor rasgados

Contos de Amor Rasgados
Marina Colasanti (1937 - 2025). Rio de Janeiro. Rocco. 1986. 120 páginas.

Sinopse:
Contos de amor rasgados são pequenas narrativas que despertam os sentidos, penetram fundo nas singularidades da alma e realizam uma fascinante viagem pelos misteriosos domínios do relacionamento humano.

Ponderação:
Não temos lembranças de como esse livro veio parar em nossas mãos. Estamos em uma fase de leitura e/ou releitura de obras antes delas serem doadas.
Bem, acabamos de verificar como a escrita da autora é inexplicável. Ela prende a atenção do leitor misturando  realidade e surrealismo, alento e violência, belo e grotesco, um olhar objetivo e outro subjetivo, sem fim. As histórias curtas surgem do nada e do nada se vão, deixando-nos na dúvida de partir, imediatamente, para a próxima ou ficar remoendo a que acabamos de ler.


30 de julho de 2025

Café, amor e especiarias

 Café, Amor e Especiarias
 The pumpkin spice café. Laurie Gilmore. Trad. Beatriz S. S. Cunha. Rio de Janeiro. Intrínseca. 2025. 256 páginas.

 Sinopse:
 Quando a tia de Jeanie se aposenta e lhe deixa de presente o adorável Café Pumpkin Spice, em uma cidadezinha pitoresca no litoral, aquela parece a oportunidade perfeita de dar início a uma nova vida. Depois de sete anos completamente consumida pelo trabalho, ela não tem amigos próximos, não tem namorado, acaba de largar seu emprego desgastante no mercado financeiro e precisa muito relaxar. Então, se mudar para a encantadora Dream Harbor. promete ser exatamente o recomeço que tanto queria.
 Poucos dias depois de chegar ali, ela conhece Logan, um fazendeiro local que evita a todo custo as fofocas da cidade. Ele já teve o coração partido na frente de todos os habitantes do lugar, então se apaixonar com certeza não está em seus planos. O único problema é que a chegada da nova dona do café, com seu jeito sempre tão animado, dá uma baita sacudida em seu cotidiano, e ele se vê cada vez mais atraído por ela, alusões estranhas que permeiam seu estabelecimento, Jeanie vai se adaptando à nova rotina. Logan sempre logo ali quando ela precisa. Mas será que a atitude alegre de Jeanie conquistará aquele homem tão rabugento e sexy? Ou teria essa garota da cidade grande encontrado a única pessoa da região imune a seu charme?

Ponderação:
Às vezes, gostamos de ler comentários a respeito do livro lido e conhecer outras opiniões sobre a narrativa. Neste, foi possível, a verificação do não entendimento da estrutura da história. 
Bem, é uma abordagem sobre recomeço tanto amoroso como profissional. O casal de protagonistas é engraçado e trágico ao mesmo tempo. Um outro ponto bem interessante é a existência da personagem do prefeito,  que administra os eventos da cidade através da interpretação de sonhos. Nós gostamos da oportunidade prazerosa da leitura dessa obra.



30 de junho de 2025

Os Malaquias

Os Malaquias
Andréa del Fuego. São Paulo. Companhia das Letras / TAG. 2024. 185 páginas.

Sinopse:
"Serra Morena é íngreme, úmida e fértil. Aos pés dela vivem os Malaquias."
Após perderem os pais, os irmãos Nico, Júlia e Antônio veem-se diante de nova realidade. O mais velho, ainda criança, passa a trabalhar na fazenda de um poderoso da região; a menina, por sua beleza, é adotada e levada para outra cidade; o caçula, um garoto que não cresce, é acolhido pelas freiras do orfanato.
Separados ainda na infância, os três vão seguir diferentes caminhos, a um só tempo fantásticos e reais. A escassez de água, de amor e de unidade, que acompanha a família desde o raio que a originou, torna-se abundância à medida que as páginas do livro revelam novas e extraordinárias personagens — freiras francesas, traficantes de bebês, espíritos ancestrais e pessoas que desaparecem no vapor de um bule a ferver —, entremeadas por um vale mágico, despertado pela chegada de uma hidrelétrica à cidade de Serra Morena, onde pouco a pouco os Malaquias tentam se (re)encontrar.

Ponderação:
Realismo mágico ou lenda, a narrativa teve um bom início, porém na metade para o final a autora perdeu o rumo. Ficou confuso.

 















30 de maio de 2025

Se adaptar

Se adaptar
Clara Dupont-Monod. Porto Alegre. Dublinense.  2025. 160 páginas. 

Sinopse:
"Um dia, numa família, nasceu um menino inadatado."  Assim começa a história do menino de olhos negros que flutuam para o nada, eternamente deitado, e dos seus três irmãos. Em meio à natureza poderosa das montanhas, são as pedras do muro da velha casa da família que testemunham suas trajetórias. O amor absoluto e protetor do mais velho, a rebeldia que a do meio assume para rejeitar a dor, a chegada do mais novo que cresce à sombra das memórias. Um livro magnífico e luminoso, sobre o laço infinito entre irmãos e a inesgotável capacidade humana de se adaptar.

Ponderação:
A leitura de cada capítulo é uma viagem cuidadosa por perspectivas diversas, envolvendo o processo de empatia, questionamentos, raiva e, novos e distantes, olhares sobre o que significa existir. Essa existência que não podemos controlar os acontecimentos no curso da vida, mas podemos e devemos escolher  qual maneira reagir a eles. Um aprendizado que mora a potência transformadora da experiência humana.



30 de abril de 2025

Explicação

 Prezados Amigos, 


Esse post com data retroativa de 30/04 do corrente, corresponde ao nosso desejo de informar: - Estamos realizando uma revisão no blog. Portanto, não estamos abandonando aos nossos queridos leitores. 

Pedimos, só, um pouco mais de paciência.



29 de março de 2025

E se eu morrer amanhã?

E se eu morrer amanhã?
Filipa Fonseca Silva. Porto Alegre, Dublinense. 2025. 224 páginas.

Sinopse:
Helena é uma viúva de quase oitenta anos que leva os dias entre chás com velhas amigas e outras atividades típicas da terceira idade, ou ao menos é isso que seus filhos e neta pensam. Até um incêndio no apartamento dela revelar a vida secreta de uma experiente mulher que, aproveita a vida ao máximo entre variados drinques e amantes. Com uma narrativa tão descontraída e despudorada quanto a protagonista, Filipa Fonseca Silva convida a toca, com prazer e sem tabus, num ponto ainda pouco explorado: o sexo geriátricos.

Ponderação:
Já tivemos a oportunidade de ler, algumas ficções, que retratam personagens com idade superior acima dos sessenta anos. Mas, porém, Helena é o suprassumo da vida despreocupada. Viver da maneira que se quer. A Liberdade de ser, ter, reagir como manda seu instinto de sobrevivência. Essa Liberdade, a não compreendida por muitos de nós, porque estamos tão preocupados em seguir padrões, envolvendo-nos em méritos seculares de comportamentos e suas consequências. Por outro lado, ela nos mostra uma demanda não preparada em aceitar certas tendências comportamentais dos seres humanos. Lança luz sobre a livre liberdade de expressão e todas as demais formas de liberdade.


16 de fevereiro de 2025

A Árvore mais sozinha do mundo

A Árvore mais sozinha do mundo
Mariana  Salomão Carrara. São Paulo. Todavia. 2ª ed. 2024. 208 páginas.

Sinopse:
Em uma pequena roça no Sul do país, a vida de Guerlinda, Carlos e seus filhos cumpre o tempo da terra. O cultivo do tabaco dá sustento à família, que dia após dia enfrenta as oscilações da natureza, esguichando venenos e adubando as vergas para que as folhas atinjam a qualidade ideal. Nessa angústia da espera - e em meio a investidas das empresas que dominam o mercado fumicultor -, ainda é preciso decifrar os códigos da adolescência e aprender a sua difícil linguagem de amor. Quando chega a época da colheita, os dias se transformam, e a família recebe a ajuda da mãe de Guerlinda, que, mesmo com seus estímulos e sua peculiar ternura, parece incapaz de emendar a casa tomada por silêncios incômodos e perdas iminentes.

Ponderação:
Uma árvore pensante e com senso emotivo/sentimental. Um espelho, uma capa de proteção e uma rural narram as agruras de uma família, pequeno produtor na plantação de tabaco. As mazelas da pobreza. As pressões da  indústria e mercado do tabagismo. Uma estória para  refletir a respeito de nosso campo.


 

5 de janeiro de 2025

Aviso 26

      Querido leitor, querida leitora!


Labas Rytas! Good Morning! ¡Buenos Días! Bom Dia!


2024, estivemos no caminho da estabilização emocional no processo de leitura, em parte pelo nosso envolvimento em obras de cunho político e, não nos motivou a realização de resenhas. O momento pelo qual estamos vivenciando não é propício nas abordagens do chamado 'politicamente' correto ou incorreto. E, aliado, na solução dos pequenos problemas em nossa saúde. Mais, confronto tecnológicos, no aspecto de conexão com a vida online, foi parcialmente resolvido. Assim sendo, continuamos, com várias obras, parcialmente, lidas. Totalizamos 30 livros lidos com 6.346 páginas. Não contabilizados os digitais...


Até...



31 de dezembro de 2024

Amêndoas

Amêndoas
Almond*. Won-pyung Sohhhn. Trad. Yonghui Qio Pan. Rio de Janeiro. Rocco. 2023. 1ª ed. 290 páginas.

Sinopse:
Yunjae nasceu com uma condição neurológica chamada alexitimia, ou a incapacidade de identificar e expressar sentimentos, como medo, tristeza, desejo ou raiva. Ele não tem amigos ― as duas estruturas em forma de amêndoas localizadas no fundo de seu cérebro causaram isso ―, mas a mãe e a avó lhe proporcionam uma vida segura e tranquila. O pequeno apartamento em que moram, acima do sebo da mãe, é decorado com cartazes coloridos com lembretes de quando sorrir, quando agradecer e quando demonstrar preocupação.

Ponderação:
Vale observar que *a tradução da edição brasileira foi feita a partir da edição norte-americana, de Joosun Lee. 
A narrativa explora temas de empatia e amizade de uma forma delicada e impactante, trazendo reflexões sobre a complexidade das emoções e relações humanas. Dois garotos, Yunjae  e Gon, com traumas e desajustados para uma sociedade tida como ideal. Se encontram, um que sente muito e outro que nada sente e dessa interação nasce uma amizade impossível... O final é  poderoso e oferece uma conclusão reflexiva à jornada de Yunjae. Ao longo da história, ele luta para entender e sentir emoções, especialmente após a perda de seus entes queridos. Com a amizade de Gon, Yunjae experimenta mudanças em sua percepção, um relacionamento que se torna crucial para seu amadurecimento emocional. O final aberto para a interpretação de cada leitor.
Um momento impactante é quando Yunjae aconselha Gon a ler, pois o amigo não possui um vocabulário de acordo com um estudante de ensino médio. A leitura vai ajudar ampliar seus conhecimentos e terá melhores condições para conversar com pessoas do mundo a sua volta.